Porque eu sou contra Antonio Di Pietro, por Diego Fusaro


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Porque eu sou contra Antonio Di Pietro, por Diego Fusaro

Fonte: http://www.lettera43.it/it/articoli/politica/2017/10/20/perche-sono-contro-antonio-di-pietro/214858/

Tradução: Mario S. Mieli

Foi o protagonista de um golpe que entregou a Itália à especulação internacional, à lógica cega da privatização integral e à rápida “dessoberanização” no plano monetário e constitucional.

Eu disse e repeti. Sem qualquer desmentida. Eu também escrevi isso no meu livro “Il futuro è nostro” (O futuro é nosso) (2014). Mani Pulite foi o golpe de estadi judiciário e extraparlamentar pelo qual, de acordo com a nova política global, começou a ser destruído o legado de um estado social de tipo keynesiano, embora vítima da corrupção. Mani Pulite foi o golpe de estado que abriu o ciclo catastrófico das privatizações neoliberais, consistente com o mundo pós-1989 e com a catastrófica experiência da União Europeia. Mesmo Maastricht ocorreu – não por acaso – em 1992.

A DESTRUIÇÃO DA PRIMEIRA REPÚBLICA. O objetivo era duplo, com a “longa manus” da monarquia leviatânica do dólar: a) destruir uma forma de Estado que, com Craxi, ainda tinha um vislumbre de soberania econômica, política e militar (ver Sigonella); b) destruir uma “primeira República” que ainda tinha o senso do Estado e dos direitos sociais (do Partido Comunista Italiano, ao Movimento Social Italiano à Democracia Cristã). Mani Pulite, como sabemos, ocorreu com a convergência total da direita (Antonio Di Pietro), do centro (Francesco Saverio Borrelli) e da esquerda (Gerardo D’Ambrosio): o resultado foi a despedida da Primeira República, que ainda conservava um fundo de soberania nacional e de política externa autônoma (Sigonella, 1985) e dos direitos sociais com base keynesiana.

A partir daquele momento, o Estado italiano foi irresponsavelmente entregue à especulação internacional, à lógica cega da privatização integral (com a difamação do público e do Estado como “comunistas”, conforme a maníaca retórica de Berlusconi) e à rápida dessoberanização do plano monetário e constitucional. O segundo golpe de Estado – não mais judicial, mas diretamente econômico – ocorreria em 2011, pela vontade direta do Banco Central Europeu (junta militar-econômica de Mario Monti, “o homem dos mercados”).

DI PIETRO ME INSULTOU TAMBÉM COM AS CÂMARAS DE TV APAGADAS. Eu disse a ele na outra manhã no programa “L’aria che tira”, do canal La7, na presença de Di Pietro, que daquela época foi protagonista. Teve uma reação completamente alterada e, eu diria, delirante: insultos, linguagem chula e gritos. Um show indecoroso, não há nada a ser adicionado. Mas o pior veio depois: sem fôlego, o Sr. Di Pietro continuou a xingar, aproximando-se ameaçadoramente. E depois de gritos incontroláveis, ele colapsou no chão até que o viessem socorrer. Foi isso o que aconteceu. Desejo-lhe tudo de bom e envio-lhe uma saudação calorosa. Não há nada de pessoal, de minha parte. Uma canção de alguns anos atrás dizia: ” La verità ti fa male, lo sai!” (A verdade dói, como você sabe!)

Discussão a que se refere o Fusaro, entre ele e o Di Pietro, do dia 22 de outubro de 2017
Di Pietro vs Diego Fusaro: ‘Mani Pulite un colpo di stato? che ca**o stai dicendo vai a cag**!’

Explicação detalhada de Diego Fusaro sobre os dois golpes de Estado ocorridos na Itália nas últimas duas décadas(em italiano, com legendas em espanhol)

DIEGO FUSARO: história de uma grande tragédia. Di Pietro, Berlusconi, Monti, Renzi

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