>> CABEÇAS QUE FAZEM FALTA n. 12 – Carmem Miranda com ou sem chapéu rodando, rodando, que nem Rumi

CABEÇAS QUE FAZEM FALTA n. 12 – Carmem Miranda com ou sem chapéu rodando, rodando, que nem Rumi


Por: Mario S. Mieli
Mensagem de 8/8/2011, poema de 9/2/2009, repostados em 9/2/2012, data de aniversário de Carmem Miranda






Quanto eu não daria para ver a Carmem
rodando rodando rodando coloridíssima
entre os dervixes de branco enchapelados e vestidos…


Dizem que a origem da dança dos dervixes
foi fruto de uma forte depressão que atingiu o Rumi.





Ele estava muito desolado e no meio do pátio onde se encontrava
havia um tronco de árvore ao qual se agarrou com uma mão.
Segurando-se ao tronco com uma mão e deixando o resto do corpo pender,
começou a girar e girar em volta da árvore em sentido anti-horário.
Notava que quanto mais girava, mais sentia um grande barato,
como se a rotação acelerada lhe recuperasse o humor, a paz interior.
Quanto mais girava, mais rápido girava… e sentia que vibrava na mesma frequência do universo.


Por insondáveis caminhos do destino,
Rodar rodar rodar como o Rumi
é o primeiro exercício do Yoga Tibetano.
(Eles dizem que não há nada melhor para rejuvenescer, repranificar e reavivar os átomos do corpo e da mente! No fim, uma demonstração didática das 5 posturas do yoga tibetano – para dar a ideia – num dos vídeos anexos).


Assim, do poemário do Rumi à cabeça que faz falta da Carmem – por uma fração de segundo “realizei” os dois rodando e rodando numa “ciranda de júbilo infinita”!!!


Sobre a Carmem envio (ou reenvio) o texto escrito no dia do centenário de seu nascimento, há três anos… Obrigado Irmã Antiga. Não custa agradecê-la mais uma vez.





OBRIGADO IRMÃ ANTIGA


de Mario S. Mieli
Terra Brasilis, 9 de fevereiro de 2009



“Este é o campo sem fim de onde não retornam
ternuras!
Entornai-vos, ondas eternas!
(Cecília Meirelles)



Foram essas palavras
que reservou,
no dia de hoje,
para ti
a minha matemágica prática da bibliomancia…
…abrir uma página qualquer de um qualquer livro
e deixar o acaso oracular…


hoje, 09 de 02 de 2009,
dia de números que parecem desbancar, debochados,
o ranço sério das datas e comemorações…
e lembrar que toda a numerologia da matemática
não é mais que convenção, invenção… métrica…
canção… coração… tic-tac… governador da embarcação…


cifras brincalhonas, mas que marcam a graça
dos cem anos que farias desde o “dia em que apareceste no mundo”
se te defrontasses ainda com teu dotado corpinho físico
“na batucada da vida”…


mas és mais que matemáticamatéria desencarnada…
mesmo sem a Carmemcarcaça te mirando, Miranda….
És a quintessência do “balancê”,
bem além do “recenseamento”…


És a shakti encarnada do Brasil.
Tu que nem brasileira eras…
És a onda eterna que entorna Brasil.


Quero-te sempre escapulário
sussurrando no meu ombro,
sob a “camisa listada” de “querido adão”
teus puramente en-canta-dos encantamentos
de irmã antiga envolta em labareda de luminosidades
iluminadas modernidades
amor-tern’idades
Cacófonarinaureolada dos aromas frutíferos de teus
chapéus de tirar o(s) chapéu(s) e teus “tabuleiros da baiana”…


Chispas, faíscas, fagulhas em cada piscada de olho infinita
gesticulações trejeitosas consagradas em mudras fecundos
Glória dos sentidos
que consolam da solidão e abrem a possibilidade da
ciranda de júbilo infinita
substanciada pela expressividade humana…


Irmã antiga e transgressora, transencantadora, transcantora transbailarina transcomunicadora, transonda, transtrans-“Fon-Fon!”


Celebro tuas vibrações presentes nessa data jocosa
de teus trans-cem-anos…
cascatas desprendidas de flores, frutas, sons, cores…
de “bonecas de pixe”, de “cantoras do rádio”, de “uvas de caminhão”…


Irmã- ímã
que atrai
irresistivelmente
para
o emanar
o escorrer
de maravilhas da cria-ação
tão ao alcance da é-moção!


Obrigado, irmã antiga,
por despertar por todos os meios
a carmemiranda da “minha embaixada chegou”,
do realce, do reavivar, do se superar
do “cachorro vira-lata”, do “isso é lá com Santo Antônio”
do “pra você gostar de mim”…


da ida e da volta
da reviravolta
da re-vida-a-volta
da vida solta


pela alegria
pelo divertimento
pelo prazer
da lucidez
dionisíaca
interior
e
trans-ascendente.


Sempre
“sem coleira e sem patrão”
e porque, como tu, “o mundo não se acabou”.


Entorna-te,
Entorna-te,
Entorna-te,


onda eterna…








Carmen Miranda – Cachorro Vira-Lata (1937)

http://youtu.be/UNwWw3C_gIo



Carmen Miranda – Tic Tac Do Meu Coração

http://youtu.be/o3Gouwyc8Ik



Carmen Miranda – Camisa listrada (1937)



Carmen Miranda – Rebola a Bola



Carmen Miranda – E o mundo não se acabou.

http://youtu.be/5GxA4Elbx80



Carmen Miranda … Adeus, Batucada!



Mercan Dede – The Sun Rises in the East



Derviches tourneurs à Konya



The 5 Tibetan Yoga Poses


 

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