>> Os sete aspectos da nova consciência, por Ervin Laszlo


Os sete aspectos da nova consciência


Por: Ervin Laszlo
Fonte:
visionealchemica
Tradução: Mario S. Mieli

A grande tarefa, o grade desafio do nosso tempo é mudarmos a nós mesmos. Gostaria de fazer um elenco das sete características da nova visão, da nova consciência, porque é possível consegui-la, todos podem evoluir, muitas pessoas já o fizeram e se tornou condição sine qua non da nossa sobrevivência na Terra. A primeira característica é o holismo, a visão holística, em contraste com a visão fragmentária, disciplinar, atomística, que separa tudo: a mente da natureza, o homem e a sociedade da biosfera, e todos os campos da realidade, um do outro. A visão holística é justamente aquela visão unitária que está sendo experimentada nos vários centros para a consciência planetária em todo o mundo, e é uma característica fundamental da nova consciência.



A segunda é o pensamento transversal, global, entre os dois hemisférios e entre os três cérebros: não pensar sempre com o hemisfério esquerdo racional, ou se tornar dependente só do hemisfério direito, o mais criativo e místico e menos voltado ao uso da língua. É preciso ter a possibilidade de se mover, de maneira harmônica e fluida, entre um e outro, utilizar a inteireza de nossas potencialidades. Essa é a base da verdadeira criatividade.

Terceiro é a valorização da comunicação, não apenas possuir conhecimentos, mas comunicá-los. Comunicar é seguramente a lei da vida e de toda a evolução. Essa possibilidade de valorização do comunicar, do compartilhar as experiências, as ideias, é uma característica da nova consciência.

Quarto, o estilo de vida simples. Há um novo movimento em direção à simplicidade – não de quem está dominado por uma motivação econômica, “somos pobres demais para não sermos simples” – mas a simplicidade voluntária, escolher viver de maneira mais simples e natural, sem todo esse excesso ao nosso redor, na civilização ocidental. Esse é um movimento para o consumo responsável, ecológico, ético, muito rápido e forte nos chamados países industriais, e esperamos que dê um impulso de desenvolvimento também nos outros países.


O quinto é a espiritualidade, o renascimento da nova espiritualidade. É muito interessante, muitos mestres, sábios e lamas podem ajudar na guia. Essa espiritualidade vem da Antiguidade, tem milhares de anos e não localiza a divindade fora da natureza e do homem, mas dentro: tudo é divino e estamos todos ligados através dessa divindade. Esse também é um movimento em crescimento e é uma grande esperança para o futuro.

O sexto é redescobrir a saúde global, individual, o movimento no sentido de alimentos naturais, a ecologia, o ambiente saudável, a unidade do homem com o seu ambiente para reencontrar a saúde num sentido muito complexo e holístico, entendido não só como ausência de doença, assim como a paz não é só a ausência de guerra, mas uma totalidade, um funcionamento do sistema em seu nível ótimo.

O sétimo é a consciência planetária. Aprender a se sentir parte do sistema Terra, passar de uma vida local e egocêntrica a uma visão global, planetária. É importante compreender a beleza e a complexidade da rede ecossistêmica e humana que forma o inteiro planeta, Gaia. Suas leis, suas dificuldades, os obstáculos ao seu desenvolvimento harmônico. Ampliar o nosso ponto de vista, usar a tolerância, a ética para superar injustiças e fantasmas, por um futuro planetário humano e sustentável.


Concluindo, penso que todas as atividades práticas e culturais que ocorrem nos centros para a consciência planetária espalhados pelo mundo, exprimam a nova consciência. É importante porque a nova consciência se desenvolve por meio da experimentação; experimentar como viver desse modo, não só pensar de maneira abstrata, mas viver dentro dele.

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