{"id":998,"date":"2012-01-08T21:19:11","date_gmt":"2012-01-08T21:19:11","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=998"},"modified":"2012-01-08T22:29:45","modified_gmt":"2012-01-08T22:29:45","slug":"se-occupy-wall-street-assusta-o-the-economist-por-carlo-formenti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=998","title":{"rendered":">> Se Occupy Wall Street assusta o The Economist &#8211; por Carlo Formenti"},"content":{"rendered":"<p><strong>Se Occupy Wall Street assusta o The Economist<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>por Carlo Formenti<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/1.jpg\" alt=\"\" title=\"1\" width=\"140\" height=\"191\" class=\"aligncenter size-full wp-image-999\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/temi.repubblica.it\/micromega-online\/se-occupy-wall-street-spaventa-leconomist\/\">Micromega<\/a> 7 de janeiro de 2012<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/20120107_LDP001_0.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/20120107_LDP001_0.jpg\" alt=\"\" title=\"20120107_LDP001_0\" width=\"595\" height=\"335\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1000\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/20120107_LDP001_0.jpg 595w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/20120107_LDP001_0-300x168.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A leitura do <a href=\"http:\/\/www.economist.com\/printedition\/2012-01-07\">The Economist<\/a> constitui um saud\u00e1vel exerc\u00edcio intelectual que consente  sondar o humor dos chef\u00f5es da economia global &#8211; humor que, ao se folhear os artigos do \u00faltimo n\u00famero da revista, parece ter ficado negro.<br \/>\n<\/br><br \/>\nO que preocupa os senhorios, diferentemente de quanto se poderia esperar, \u00e9, mais que o p\u00e9ssimo andamento dos mercados, a raiva que aumenta em todas as partes contra suas roubalheiras. A f\u00faria dos 99% &#8211; para usar o slogan do  Occupy Wall Street &#8211;  \u00e9 demais parecida com um saud\u00e1vel retorno do \u00f3dio de classe para n\u00e3o turbar o sono dos que formam o 1%, os quais, desse modo, encomendaram ao seu mais prestigioso \u00f3rg\u00e3o mundial, o lan\u00e7amento de uma vigorosa campanha de \u201ccontrainforma\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\n<\/br><br \/>\nUma campanha que parte com tr\u00eas artigos que, neste caso, se concentram no objetivo de defender a dignidade e o papel do maior centro financeiro global, a City de Londres. \u00c9 um empenho comunicativo de trezentos e sessenta graus, que se esfor\u00e7a em tocar todas as cordas que possam influir na opini\u00e3o do leitor: argumenta\u00e7\u00e3o racional, apelo ao orgulho e ao interesse nacional (nesta circunst\u00e2ncia, o ingl\u00eas), at\u00e9 o bicho-pap\u00e3o de novas poss\u00edveis explos\u00f5es de \u00f3dio racial. A racionalidade consistiria, como argumenta o maior dos tr\u00eas artigos, na necessidade de avaliar quais poderiam ser os efeitos da introdu\u00e7\u00e3o de regras demasiadamente r\u00edgidas para as finan\u00e7as, por parte dos governos.<br \/>\n<\/br><br \/>\nEntre os inimigos mais temidos: a exig\u00eancia para que os bancos separem os servi\u00e7os comerciais a privados e empresas, dos investimentos de alto risco, a introdu\u00e7\u00e3o de taxas elevadas sobre as transa\u00e7\u00f5es financeiras, a introdu\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos rigorosos relativamente aos excessos de \u201ccriatividade\u201d que apertaram o gatilho da crise global. Segundo o semanal, se trataria de rem\u00e9dios destinados a matar o doente, porque  em vez de reequilibrar a economia a favor dos setores produtivos, agravariam o risco de recess\u00e3o, estrangulando o cr\u00e9dito.<br \/>\n<\/br><br \/>\nO segundo artigo procura acender o orgulho nacionalista brit\u00e2nico: aten\u00e7\u00e3o, assim est\u00e1 escrito, porque penalizar a City significaria atingir o \u00fanico setor que, neste momento, permite \u00e0 Inglaterra ser competitiva no mercado mundial (nem uma palavra, obviamente, sobre o fato de que o desastre ingl\u00eas feito de desindustrializa\u00e7\u00e3o, empobrecimento de uma boa ter\u00e7a parte da popula\u00e7\u00e3o, desemprego em massa, severos cortes ao bem-estar social, etc. afunda suas ra\u00edzes justamente no sequestro de todos os recursos do Pa\u00eds para entreg\u00e1-los nas m\u00e3os dos senhores da City).<br \/>\n<\/br><br \/>\nEnfim, a obra-prima: o \u00f3dio pelas finan\u00e7as \u00e9 antigo (certamente, e n\u00e3o por acaso!) e tem antecedentes ilustres nos serm\u00f5es de Cristo, Maom\u00e9, e de quase todos os movimentos religiosos (exceto os luteranos e calvinistas que, \u201cpor sorte\u201d, salvaram a situa\u00e7\u00e3o), mas esse \u00f3dio \u00e9 com frequ\u00eancia traduzido em \u00f3dio pelos grupos \u00e9tnicos que, como os judeus, s\u00e3o os mais h\u00e1beis no desempenho dessa atividade. Ou seja: come\u00e7a-se xingando os Goldman Sachs e os Rothschild e acaba-se pedindo a reabertura dos fornos cremat\u00f3rios.<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u00c9 uma pena que quem desencadeou guerras de exterm\u00ednio e cometeu crimes contra a humanidade n\u00e3o tenham sido movimentos como o dos Indignados, mas regimes totalit\u00e1rios que encarnavam os interesses de ferozes burguesias nacionais, e que exploravam ideologias chauvinistas e racistas para desviar o \u00f3dio dos prolet\u00e1rios e dirigi-los contra falsos alvos.<br \/>\n<\/br><br \/>\nDe todo jeito, a corrente de mentiras, despistagens e desinforma\u00e7\u00f5es vomitada pelo Economist, apresenta um m\u00e9rito: nos faz entender que esses novos movimentos come\u00e7am a provocar um medo real. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se Occupy Wall Street assusta o The Economist por Carlo Formenti Fonte: Micromega 7 de janeiro de 2012 Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. 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