{"id":987,"date":"2012-01-07T20:51:14","date_gmt":"2012-01-07T20:51:14","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=987"},"modified":"2012-01-07T20:53:33","modified_gmt":"2012-01-07T20:53:33","slug":"o-gratuito-e-a-arma-absoluta-sine-mensuel-entrevista-raoul-vaneigem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=987","title":{"rendered":">> O GRATUITO \u00c9 A ARMA ABSOLUTA &#8211; Sin\u00e9 Mensuel entrevista Raoul Vaneigem"},"content":{"rendered":"<p><strong>O GRATUITO \u00c9 A ARMA ABSOLUTA<br \/>\nSin\u00e9 Mensuel entrevista Raoul Vaneigem<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Fonte: <a href=\"http:\/\/news.infoshop.org\/article.php?story=20111222220936511\">Infoshop.org<\/a> 7 de janeiro de 2012<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/1999.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/1999.jpg\" alt=\"\" title=\"1999\" width=\"503\" height=\"369\" class=\"aligncenter size-full wp-image-988\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/1999.jpg 503w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/1999-300x220.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nO pensamento situacionista definiu a Primavera de Paris em 1968; uma revolta espont\u00e2nea que quase derrubou o governo franc\u00eas e amea\u00e7ou entrar em erup\u00e7\u00e3o transformando-se numa insurrei\u00e7\u00e3o global contra o capitalismo a partir de seu interior. Protestando contra a aliena\u00e7\u00e3o, a desigualdade e a sociedade do espet\u00e1culo, slogans como \u201cO t\u00e9dio \u00e9 contrarrevolucion\u00e1rio\u201d e \u201cCorre, camarada, o velho mundo vem atr\u00e1s de voc\u00ea!\u201d encheu as bocas e as can\u00e7\u00f5es de milh\u00f5es que, em seu \u00e2mago, estavam em revolta aberta contra as demandas da sociedade de consumo. Raoul Vaneigem era membro da Internacional Situacionista de 1961 a 1970, \u00e9 autor de mais de trinta livros e \u00e9 um dos pensadores fundamentais do movimento. Ele estava nas ruas em 1968 e oferece suas ideias sobre aquela \u00e9poca e agora em entrevista a Sin\u00e9 Mensuel.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Vaneigem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Vaneigem.jpg\" alt=\"\" title=\"Vaneigem\" width=\"374\" height=\"399\" class=\"aligncenter size-full wp-image-989\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Vaneigem.jpg 374w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Vaneigem-281x300.jpg 281w\" sizes=\"auto, (max-width: 374px) 100vw, 374px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> Voc\u00ea poderia dar uma breve defini\u00e7\u00e3o dos situacionistas?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> N\u00e3o. O viver \u00e9 irredut\u00edvel a defini\u00e7\u00f5es. A vitalidade e a radicalidade dos situacionistas continua a se desenvolver por tr\u00e1s das cenas de um espet\u00e1culo que tem toda raz\u00e3o de se manter silencioso e de se disfar\u00e7ar. Por outro lado, a recupera\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica a que essa radicalidade foi submetida vivenciou um surto superficial, mas seus interesses n\u00e3o t\u00eam nada em comum com os meus.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> O que os situacionistas queriam dizer quando falavam que o situacionismo n\u00e3o existe?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> Os situacionistas sempre foram hostis a ideologias, e falar de situacionismo seria colocar uma ideologia onde ela n\u00e3o existia.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> Por que voc\u00ea rompeu com a Internacional Situacionista em 1970? Em retrospectiva, o que voc\u00ea acha de Guy Debord?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> Eu rompi porque a radicalidade que tinha sido a prioridade em Maio de 1968 estava em processo de dissolu\u00e7\u00e3o num comportamento burocr\u00e1tico. Cada membro tinha optado por seguir seu pr\u00f3prio caminho sozinho ou abandonar o projeto de uma sociedade de autogest\u00e3o. Talvez Debord e eu tenhamos sentido mais cumplicidade que afeto, mas a cis\u00e3o n\u00e3o importa! O que se vive com sinceridade nunca \u00e9 perdido. O resto \u00e9 apenas a borra da futilidade.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> O que acha do Movimento dos Indignados?[1]<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> \u00c9 uma rea\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica contra a resigna\u00e7\u00e3o e o medo que a tirania do capitalismo fornece com seus melhores suportes. <strong>Mas a indigna\u00e7\u00e3o n\u00e3o basta. \u00c9 menos uma quest\u00e3o de lutar contra um sistema que est\u00e1 desabando que a favor de novas estruturas sociais fundamentadas diretamente na democracia direta.<\/strong> Enquanto o Estado destr\u00f3i os servi\u00e7os p\u00fablicos, somente um movimento autogerido pode assumir a responsabilidade pelo bem estar de todos.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> O utopismo ainda est\u00e1 na agenda?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> Utopismo? De agora em diante, \u00e9 o inferno do passado. <strong>Fomos sempre for\u00e7ados a viver num lugar que est\u00e1 em toda parte menos naquele lugar, n\u00e3o estamos em lugar nenhum. Essa \u00e9 a realidade de nosso ex\u00edlio. Isso nos foi imposto por milhares de anos por uma economia baseada na explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem. A ideologia humanista nos fez acreditar que somos humanos, enquanto permanecemos, na maior parte, reduzidos ao estado de animais cujos instintos predat\u00f3rios s\u00e3o satisfeitos pela vontade de poder e de apropria\u00e7\u00e3o. Nosso \u201cv\u00e9u de l\u00e1grimas\u201d foi considerado o melhor dos mundos poss\u00edveis. Ser\u00e1 que poder\u00edamos ter inventado um modo de vida mais fantasmag\u00f3rico e absurdo que a toda poderosa crueldade dos deuses, a casta de sacerdotes e pr\u00edncipes governando povos escravizados, a obriga\u00e7\u00e3o de trabalhar que deveria garantir alegria e substanciar o para\u00edso stalinista, o Terceiro Reich milenarista, a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural Mao\u00edsta, a sociedade do bem-estar social (o \u2018Welfare state\u2019[2]), o totalitarismo do dinheiro al\u00e9m do que n\u00e3o h\u00e1 nem seguran\u00e7a individual nem social, [e] finalmente a ideia de que a  sobreviv\u00eancia \u00e9 tudo e a vida \u00e9 nada?  Contra essa utopia, que se faz passar por realidade, est\u00e1 oposta a \u00fanica realidade que interessa: o que tentamos viver, garantindo nossa felicidade e a felicidade de todos. A partir da\u00ed, n\u00e3o estamos mais numa utopia, mas no centro de uma muta\u00e7\u00e3o, uma mudan\u00e7a de civiliza\u00e7\u00e3o que est\u00e1 se configurando sob nossos olhos e que muitas pessoas, cegas pelo obscurantismo dominante, s\u00e3o incapazes de discernir. Porque a busca do lucro torna os homens uns brutos predat\u00f3rios, insensitivos e est\u00fapidos.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> Pode nos explicar como aquilo que \u00e9 gr\u00e1tis e livre, na sua opini\u00e3o, seja o primeiro passo decisivo em dire\u00e7\u00e3o ao fim do dinheiro?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> <strong>O dinheiro n\u00e3o est\u00e1 simplesmente se desvalorizando, e a diminui\u00e7\u00e3o do poder de compra o comprova; ele se investe de um modo t\u00e3o selvagem na especula\u00e7\u00e3o da bolha do mercado acion\u00e1rio que est\u00e1 fadado a implodir. O tornado do lucro a curto prazo destr\u00f3i tudo em seu caminho; esteriliza a terra e endurece a vida com o objetivo de extrair lucros in\u00fateis. Humanamente concebida, a vida \u00e9 incompat\u00edvel com a economia que explora o homem e a terra por fins lucrativos. Ao contr\u00e1rio da sobreviv\u00eancia, a vida n\u00e3o cansa de se dar, se doar. Aquilo que \u00e9 gratuito constitui a arma absoluta contra a ditadura do lucro. Na Gr\u00e9cia, est\u00e1 se desenvolvendo um movimento chamado \u201cN\u00e3o Pague\u201d. Em seu in\u00edcio, os motoristas recusavam de pagar ped\u00e1gios; eles tinham o apoio de uma coletiva de advogados que processaram o Estado, acusado de vender as rodovias a empresas privadas. Hoje \u00e9 uma quest\u00e3o de nos recusarmos de pagar por transporte p\u00fablico, de exigirmos assist\u00eancia m\u00e9dica e educa\u00e7\u00e3o gr\u00e1tis, de n\u00e3o pagarmos mais impostos e taxas que s\u00f3 servem para resgatar bancos que nos defraudam e para enriquecer os acionistas. A luta pelo prazer ao interior de si mesmo e no mundo n\u00e3o passa atrav\u00e9s do dinheiro mas, pelo contr\u00e1rio, em sua absoluta exclus\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 absurdo que uma greve obstrua a livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas, enquanto poderia decretar o transporte p\u00fablico, a assist\u00eancia m\u00e9dica e a educa\u00e7\u00e3o gratuitos para todos. \u00c9 preciso compreender &#8211; antes que ocorra o colapso financeiro &#8211; que o que \u00e9 gr\u00e1tis \u00e9 a arma absoluta da vida contra a economia. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de arrebentar os seres humanos, mas de arrebentar o sistema que os explora e as m\u00e1quinas que os for\u00e7am a pagar. <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel: <\/strong>Voc\u00ea defende a desobedi\u00eancia civil. O que ela significa para voc\u00ea?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/theyliveconform.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/theyliveconform.jpg\" alt=\"\" title=\"theyliveconform\" width=\"280\" height=\"166\" class=\"aligncenter size-full wp-image-991\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> \u00c9 o que est\u00e1 acontecendo na Gr\u00e9cia, na Espanha, na Tun\u00edsia e em Portugal. \u00c9 o que sumariza o t\u00edtulo do panfleto que escrevi para nossos amigos libert\u00e1rios em Thessaloniki: O Estado \u00e9 Nada; N\u00f3s Somos Tudo. A desobedi\u00eancia civil n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesmo. \u00c9 o caminho em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia direta e \u00e0 autogest\u00e3o generalizada, ou seja, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es que sejam prop\u00edcias para a felicidade individual e coletiva.<br \/>\nO projeto de autogest\u00e3o come\u00e7a a se realizar quando uma assembleia decide ignorar o Estado e, em sua pr\u00f3pria iniciativa, p\u00f5e em pr\u00e1tica as estruturas capazes de responder \u00e0s necessidades individuais e coletivas. De 1936 a 1939, os coletivos libert\u00e1rios da Andaluzia, Aragon e Catalunha experimentaram sistemas de autogest\u00e3o com sucesso. Foram esmagados pelo Partido Comunista Espanhol e pelo ex\u00e9rcito de Lister, abrindo caminho \u00e0s tropas de Franco.<br \/>\nPara mim, nada parece mais importante hoje em dia que a implementa\u00e7\u00e3o de coletivos autogeridos capazes de desenvolver-se enquanto o colapso monet\u00e1rio faz o dinheiro desaparecer e, juntamente com isso, uma maneira de pensar implantada em nosso comportamento por milhares de anos.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> Fale-nos sobre os direitos dos animais, que os pensadores revolucion\u00e1rios deixaram de levar em conta por muito tempo.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> <strong>\u00c9 menos uma quest\u00e3o de direitos dos animais que uma reconcilia\u00e7\u00e3o do homem com a natureza terrestre que ele tem explorado para fins lucrativos at\u00e9 hoje. O que tem impedido a evolu\u00e7\u00e3o do ser humano em dire\u00e7\u00e3o a uma verdadeira humanidade tem sido a aliena\u00e7\u00e3o do corpo posto a trabalhar, a explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a vital transformada em for\u00e7a produtiva. Nossa animalidade residual tem sido reprimida em nome de um esp\u00edrito que \u00e9 somente a emana\u00e7\u00e3o de um poder celestial e temporal encarregado de domar a mat\u00e9ria terrestre e corp\u00f3rea. Hoje, a alian\u00e7a com as energias naturais est\u00e1 se preparando para suplantar a pilhagem de recursos planet\u00e1rios, vitais. Redescobrir nossa rela\u00e7\u00e3o com o reino animal significa nos reconciliarmos com o animal dentro de n\u00f3s; significa refin\u00e1-lo, em vez de oprimi-lo, reprimi-lo e conden\u00e1-lo \u00e0s crueldades da tens\u00e3o e ang\u00fastia. Nossa humaniza\u00e7\u00e3o implica reconhecer o direito do animal de ser respeitado, em sua especificidade.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> Na B\u00e9lgica \u00e9 obrigat\u00f3rio votar, pelo menos na teoria. Voc\u00ea j\u00e1 votou alguma vez? Voc\u00ea paga multas?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> Nunca voto. Nunca recebi uma multa.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> Que li\u00e7\u00f5es podemos aprender desse longo ano em que a B\u00e9lgica n\u00e3o teve governo?[3]<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> Nenhuma. Durante o lucrativo per\u00edodo de sono dos pol\u00edticos \u2013 aqueles 55 ministros do governo n\u00e3o t\u00eam problemas de fazer face \u00e0s despesas \u2013 as m\u00e1fias financeiras continuaram a promulgar leis e se deram muito bem com os \u201ccapachos servis\u201d que est\u00e3o sob seu comando.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> Como voc\u00ea v\u00ea as \u201crevolu\u00e7\u00f5es\u201d em curso nos pa\u00edses \u00e1rabes? Voc\u00ea cr\u00ea que o Isl\u00e3 seja uma amea\u00e7a a elas?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> Onde o social leva a melhor, as preocupa\u00e7\u00f5es religiosas desvanecem. A liberdade que est\u00e1 atualmente se livrando da tirania secular n\u00e3o est\u00e1 disposta a se acomodar \u00e0 tirania religiosa, o  Isl\u00e3 tentar\u00e1 se democratizar e provar\u00e1 o mesmo decl\u00ednio que o Cristianismo. Gosto do slogan da Tun\u00edsia: \u201cLiberdade para rezar, liberdade para beber!\u201d<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sin\u00e9 Mensuel:<\/strong> Finalmente, voc\u00ea permanece um irredut\u00edvel otimista, n\u00e3o?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Raoul Vaneigem:<\/strong> Eu me contento com a f\u00f3rmula de Scutenaire:[4] <strong>\u201cPessimistas! O que voc\u00eas esperavam?\u201d Mas n\u00e3o sou um otimista ou um pessimista. N\u00e3o dou a m\u00ednima para defini\u00e7\u00f5es. Quero viver come\u00e7ando de novo a cada dia. Ser\u00e1 necess\u00e1rio que a den\u00fancia e a rejei\u00e7\u00e3o de nossas insuport\u00e1veis condi\u00e7\u00f5es cedam lugar \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de uma sociedade humana que rompa em absoluto com a sociedade de mercado.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/DSC028571.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/DSC028571-1024x768.jpg\" alt=\"\" title=\"DSC02857\" width=\"1024\" height=\"768\" class=\"aligncenter size-large wp-image-994\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/DSC028571-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/DSC028571-300x225.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/DSC028571.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\n(Observa\u00e7\u00f5es coletadas por Jean-Pierre Bouyxou. Publicado em 24 de novembro de 2011 por Sin\u00e9 Mensuel.<br \/>\n[1] Uma s\u00e9rie de demonstra\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas ne Espanha, envolvendo milhares de pessoas, iniciadas em 15 de maio de 2011.<br \/>\n[2] Em ingl\u00eas, no original.<br \/>\n[3] Dividida em dois, geogr\u00e1fica e politicamente &#8211;  Flandres e Wallonia, a B\u00e9lgica n\u00e3o tem tido governo oficial desde al elei\u00e7\u00f5es parlamentares de 13 de junho de 2010.<br \/>\n[4] Nota por Sin\u00e9 Mensuel: o escritor belga Louis Scutenaire (1905-1987) \u00e9 o autor de Mes inscriptions. Raoul Vaneigem dedicou um livro a ele:  \u201cPoets Today\u201d Collection (Seghers, 1991).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O GRATUITO \u00c9 A ARMA ABSOLUTA Sin\u00e9 Mensuel entrevista Raoul Vaneigem Fonte: Infoshop.org 7 de janeiro de 2012 Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli O pensamento situacionista definiu a Primavera de Paris em 1968; uma revolta espont\u00e2nea que quase derrubou o governo franc\u00eas e amea\u00e7ou entrar em erup\u00e7\u00e3o transformando-se numa insurrei\u00e7\u00e3o global contra o capitalismo a partir [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[68,81,9],"tags":[370,369,95,367,368],"class_list":["post-987","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossie-queda-da-rua-do-muro","category-imediartivismo","category-lance-de-dados","tag-desobediencia-civil","tag-internacional-situacionista","tag-mario-s-mieli","tag-raoul-vaneigem","tag-sine-mensuel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/987","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=987"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/987\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":995,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/987\/revisions\/995"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}