{"id":632,"date":"2011-11-22T03:28:13","date_gmt":"2011-11-22T03:28:13","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=632"},"modified":"2011-11-22T03:51:16","modified_gmt":"2011-11-22T03:51:16","slug":"consumismo-o-opio-dos-povos-na-era-do-neocapitalismo-pos-moderno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=632","title":{"rendered":">> CONSUMISMO, O \u00d3PIO DOS POVOS NA ERA DO NEOCAPITALISMO P\u00d3S-MODERNO"},"content":{"rendered":"<p><strong>CONSUMISMO, O \u00d3PIO DOS POVOS NA ERA DO NEOCAPITALISMO P\u00d3S-MODERNO <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/B_RBARA_KUGER_3_.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/B_RBARA_KUGER_3_.png\" alt=\"\" title=\"B_RBARA_KUGER_3_\" width=\"244\" height=\"184\" class=\"aligncenter size-full wp-image-633\" \/><\/a><br \/>\ntrabalho de Barbara Kruger<\/p>\n<p><strong>Por: HS<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/www.comedonchisciotte.org\">comedonchisciotte.org<\/a>  16.11.2011<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Ag\u00eancia Imediata<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/fashiooo.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/fashiooo.jpeg\" alt=\"\" title=\"fashiooo\" width=\"120\" height=\"120\" class=\"aligncenter size-full wp-image-634\" \/><\/a><\/p>\n<p>Se tiv\u00e9ssemos que atribuir uma defini\u00e7\u00e3o que pudesse sintetizar as caracter\u00edsticas principais e salientes da era p\u00f3s-moderna \u2013 ou seja, aquela que sucedeu \u00e0 catastr\u00f3fica Segunda Guerra Mundial \u2013 recorrendo a um termo ou a uma categoria de amplo conte\u00fado sem\u00e2ntico, optaria pelo neocapitalismo fundado sobre o imp\u00e9rio de um Mercado cada vez mais penetrante e quase omnipresente. Gostaria de n\u00e3o ser mal entendido: n\u00e3o pretendo utilizar o termo Mercado \u2013 com o M mai\u00fasculo \u2013 para designar um tipo de entidade abstrata, quase metaf\u00edsica, que transcende as nossas exist\u00eancias.  <\/p>\n<p>Mercado indica o espa\u00e7o e o tempo em que s\u00e3o colocadas as mercadorias e os produtos para serem vendidos e consumidos sem qualquer limite. Est\u00e3o muito distantes as \u00e9pocas do capitalismo austero, industrial e produtivista, em grande parte confinado nos mercados internos. O atual e contempor\u00e2neo neocapitalismo \u201cterci\u00e1rio\u201d, mercantil, comercial, consumista se imp\u00f4s, necessariamente, pela expans\u00e3o inevitavelmente global das multinacionais, das \u2018corporations\u2019, dos institutos financeiros internacionais e das grandes empresas comerciais. <\/p>\n<p>O aumento vertiginoso dos investimentos e lucros determina a amplia\u00e7\u00e3o e a concentra\u00e7\u00e3o dos operadores presentes nos mercados que, por sua vez, contribuem para estender as fronteiras do Mercado para potencializar as possibilidades de lucro. Desse modo, cada esfera da vida humana se torna gast\u00e1vel e compr\u00e1vel, como se o mundo tivesse se transformado em um transbordante e monumental supermercado. Ao alargamento dos mercados sem qualquer v\u00ednculo ou regra correspondente \u00e0 idealiza\u00e7\u00e3o e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o dos sempre novos produtos prontos para um consumo cada vez mais \u201cusa e descarta\u201d. A produ\u00e7\u00e3o e a venda dos bens essenciais \u00e0 vida de indiv\u00edduos e fam\u00edlias vem quase substitu\u00edda pelos bens sempre mais sup\u00e9rfluos que constituem verdadeiros s\u00edmbolos de status. Os eletrodom\u00e9sticos acabam por ocupar um espa\u00e7o cada vez maior nos apartamentos, os autom\u00f3veis de alta cilindrada invadem ruas e estradas, imp\u00f5em-se modas e tend\u00eancias na roupa e no vestu\u00e1rio\u2026 <\/p>\n<p>As revolu\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nica e inform\u00e1tica \u2013 e sua comercializa\u00e7\u00e3o garantida \u2013 entram nas casas. Do r\u00e1dio \u00e0 televis\u00e3o, chegamos ao computadores pessoais, passando pelo high tech com os est\u00e9reos, os leitores de VHS e de DVD, o fax, etc. A revolu\u00e7\u00e3o multim\u00eddia quase completa o ciclo a partir da inven\u00e7\u00e3o da Internet e dos celulares sempre mais modernos, inovadores e ricos em funcionalidades. A libera\u00e7\u00e3o do tempo livre abre as portas para setores comerciais e industriais antes relegados \u00e0s margens.  Espet\u00e1culo, entretenimento, o \u201cjogo\u201d, etc. levam a alt\u00edssimas margens de lucro, dirigindo-se sobretudo aos clientes das faixas et\u00e1rias jovens. <\/p>\n<p>Fazendo-se as contas, essa suntuosa, hedonista e alegre cidade do Mercado se apresenta como um gigantesco pa\u00eds dos brinquedos onde todas as necessidades podem ser satisfeitas e cada maravilha, cada tipo de divertimento pode ser realizado&#8230; Mas quem s\u00e3o os burros que, inevitavelmente, ser\u00e3o conquistados pelas atra\u00e7\u00f5es do Mercado? A constru\u00e7\u00e3o do monumental edif\u00edcio do Mercado s\u00f3 pode gerar seus pr\u00f3prios inquilinos, os consumidores, que apesar da diversidade de censo, renda e classe social compartilham todos da irreprim\u00edvel exig\u00eancia de satisfazer cada necessidade, da mais elementar \u00e0 mais dispendiosa. Ao consumidor \u2013 o comprador e fruidor das mercadorias sup\u00e9rfluas \u2013 n\u00e3o interessa o dinheiro como tal, mas como meio para adquirir os objetos dos seus desejos. O ter substitui e se livra do Ser&#8230; O consumidor n\u00e3o consegue sente atra\u00e7\u00e3o e admira\u00e7\u00e3o pelos vips, as pessoas do jet set, os politiqueiros, os grandes homens de neg\u00f3cios, os showmen, os apresentadores da TV, os cantores, os diretores de cinema e atores de sucesso, os grandes jogadores de futebol e esportistas em geral, as dan\u00e7arinas tipo &#8216;chacretes&#8217;, as escorts, etc. porque esses s\u00e3o os \u201cconsumidores por excel\u00eancia\u201d, aqueles que \u201cchegaram l\u00e1\u201d podendo permitir-se todo tipo de benesse e luxo, de resid\u00eancias fara\u00f4nicas a autos esportivas, de car\u00edssimos iates at\u00e9 lindas mulheres. Em vez de se indignar pela exibi\u00e7\u00e3o desmoderada e parox\u00edstica do luxo e do v\u00edcio, o consumidor se apaixonar\u00e1 pelos fatos associados aos \u201cconsumidores por excel\u00eancia\u201d, com a leitura dos jornais a vis\u00e3o de programas de televis\u00e3o dedicados \u00e0 fofoca, \u00e0 bisbilhotice e aos esc\u00e2ndalos. Por mais que n\u00e3o seja poss\u00edvel satisfazer cada tipo de desejo ou necessidade, o \u201cconsumidor m\u00e9dio\u201d n\u00e3o deixa de experimentar! Comprar\u00e1 a prazo, dissipando as poupan\u00e7as que poderiam ser melhor empregadas, vinculando-se a uma situa\u00e7\u00e3o que produz ansiedade e neurose. Por outro lado, o capitalismo estimula a d\u00edvida, a contra\u00e7\u00e3o ilimitada de hipotecas e empr\u00e9stimos, o uso dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito, etc. <\/p>\n<p>Comprador cada vez mais irrespons\u00e1vel e compulsivo, o \u201cconsumidor m\u00e9dio\u201d se encontra na mesma condi\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica dos viciados em drogas ou, pelo menos, daquilo que precipita uma condi\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia&#8230; Al\u00e9m das drogas e dos narc\u00f3ticos, poder\u00edamos incluir \u00e1lcool, cigarros, drogas psicotr\u00f3picas, jogos de azar e  sexo que, n\u00e3o por acaso, constituem outros mercados remunerativos, os quais s\u00e3o, \u00e0s vezes, hipocritamente estigmatizados, mas que, definitivamente, uma sociedade neocapitalista fundada no Mercado n\u00e3o pode tolerar, porque cada mercadoria ou produto \u00e9 acolhido em seus bra\u00e7os e verdadeiramente tudo \u00e9 comercializ\u00e1vel. Por esses simples motivos as m\u00e1fias e as organiza\u00e7\u00f5es criminosas que vivem dos lucros obtidos nesses setores se d\u00e3o t\u00e3o bem no neocapitalismo. A m\u00e1fia tamb\u00e9m \u00e9 empresa&#8230; <\/p>\n<p>Por outro lado, para sobreviver e poder se nutrir da pr\u00f3pria gan\u00e2ncia, o Mercado \u2013 todos os sujeitos \u201cvendedores\u201d que o comp\u00f5em \u2013 necessariamente precisa instilar e amplificar os desejos dos consumidores, persuadi-los de que o prazer s\u00f3 pode ser satisfeito com aquilo que ele pode oferecer. Injetando doses maci\u00e7as de publicidade \u2013 cuja invasividade \u00e9 demonstrada pela sua presen\u00e7a nos cartazes, nas telas de televis\u00e3o, nos sites da rede, etc. \u2013 ao pobre e inconsciente \u201cconsumidor\u201d temos certeza de poder empurr\u00e1-lo \u00e0quelas despesas que, sozinhas, podem garantir a reprodu\u00e7\u00e3o do Mercado. De tal maneira ele veste o h\u00e1bito do \u2018pusher\u2019 ou traficante empurrador, que reabastece constantemente os clientes que n\u00e3o podem mais fazer a menos das subst\u00e2ncias narc\u00f3ticas.  Essa condi\u00e7\u00e3o \u2013 a depend\u00eancia dos consumidores \u2013 foi descrito com frequ\u00eancia como um tipo de escravid\u00e3o \u2013 em todas as formas hist\u00f3ricas conhecidas \u2013 sempre foi consciente e teve no\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o, inferioridade e falta de liberdade. As cadeias do escravo s\u00e3o concretas e vis\u00edveis, enquanto aquelas do consumidor envolvem devido \u00e0 sua pr\u00f3pria imaterialidade e invisibilidade de apar\u00eancia \u201capraz\u00edvel\u201d. Mesmo quando \u00e9 capaz de satisfazer os menores desejos, o consumidor n\u00e3o se liberta de uma infelicidade que n\u00e3o consegue explicar. Os espa\u00e7os se tornam estreitos e o horizonte adquire a consist\u00eancia do vazio. Envolvido na rede estendida por um amontoado de mercantes, camel\u00f4s e vendedores, renuncia inconscientemente \u00e0 sua liberdade e \u00e0 sua racionalidade. <\/p>\n<p>Com a \u00faltima fronteira do Mercado, os produtos financeiros oferecidos pelos institutos financeiros, os consumidores confiaram suas poupan\u00e7as a artif\u00edcios infernais que engordaram os fundos das usuais &#8216;figuras&#8217; conhecidas que det\u00eam os cord\u00f5es das bolsas. <\/p>\n<p>A financeiriza\u00e7\u00e3o da economia \u2013 com a promessa de lucros e mais valias a serem obtidas nos mercados financeiros \u2013 se transforma na mais colossal fraude que a hist\u00f3ria recorda, porque consumada \u00e0s expensas dos cidad\u00e3os do mundo todo. <\/p>\n<p>Aparentemente, a Crise que sacudiu a popula\u00e7\u00e3o mundial nos \u00faltimos tr\u00eas anos teria podido contribuir para o redimensionamento das exig\u00eancias e das necessidades, abrindo caminho a uma radical transforma\u00e7\u00e3o do sistema neocapitalista p\u00f3s-moderno global e do paradigma cultural e econ\u00f4mico do Mercado. O ego\u00edsmo e o individualismo hedonista, caracter\u00edsticos do consumidor em condi\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia, poderiam declinar a favor de uma decisiva valoriza\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o solid\u00e1ria da coletividade e da sociedade, eliminando as tend\u00eancias desagregadoras e \u201catomizadoras\u201d inerentes \u00e0 atual sociedade mercantil e competitiva. Al\u00e9m disso, a natural lei econ\u00f4mica fundada no sujeito \u201cracional\u201d, capaz de fazer a melhor escolha e em seu pr\u00f3prio interesse, adaptando-se a novas situa\u00e7\u00f5es e conjunturas, sugeriria que o consumidor seja levado a dedicar uma maior quota de despesa para os bens necess\u00e1rios e elementares, em vez dos bens sup\u00e9rfluos&#8230; Uma aut\u00eantica consci\u00eancia do alcance, do significado e da dimens\u00e3o da Crise deveria abranger esses desenvolvimentos e criar as condi\u00e7\u00f5es para uma mudan\u00e7a aut\u00eantica e profunda. Mas como \u00e9 que est\u00e3o as coisas, na realidade? <\/p>\n<p>No fluxo constante e ilimitado de imagens, duas s\u00e9ries de sequ\u00eancias me saltam \u00e0 mente. O primeiro flash: estamos no fim de outubro, em via Riano, no Ponte Milvio (em Roma), onde foi inaugurado um megastore da Trony com uma venda promocional que atrai hordas de cidad\u00e3os. A multid\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel somente \u00e0s ocasi\u00f5es oferecidas pelos jogos de futebol do campeonato e da Champions League, e dos megaconcertos que ocorrem no est\u00e1dio Ol\u00edmpico. Os primeiros felizardos que conseguem entrar se estocam sobretudo de aparelhos de televis\u00e3o e de celulares iPhone. Segundo flash: no come\u00e7o do m\u00eas de agosto, um delinquente foi assassinado pela pol\u00edcia em Londres, desencadeando uma rea\u00e7\u00e3o de grupos de jovens e super jovens. \u00c9 uma cena que, de vez em quando, somos obrigados a assistir, nas metr\u00f3poles americanas e europeias: v\u00e1rias cidades inglesas como Manchester, Birmingham e Liverpool descambam para o caos durante alguns dias. Bandas de rapazes e adolescentes, vadios e saqueadores armados de porretes, bast\u00f5es, barras e facas atacam a pol\u00edcia e tomam posse de tvs plasma, celulares de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, videogames, etc. roubados de megastores e supermercados. N\u00e3o era uma verdadeira revolta social, mas uma mobiliza\u00e7\u00e3o geral para o roubo organizado por parte de quem, n\u00e3o tendo a carteira suficientemente recheada para poder satisfazer os pr\u00f3prios desejos, decide suprir-se de outro jeito, no jeito mais antigo do mundo. <\/p>\n<p>De diferentes maneiras, esses epis\u00f3dios \u2013 se \u00e9 que podemos etiquet\u00e1-los assim \u2013 testemunham essa depend\u00eancia que o atual arranjo neocapitalista aparentemente em crise estimulou e determinou. Destinat\u00e1rios dos condicionamentos publicit\u00e1rios, frangos de linha de montagem educados a ingerir tudo aquilo que os mercados oferecem diariamente, os jovens, em condi\u00e7\u00f5es cada vez mais prec\u00e1rias e com poucas perspectivas, reagem da mesma forma como lhes ensinaram. Mas ser\u00e1 que s\u00e3o mesmo os \u00fanicos? <\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o basta a simples e limitada \u201cindigna\u00e7\u00e3o\u201d para se livrar do paradigma do Mercado, sobre o qual se fundamenta o neocapitalismo, para se poder virar a p\u00e1gina e se dedicar \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais igualit\u00e1ria e justa. <\/p>\n<p>\u00c9 preciso nos fitarmos no espelho com sinceridade para quebrar a hegemonia cultual imposta pelo neoliberalismo e pelo consumismo ilimitado. Parar de consumir e consumir para ser&#8230; consumido. Num c\u00edrculo vicioso onde a reifica\u00e7\u00e3o (o considerar o trabalho como uma mercadoria) geral se torna o verdadeiro signo social e todos nos reduzimos a mercadoria \u00e0 venda, tanto por quilo, no Mercado da Vida. Mudarmos a n\u00f3s mesmos por um genu\u00edno planejamento social e pol\u00edtico que mude a subst\u00e2ncia e a ess\u00eancia do mundo&#8230; fora dessa perspectiva n\u00e3o sobra nada al\u00e9m da indigna\u00e7\u00e3o como fim em si mesma, a frustra\u00e7\u00e3o sem esperan\u00e7a&#8230; ou o furto, o saqueio, a viol\u00eancia de quem \u00e9 dominado e seduzido pelos desejos que s\u00e3o induzidos de cima&#8230; <\/p>\n<p>Antes que seja tarde demais&#8230; <\/p>\n<p>FIM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONSUMISMO, O \u00d3PIO DOS POVOS NA ERA DO NEOCAPITALISMO P\u00d3S-MODERNO trabalho de Barbara Kruger Por: HS Fonte: comedonchisciotte.org 16.11.2011 Tradu\u00e7\u00e3o: Ag\u00eancia Imediata Se tiv\u00e9ssemos que atribuir uma defini\u00e7\u00e3o que pudesse sintetizar as caracter\u00edsticas principais e salientes da era p\u00f3s-moderna \u2013 ou seja, aquela que sucedeu \u00e0 catastr\u00f3fica Segunda Guerra Mundial \u2013 recorrendo a um termo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[146,147,148],"class_list":["post-632","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-lance-de-dados","tag-consumismo","tag-neocapitalismo","tag-o-deus-mercado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/632","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=632"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/632\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":639,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/632\/revisions\/639"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}