{"id":593,"date":"2011-11-17T18:12:20","date_gmt":"2011-11-17T18:12:20","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=593"},"modified":"2011-11-17T18:14:19","modified_gmt":"2011-11-17T18:14:19","slug":"dinheiro-e-beleza-%e2%80%93-os-banqueiros-botticelli-e-a-fogueira-das-vaidades-a-febre-do-lucro-cegante-e-contagiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=593","title":{"rendered":">> Dinheiro e Beleza \u2013 os banqueiros, Botticelli e a fogueira das vaidades \/ A febre do lucro, cegante e contagiosa"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u2018Dinheiro e Beleza \u2013 os banqueiros, Botticelli e a fogueira das vaidades.\u2019 &#8211; exposi\u00e7\u00e3o no Palazzo  Strozzi,  em Floren\u00e7a<\/p>\n<p>A febre do lucro, cegante e contagiosa por Fabrizio Tonello \u2013 ver artigo abaixo<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/07_Marinus-van-Reymerswaele_Il-cambiavalute-e-sua-moglie_Firenze_Museo-del-Bargello.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/07_Marinus-van-Reymerswaele_Il-cambiavalute-e-sua-moglie_Firenze_Museo-del-Bargello.jpg\" alt=\"\" title=\"07_Marinus-van-Reymerswaele_Il-cambiavalute-e-sua-moglie_Firenze_Museo-del-Bargello\" width=\"550\" height=\"427\" class=\"aligncenter size-full wp-image-594\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/07_Marinus-van-Reymerswaele_Il-cambiavalute-e-sua-moglie_Firenze_Museo-del-Bargello.jpg 550w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/07_Marinus-van-Reymerswaele_Il-cambiavalute-e-sua-moglie_Firenze_Museo-del-Bargello-300x232.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os banqueiros, Botticelli e a fogueira das vaidades. Artistas como Botticelli, Beato Angelico, Piero del Pollaiolo, os Della Robbia, Lorenzo di Credi, Andrea del Verrocchio, Jacopo del Sellaio, Hans Memling &#8211;  a elite do Renascimento \u2013 a mostra associa os acontecimentos econ\u00f4micos e a arte, com as muta\u00e7\u00f5es religiosas e pol\u00edticas da \u00e9poca. \u00c9 contada a hist\u00f3ria da inven\u00e7\u00e3o do sistema banc\u00e1rio moderno e do progresso econ\u00f4mico ao qual deu origem, reconstruindo  a vida e a economia europeia da Idade M\u00e9dia ao Renascimento. Os visitantes podem, assim, entrar na vida das fam\u00edlias que tiveram o controle do sistema banc\u00e1rio, colhendo tamb\u00e9m o persistente conflito entre valores espirituais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p><strong>Denaro e Bellezza. I banchieri, Botticelli e il rogo delle vanit\u00e0<\/strong><br \/>\nhttp:\/\/youtu.be\/nTJdCYDBpiU<\/p>\n<p><strong>i-zoom mostra Denaro E Bellezza<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"i-zoom  mostra Denaro E Bellezza .mov\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MUUDphgPurI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>A febre do lucro, cegante e contagiosa<\/p>\n<p>Por Fabrizio Tonello<br \/>\nFonte: Il manifesto 15 de novembro de 2011<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><\/p>\n<p>Repercorrendo a ascens\u00e3o e a ru\u00edna do banco M\u00e9dici, a mostra &#8220;Denaro e Bellezza. I banchieri, Botticelli e il rogo delle vanit\u00e0&#8221; (Dinheiro e Beleza. Os banqueiros, Botticelli e a fogueira das vaidades), exposta em Floren\u00e7a no Palazzo Strozzi, revela estreitos elementos de afinidade com o que est\u00e1 acontecendo atualmente. <\/p>\n<p>\u201cFazer neg\u00f3cios era o imperativo do dia. Mas como?\u201d A pergunta que obceca os bancos Goldman Sachs e J. P. Morgan n\u00e3o \u00e9 nova. Era a mesma pergunta que tamb\u00e9m se faziam, seis s\u00e9culos atr\u00e1s banqueiros florentinos, como os i Bardi, os Peruzzi ou os M\u00e9dici e a resposta n\u00e3o era muito diferente daquela encontrada por Wall Street: \u201cEsses homens tinham boas rela\u00e7\u00f5es com os governantes locais e estavam em posi\u00e7\u00e3o de negociar empr\u00e9stimos para reis e duques com dificuldades financeiras de prosseguir somente com as entradas fiscais; empr\u00e9stimos que, na maioria das vezes, eram reembolsados consentido ao prestador  florentino de coletar os impostos ou as tarifas alfandeg\u00e1rias por conta do governo\u201d. Assim escreve Tim Parks em um de seus textos introdut\u00f3rios \u00e0 mostra &#8220;Denaro e bellezza. I banchieri, Botticelli e il rogo delle vanit\u00e0&#8221; (Dinheiro e Beleza. Os banqueiros, Botticelli e a fogueira das vaidades), em exposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 22 de janeiro no Palazzo Strozzi de Floren\u00e7a (cat\u00e1logo de Giunti,  organizado pelo pr\u00f3prio Tim Parks e pela historiadora da arte Ludovica Sebregondi, pp. 281, euro 38). Uma mostra na qual o pequeno florim de outo (n\u00e3o maior que uma moedinha de 5 centavos de euro) resplandece com toda a for\u00e7a, ao lado dos quadros mais inquietantes de Botticelli, como \u201cA cal\u00fania\u201d &#8211; extremamente \u00fatil, portanto, para refletir-se que n\u00e3o h\u00e1 muito de novo na crise financeira atual. (E, de resto, a demonstra\u00e7\u00e3o de que as \u2018receitas\u2019 dos banqueiros s\u00e3o aplicadas a longo prazo, basta pensar que em Chicago, quando se enfia uma moeda no parqu\u00edmetro, ela acaba diretamente nos cofres do J. P. Morgan, hoje e nos pr\u00f3ximos trinta anos).<\/p>\n<p><strong>Tesouros nos c\u00e9us<\/strong><\/p>\n<p>O dinheiro n\u00e3o \u00e9 um problema moderno: dois mil e quinhentos anos atr\u00e1s, o grego Te\u00f3gnis refletia amargamente sobre a \u00fanica virtude &#8211; aret\u00e9 \u2013 valorizada por seus contempor\u00e2neos: \u201cEis a \u00fanica qualidade que tem valor para a massa dos homens: o dinheiro. De nada serviria todo o resto: nem ser s\u00e1bio como Radamanthys ou saber mais que S\u00edsifo\u201d. De S\u00edsifo, filho de \u00c9olo, dizia-se que era o \u00fanico a ter conseguido descer ao Inferno e sair, gra\u00e7as \u00e0s suas belas palavras: o dinheiro, portanto, \u00e9 mais persuasivo de quem soube trapacear at\u00e9 as pot\u00eancias das Trevas. <\/p>\n<p>H\u00e1 dois mil anos, Hor\u00e1cio congratulava o amigo  Iccio porque n\u00e3o cedia \u00e0 \u201ccontagiosa febre do dinheiro\u201d, mas continuava ocupado com quest\u00f5es cient\u00edficas: \u201cas leis que moderam o mar, o que regula o alternar das esta\u00e7\u00f5es, se as estrelas se movem errando espontaneamente ou impulsionadas por uma for\u00e7a externa, qual escurid\u00e3o recobre o disco lunar, e o que o faz retornar \u00e0 luz, ao que visa e qual a dimens\u00e3o da conc\u00f3rdia discordante entre as coisas\u201d. A carta do poeta latino faz entender, por\u00e9m, que Iccio (administrador dos bens de Agrippa) estava muito tentado a abandonar a via da sabedoria por aquela da acumula\u00e7\u00e3o.   <\/p>\n<p>Alguns anos depois, do outro lado do Mediterr\u00e2neo, um marceneiro errante dizia a quem se parava para ouvi-lo: \u201cN\u00e3o acumulem tesouros na terra, onde a tra\u00e7a e a ferrugem destroem, e onde os ladr\u00f5es arrombam e futam; mas acumulem tesouros nos c\u00e9us, onde a tra\u00e7a e a ferrugem n\u00e3o destroem, e onde os ladr\u00f5es n\u00e3o arrombam nem furtam. (&#8230;) Ningu\u00e9m pode servir a dois senhores; pois odiar\u00e1 um e amar\u00e1 o outro, ou se dedicar\u00e1 a um e desprezar\u00e1 o outro. Voc\u00eas n\u00e3o podem servir a Deus e ao Dinheiro.\u201d (Mateus 6,19).<\/p>\n<p>O cristianismo nasceu convidando fi\u00e9is a se retirarem do mundo (\u201cacumulem tesouros nos c\u00e9us\u201d) porque o fim dos tempos era iminente mas, depois do ano mil, tinha se tornado a religi\u00e3o dos papas, dos reis, dos comerciantes e dos banqueiros: a condena\u00e7\u00e3o da adora\u00e7\u00e3o ao Dinheiro sobrevivia s\u00f3 nas leis que proibiam a usura, ou seja, do empr\u00e9stimo com juros. Um dos importantes m\u00e9ritos da mostra de Floren\u00e7a \u00e9 explicar como essa proibi\u00e7\u00e3o foi  contornada sem maiores dificuldades: o nascimento de uma moeda forte como o florim (ouro de 24 quilates) permitiu camuflar os cr\u00e9ditos nas opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio. <\/p>\n<p>O mecanismo era relativamente simples: um empr\u00e9stimo de 1.000 florins era concedido em troca de uma carta de c\u00e2mbio descont\u00e1vel, suponhamos, em Londres, especificando uma certa taxa de convers\u00e3o em libras esterlinas. Em Londres, noventa dias depois, a carta era descontada em libras e reconvertida em florins, com um ganho que correspondia a um juro \u201cjusto\u201d sobre a quantia emprestada. <\/p>\n<p>Muitos outros truques eram poss\u00edveis, por exemplo, os empr\u00e9stimos \u201c\u00e0 discri\u00e7\u00e3o\u201d onde os juros estavam camuflados como \u201cdoa\u00e7\u00e3o\u201d espont\u00e2nea do devedor. <\/p>\n<p><strong>Global ante litteram<\/strong><\/p>\n<p>O florim nasce em 1252. \u201cDurante todos os s\u00e9culos XIV e XV\u201d escreve Tim Parks, \u201cos banqueiros florentinos sondaram os limites daquilo que o dinheiro podia conseguir. Compraram o consenso da Igreja e do governo\u201d porque o dinheiro que se gasta para corromper quem tem poder \u00e9 sempre dinheiro bem gasto. Como observa o comerciante Francesco di Marco Datini (h\u00e1 um belo retrato dele na mostra, de autoria do artista Trombetto) \u201cas doa\u00e7\u00f5es cegam os olhos dos s\u00e1bios e mudam as palavras dos justos\u201d. E as figuras cegadas pelo lucro certamente n\u00e3o faltam, na mostra do Palazzo Strozzi: o Prestador sob penhor (uma miniatura do livro das horas do duque de Rohan), Santo Antonio que faz reencontrar no cofre o cora\u00e7\u00e3o do usur\u00e1rio (predella de Pesellino), Os usur\u00e1rios e O cambista e sua esposa, de Marinus van Reymerswaele, O avaro de Jan Provost.<\/p>\n<p>A atualidade da exposi\u00e7\u00e3o florentina pode ser entendida sem dificuldades: \u00e9 a hist\u00f3ria da ascens\u00e3o, esplendor e ru\u00edna das finan\u00e7as, protagonizada neste caso pelo banco M\u00e9dici. Fundado em 1397 por Giovanni de&#8217; M\u00e9dici, que tinha aprendido o of\u00edcio no instituto criado pelo seu primo Vieri, o banco tem uma ascens\u00e3o espetacular na primeira metade do s\u00e9culo XV, sob a dire\u00e7\u00e3o de Cosme o Velho (o documento de 1435 que reorganiza a empresa est\u00e1 exposto na mostra). A palavra de ordem \u00e9 globaliza\u00e7\u00e3o: h\u00e1 filiais em Londres, em Bruges, em Genebra, em Lyon, em Roma, N\u00e1poles e Veneza. Os lucros s\u00e3o estonteantes: 10, 20, at\u00e9 30 por cento ao ano, no caso de Roma, onde os M\u00e9dici s\u00e3o os tesoureiros dos papas. <\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, as coisas v\u00e3o muito bem: empresta-se dinheiro aos reis da Inglaterra, aos pr\u00edncipes alem\u00e3es, a quem quer que possa oferecer garantias de poder pagar de volta. E depois \u00e9 a entrada na pol\u00edtica, porque como disse Lorenzo (apelidado de O Magn\u00edfico), \u201cem Floren\u00e7a, pode-se viver mal rico, sem o Estado\u201d. Eis o Estado: as finan\u00e7as podem existir s\u00f3 se forem controladas as institui\u00e7\u00f5es, comprando ou intimidando os pol\u00edticos, constringindo a coletividade a pagar pela sua megalomania (quadros, igrejas e pal\u00e1cios, naquela \u00e9poca, arranha-c\u00e9us atualmente) e, naturalmente, seus erros (os empr\u00e9stimos ao rei da Inglaterra no s\u00e9c. XV, ou \u00e0 Gr\u00e9cia de hoje), Ser\u00e1 justamente Lorenzo que levar\u00e1 o banco \u00e0 bancarrota, um fim que foi adiado durante algumas d\u00e9cadas, gra\u00e7as ao poder pol\u00edtico que conseguiu obter.  <\/p>\n<p><strong>A heran\u00e7a dos banqueiros<\/strong><\/p>\n<p>Ser\u00e1 justamente o poder pol\u00edtico, no fim, a levar ao crack financeiro: Lorenzo morre e o filho Piero pensa poder sobreviver a Savonarola e \u00e0 invas\u00e3o francesa de 1492. Os M\u00e9dici voltar\u00e3o em 1512, derrubando a rep\u00fablica com a ajuda do Vaticano, mas o banco nunca mais ressurgir\u00e1 com o porte de antigamente.  <\/p>\n<p><strong>A Goldman Sachs tem obtido lucros estonteantes nos quatro cantos do mundo, e protegeu esses lucros colocando seus homens no minist\u00e9rio do Tesouro\/ e na Federal Reserve durante d\u00e9cadas: se os banqueiros florentinos deixaram em heran\u00e7a Botticelli (por sinal, seguidor de Savonarola), Wall Street deixa atr\u00e1s de si o desastre da Gr\u00e9cia, as casas embargadas e os bairros transformados em ru\u00ednas nos Estados Unidos.<\/strong> <\/p>\n<p><strong>Para ler o texto original em italiano:<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/temi.repubblica.it\/micromega-online\/la-febbre-del-guadagno-accecante-e-contagiosa\/\">http:\/\/temi.repubblica.it\/micromega-online\/la-febbre-del-guadagno-accecante-e-contagiosa\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2018Dinheiro e Beleza \u2013 os banqueiros, Botticelli e a fogueira das vaidades.\u2019 &#8211; exposi\u00e7\u00e3o no Palazzo Strozzi, em Floren\u00e7a A febre do lucro, cegante e contagiosa por Fabrizio Tonello \u2013 ver artigo abaixo Os banqueiros, Botticelli e a fogueira das vaidades. 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