{"id":5518,"date":"2017-08-09T02:29:00","date_gmt":"2017-08-09T02:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=5518"},"modified":"2017-08-09T02:30:09","modified_gmt":"2017-08-09T02:30:09","slug":"na-praia-2017-sinalizando-a-guerra-nuclear-por-john-pilger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=5518","title":{"rendered":"Na praia, 2017 \u2013 Sinalizando a Guerra Nuclear, por John Pilger"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/25_04_2017__08_52_0637971e8e7883855521d3d80aef0ac6c7d57e3_640x480.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/25_04_2017__08_52_0637971e8e7883855521d3d80aef0ac6c7d57e3_640x480-300x185.jpg\" alt=\"25_04_2017__08_52_0637971e8e7883855521d3d80aef0ac6c7d57e3_640x480\" width=\"300\" height=\"185\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5519\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/25_04_2017__08_52_0637971e8e7883855521d3d80aef0ac6c7d57e3_640x480-300x185.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/25_04_2017__08_52_0637971e8e7883855521d3d80aef0ac6c7d57e3_640x480-89x55.jpg 89w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/25_04_2017__08_52_0637971e8e7883855521d3d80aef0ac6c7d57e3_640x480.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><\/p>\n<p>Na praia, 2017 \u2013 Sinalizando a Guerra Nuclear<\/p>\n<p>Por John Pilger<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.informationclearinghouse.info\/47563.htm\">http:\/\/www.informationclearinghouse.info\/47563.htm<\/a><\/p>\n<p>7 de agosto de 2017 &#8220;Information Clearing House&#8221; \u2013 O capit\u00e3o do submarino dos EUA diz: &#8220;Todos n\u00f3s morreremos um dia, alguns mais cedo, outros mais tarde. O problema sempre foi que voc\u00ea nunca est\u00e1 pronto, porque voc\u00ea n\u00e3o sabe quando est\u00e1 chegando. Bem, agora sabemos e n\u00e3o h\u00e1 nada a ser feito quanto a isso.&#8221;<\/p>\n<p>Ele diz que estar\u00e1 morto at\u00e9 setembro. Vai demorar cerca de uma semana para morrer, embora ningu\u00e9m possa ter certeza. Os animais s\u00e3o os que vivem mais tempo.<\/p>\n<p>A guerra terminou em um m\u00eas. Os Estados Unidos, a R\u00fassia e a China foram os protagonistas. N\u00e3o est\u00e1 claro se foi iniciado por acidente ou erro. N\u00e3o houve vencedor. O hemisf\u00e9rio norte est\u00e1 contaminado e sem vida agora.<\/p>\n<p>Uma cortina de radioatividade est\u00e1 se movendo para o sul, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia, \u00c1frica do Sul e Am\u00e9rica do Sul. Em setembro, as \u00faltimas cidades, vilarejos e aldeias v\u00e3o sucumbir. Como no norte, a maioria dos edif\u00edcios permanecer\u00e1 intocada, alguns iluminados pelas \u00faltimas cintila\u00e7\u00f5es de luz el\u00e9trica.<\/p>\n<p>\u00c9 desse modo que o mundo acaba<br \/>\nN\u00e3o com um estrondo, mas um gemido<\/p>\n<p>Estas linhas do poema de T.S. Eliot, The Hollow Men (O homem oco), aparece no in\u00edcio do romance de Nevil Shute, On the Beach (Na praia), que me deixou pr\u00f3ximo a verter l\u00e1grimas. Os endossos na capa diziam o mesmo.<\/p>\n<p>Publicado em 1957, no auge da Guerra Fria, quando escritores demais ficaram calados ou intimidados, \u00e9 uma obra-prima. No in\u00edcio, o idioma sugere uma rel\u00edquia gentil; no entanto, nada do que eu li sobre guerra nuclear \u00e9 t\u00e3o implac\u00e1vel em seu aviso. Nenhum livro \u00e9 mais urgente.<\/p>\n<p>Alguns leitores v\u00e3o se lembrar do filme em branco-e-preto de Hollywood, estrelado por Gregory Peck como o comandante da Marinha dos Estados Unidos que leva seu submarino \u00e0 Austr\u00e1lia para aguardar o espectro silencioso e sem forma descendo no \u00faltimo do mundo vivo.<\/p>\n<p>Eu li \u2018On the Beach\u2019 pela primeira vez no outro dia, terminando a leitura enquanto o Congresso dos EUA aprovava uma lei que declarava guerra econ\u00f4mica \u00e0 R\u00fassia, a segunda pot\u00eancia nuclear mais letal do mundo. N\u00e3o havia justificativa para essa insana vota\u00e7\u00e3o, exceto a promessa de pilhagem.<\/p>\n<p>As &#8220;san\u00e7\u00f5es&#8221; visam tamb\u00e9m a Europa, principalmente a Alemanha, que depende do g\u00e1s natural russo e as empresas europeias que fazem neg\u00f3cios leg\u00edtimos com a R\u00fassia. No que passou como debate no Capit\u00f3lio, os senadores mais empolgantes n\u00e3o deixaram d\u00favidas de que o embargo foi concebido para for\u00e7ar a Europa a importar g\u00e1s americano caro.<\/p>\n<p>Seu principal objetivo parece ser guerra \u2013 guerra real. Nenhuma provoca\u00e7\u00e3o t\u00e3o extrema pode sugerir qualquer outra coisa. Eles parecem desejar isso, mesmo que os americanos n\u00e3o tenham ideia do que \u00e9 a guerra. A Guerra Civil de 1861-5 foi a \u00faltima em seu pa\u00eds. A guerra \u00e9 o que os Estados Unidos fazem aos outros.<\/p>\n<p>A \u00fanica na\u00e7\u00e3o que usou armas nucleares contra seres humanos, desde ent\u00e3o eles destru\u00edram in\u00fameros governos, muitos deles democracias e destru\u00edram sociedades inteiras \u2013 o milh\u00e3o de mortes no Iraque foram uma fra\u00e7\u00e3o da carnificina na Indochina, chamada pelo presidente Reagan de &#8220;uma causa nobre&#8221; e revisada pelo presidente Obama como a trag\u00e9dia de um &#8220;povo excepcional&#8221;. Ele n\u00e3o estava se referindo aos vietnamitas.<\/p>\n<p>Filmando no ano passado no Lincoln Memorial em Washington, ouvi um guia do Servi\u00e7o de Parques Nacionais palestrando a um grupo escolar de jovens adolescentes. &#8220;Prestem aten\u00e7\u00e3o&#8221;, disse ele. &#8220;Perdemos 58 mil jovens soldados no Vietn\u00e3, e eles morreram defendendo a liberdade \u2018de voc\u00eas\u2019&#8221;.<\/p>\n<p>De um s\u00f3 golpe, a verdade foi invertida. Nenhuma liberdade foi defendida. A liberdade foi destru\u00edda. Um pa\u00eds campesino foi invadido e milh\u00f5es de pessoas foram mortas, mutiladas, destitu\u00eddas, envenenadas; 60.000 dos invasores terminaram com suas pr\u00f3prias vidas. Prestem aten\u00e7\u00e3o, com efeito.<\/p>\n<p>Uma lobotomia \u00e9 realizada em cada gera\u00e7\u00e3o. Os fatos s\u00e3o removidos. A hist\u00f3ria \u00e9 excisada e substitu\u00edda pelo que a revista Time chama de &#8220;um presente eterno&#8221;. Harold Pinter descreveu isso como &#8220;manipula\u00e7\u00e3o do poder em todo o mundo, enquanto se disfar\u00e7a como uma for\u00e7a para o bem universal, um ato  brilhante, at\u00e9 mesmo espirituoso e bem sucedido de hipnose [o que significava] que nunca aconteceu. Nada nunca aconteceu. Mesmo enquanto estava acontecendo, n\u00e3o estava acontecendo. N\u00e3o importava. N\u00e3o interessava.<\/p>\n<p>Aqueles que se autodenominam liberais ou tendenciosamente &#8220;a esquerda&#8221; s\u00e3o participantes ansiosos desta manipula\u00e7\u00e3o, e sua lavagem cerebral, que hoje reverte para um nome: Trump.<\/p>\n<p>Trump \u00e9 louco, um fascista, um t\u00edtere da R\u00fassia. Ele tamb\u00e9m \u00e9 uma d\u00e1diva para &#8220;c\u00e9rebros liberais em conserva no formalde\u00eddo da pol\u00edtica de identidade&#8221;, escreveu Luciana Bohne, de forma memor\u00e1vel. A obsess\u00e3o com Trump, o homem \u2013 n\u00e3o Trump como um sintoma e uma caricatura de um sistema duradouro \u2013 sinaliza um grande perigo para todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Enquanto eles perseguem suas fossilizadas agendas anti-russas, a m\u00eddia narcisista, como o Washington Post, a BBC e o Guardian, suprimem a ess\u00eancia da hist\u00f3ria pol\u00edtica mais importante do nosso tempo, enquanto promovem a guerra em uma escala que eu n\u00e3o consigo lembrar em toda minha vida.<\/p>\n<p>Em 3 de agosto, em contraste com o espa\u00e7o que o Guardian deu \u00e0 ideia de que os russos conspiraram com Trump (reminiscente da difama\u00e7\u00e3o que a extrema-direita dirigiu contra John Kennedy como &#8220;agente sovi\u00e9tico&#8221;), o jornal enterrou, na p\u00e1gina 16, not\u00edcias de que o presidente dos Estados Unidos foi obrigado a assinar um projeto de lei do Congresso declarando guerra econ\u00f4mica \u00e0 R\u00fassia.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de qualquer outra assinatura de Trump, isso foi conduzido virtualmente em segredo e anexado com uma advert\u00eancia do pr\u00f3prio Trump de que isso era &#8220;claramente inconstitucional&#8221;.<\/p>\n<p>Um golpe contra o homem da Casa Branca est\u00e1 em andamento. Isso n\u00e3o porque ele \u00e9 um odioso ser humano, mas porque sempre deixou claro que ele n\u00e3o quer guerra com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Este vislumbre de sanidade ou simples pragmatismo \u00e9 an\u00e1tema para os dirigentes da &#8220;seguran\u00e7a nacional&#8221; que protegem um sistema baseado em guerra, vigil\u00e2ncia, armamentos, amea\u00e7as e capitalismo extremo. Martin Luther King os chamou de &#8220;os maiores provedores da viol\u00eancia no mundo de hoje&#8221;.<\/p>\n<p>Eles cercaram a R\u00fassia e a China com m\u00edsseis e um arsenal nuclear. Eles usaram neonazis para instalar um regime inst\u00e1vel e agressivo na fronteira da R\u00fassia \u2013 o caminho pelo qual Hitler a invadiu, causando a morte de 27 milh\u00f5es de pessoas. O objetivo deles \u00e9 desmembrar a Federa\u00e7\u00e3o Russa moderna.<\/p>\n<p>Em resposta, &#8220;parceria&#8221; \u00e9 uma palavra usada incessantemente por Vladimir Putin \u2013 qualquer coisa, ao que parece, que possa interromper um evang\u00e9lico impulso para a guerra nos Estados Unidos. A incredulidade na R\u00fassia pode agora ter virado medo e, talvez, uma certa resolu\u00e7\u00e3o. Os russos quase certamente t\u00eam planos de contra-ataque nucleares. Os exerc\u00edcios de ataque a\u00e9reo n\u00e3o s\u00e3o incomuns. Sua hist\u00f3ria lhes diz para se prepararem.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a \u00e9 simult\u00e2nea. A R\u00fassia \u00e9 a primeira, a China \u00e9 a pr\u00f3xima. Os EUA acabaram de completar um enorme exerc\u00edcio militar com a Austr\u00e1lia conhecido como Talisman Saber. Eles ensaiaram um bloqueio do Estreito de Malaca e do Mar da China Meridional, atrav\u00e9s do qual passam as linhas econ\u00f4micas vitais da China.<\/p>\n<p>O almirante que comanda a frota do Pac\u00edfico dos Estados Unidos disse que, &#8220;se necess\u00e1rio&#8221;, ele jogaria bombas nucleares contra a China. Que ele tenha dito isso publicamente, na p\u00e9rfida atmosfera atual, come\u00e7a a tornar uma realidade a fic\u00e7\u00e3o de Nevil Shute.<\/p>\n<p>Nada disso \u00e9 considerado novidade. Nenhuma conex\u00e3o \u00e9 feita enquanto se lembra o banho de sangue de Passchendaele de um s\u00e9culo atr\u00e1s. A reportagem honesta n\u00e3o \u00e9 mais bem-vinda por grande parte da m\u00eddia. Falastr\u00f5es, conhecidos como especialistas, dominam: os editores s\u00e3o gerentes de info-entretenimento ou gerentes das linhas dos partidos. Onde havia antigamente adicional revis\u00e3o, h\u00e1 hoje a liberta\u00e7\u00e3o de clich\u00eas remo\u00eddos. Os jornalistas que n\u00e3o cumprem s\u00e3o despedidos.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia tem muitos precedentes. No meu filme The Coming War on China (A guerra vindoura contra a China), John Bordne, membro de uma equipe de combate de m\u00edsseis da For\u00e7a A\u00e9rea dos EUA, com sede em Okinawa, Jap\u00e3o, descreve como em 1962 \u2013 durante a crise dos m\u00edsseis cubanos \u2013 foi dito a ele e a seus colegas &#8220;para lan\u00e7arem todos os m\u00edsseis&#8221; de seus silos.<\/p>\n<p>Dotados de ogivas nucleares, os m\u00edsseis visavam a China e a R\u00fassia. Um oficial subalterno questionou o fato, e o pedido foi eventualmente rescindido \u2013 mas s\u00f3 depois de terem sido munidos com rev\u00f3lveres de servi\u00e7o e ordenados para atirar em outros da equipe de m\u00edsseis caso eles n\u00e3o &#8220;desistissem&#8221;.<\/p>\n<p>No auge da Guerra Fria, a histeria anticomunista nos Estados Unidos era tal que os funcion\u00e1rios dos EUA que estavam em neg\u00f3cios oficiais na China foram acusados de trai\u00e7\u00e3o e demitidos. Em 1957 \u2013 ano em que Shute escreveu On the Beach \u2013 nenhum funcion\u00e1rio do Departamento de Estado podia falar na l\u00edngua da na\u00e7\u00e3o mais populosa do mundo. Os que falavam mandarim foram purgados sob restri\u00e7\u00f5es agora ecoadas no projeto de lei do Congresso que acaba de passar, visando a R\u00fassia.<\/p>\n<p>A conta era bipartid\u00e1ria. N\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a fundamental entre democratas e republicanos. Os termos &#8220;esquerda&#8221; e &#8220;direita&#8221; n\u00e3o t\u00eam sentido. A maioria das guerras modernas da Am\u00e9rica foi iniciada n\u00e3o por conservadores, mas por democratas liberais.<\/p>\n<p>Quando Obama deixou o cargo, ele presidiu um recorde de sete guerras, incluindo a guerra mais longa dos Estados Unidos e uma campanha sem precedentes de assassinatos extrajudiciais, assassinatos por drones.<\/p>\n<p>Em seu \u00faltimo ano, de acordo com um estudo do Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Obama, o &#8220;guerreiro liberal relutante&#8221;, lan\u00e7ou 26.171 bombas \u2013 tr\u00eas bombas a cada hora, 24 horas por dia. Tendo prometido ajudar a &#8220;livrar o mundo&#8221; das armas nucleares, o Nobel da Paz construiu mais ogivas nucleares do que qualquer presidente desde a Guerra Fria.<\/p>\n<p>Trump n\u00e3o \u00e9 nada em compara\u00e7\u00e3o. Foi Obama \u2013 com sua secret\u00e1ria de estado Hillary Clinton ao seu lado \u2013 que destruiu a L\u00edbia como estado moderno e lan\u00e7ou a debandada humana para a Europa. Em seus pa\u00edses, era conhecido pelos grupos de imigrantes como o &#8220;deportador-chefe&#8221;.<\/p>\n<p>Um dos \u00faltimos atos de Obama como presidente foi assinar um projeto de lei que entregou um recorde de 618 bilh\u00f5es de d\u00f3lares ao Pent\u00e1gono, refletindo a crescente ascens\u00e3o do militarismo fascista na governan\u00e7a dos Estados Unidos. Trump aprovou isso.<\/p>\n<p>Enterrado nos detalhes foi o estabelecimento de um &#8220;Centro de An\u00e1lise da Informa\u00e7\u00e3o e Resposta&#8221;. Este \u00e9 um minist\u00e9rio da verdade. \u00c9 encarregado de fornecer uma &#8220;narrativa oficial de fatos&#8221; que nos prepare para a possibilidade real de guerra nuclear \u2013 se permitimos isso.<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bomba-atomica.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bomba-atomica-300x240.jpg\" alt=\"bomba-atomica\" width=\"300\" height=\"240\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5520\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bomba-atomica-300x240.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bomba-atomica-68x55.jpg 68w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bomba-atomica.jpg 556w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na praia, 2017 \u2013 Sinalizando a Guerra Nuclear Por John Pilger Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. 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