{"id":5506,"date":"2017-08-04T15:31:10","date_gmt":"2017-08-04T15:31:10","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=5506"},"modified":"2017-08-04T16:09:45","modified_gmt":"2017-08-04T16:09:45","slug":"contra-as-ongs-por-diego-fusaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=5506","title":{"rendered":">> Contra as ONGs, por Diego Fusaro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/images-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/images-1.jpg\" alt=\"images-1\" width=\"259\" height=\"194\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5507\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/images-1.jpg 259w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/images-1-73x55.jpg 73w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/images-1-60x45.jpg 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>CONTRA AS ONGs<\/p>\n<p>Por Diego Fusaro<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.interessenazionale.net\/blog\/contro-le-ong#.WYRvzJ9HK2Q.twitter\">http:\/\/www.interessenazionale.net\/blog\/contro-le-ong#.WYRvzJ9HK2Q.twitter<\/a><\/p>\n<p>O problema, basicamente, \u00e9 sempre o mesmo: nos orientamos com mapas falsamente neutros que nos s\u00e3o fornecidos pelos dominantes. E que s\u00e3o projetados especificamente para garantir que n\u00f3s aceitemos nossas cadeias.<\/p>\n<p>O primeiro gesto da cr\u00edtica consiste em rejeitar os mapas dos dominantes e em re-cartografar a realidade de uma outra maneira: pensando e sentindo de outra forma.<\/p>\n<p>Vamos dizer isso abertamente, ent\u00e3o: \u00e9 preciso ser contra as chamadas &#8220;organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais&#8221; (ONGs). Sem qualquer se nem qualquer por\u00e9m. Por tr\u00e1s da filantropia pela qual eles pretendem agir (direitos humanos, democracia, salva\u00e7\u00e3o de vidas, etc.) oculta-se o auto-interesse privado nu e cru do capital transnacional.<\/p>\n<p>As ONGs, na verdade, exigem da base e da &#8220;sociedade civil&#8221;, as &#8220;conquistas da civiliza\u00e7\u00e3o&#8221;, os &#8220;direitos&#8221; e os &#8220;valores&#8221; que os senhores da globaliza\u00e7\u00e3o estabelecem do alto. Essas conquistas, direitos e valores s\u00e3o, portanto, sempre e apenas aqueles da classe global competitiva, ideologicamente contrabandeados como universais: supress\u00e3o das fronteiras, derrubamento dos Estados p\u00e1rias (ou seja, todos os governos n\u00e3o alinhados com a nova ordem mundial unipolar e americano-c\u00eantrica), \u201cdessoberaniza\u00e7\u00e3o\u201d, desconstru\u00e7\u00e3o dos pilares da \u00e9tica burguesa e prolet\u00e1ria (fam\u00edlia, sindicatos, prote\u00e7\u00f5es trabalhistas, etc.).<\/p>\n<p>Se n\u00e3o as analisarmos segundo o esquema que a hegemonia da aristocracia financeira imp\u00f5e, as ONGs se revelam como um poderoso meio para contornar e substituir a soberania dos Estados e implementar passo a passo a concep\u00e7\u00e3o globalizante da classe dominante em busca da definitiva desvincula\u00e7\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos estados nacionais soberanos como \u00faltimas fortalezas de democracias.<\/p>\n<p>As ONGs est\u00e3o apenas de forma abstrata do lado da humanidade: na pr\u00e1tica, est\u00e3o do lado do capital e dos seus agentes, cujos interesses protegem. Dizem querer salvar os migrantes, mas na realidade os deportam como novos escravos para o Ocidente, com uma economia desregulamentada, permitindo assim reduzir os custos da m\u00e3o-de-obra local. N\u00e3o sejamos mais v\u00edtimas dessa trapa\u00e7a: n\u00e3o existem hoje, realidades neutras e universalmente boas. Estamos bem no meio de uma luta de classes, gerida pelos senhores da globaliza\u00e7\u00e3o contra as classes m\u00e9dias e as classes trabalhadoras.<\/p>\n<p>A escravid\u00e3o de que somos v\u00edtimas \u00e9 principalmente ideol\u00f3gica: continuamos a aceitar as categorias, o l\u00e9xico, o ponto de vista de quem nos domina.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/polyp_cartoon_aid_trade.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/polyp_cartoon_aid_trade-300x146.jpg\" alt=\"polyp_cartoon_aid_trade\" width=\"300\" height=\"146\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5508\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/polyp_cartoon_aid_trade-300x146.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/polyp_cartoon_aid_trade-112x55.jpg 112w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/polyp_cartoon_aid_trade.jpg 636w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONTRA AS ONGs Por Diego Fusaro Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli Fonte: http:\/\/www.interessenazionale.net\/blog\/contro-le-ong#.WYRvzJ9HK2Q.twitter O problema, basicamente, \u00e9 sempre o mesmo: nos orientamos com mapas falsamente neutros que nos s\u00e3o fornecidos pelos dominantes. E que s\u00e3o projetados especificamente para garantir que n\u00f3s aceitemos nossas cadeias. O primeiro gesto da cr\u00edtica consiste em rejeitar os mapas dos dominantes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[3108,2880,30,95,3107],"class_list":["post-5506","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-lance-de-dados","tag-capital-financeiro","tag-diego-fusaro","tag-globalizacao","tag-mario-s-mieli","tag-ongs"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5506","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5506"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5506\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5512,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5506\/revisions\/5512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}