{"id":4928,"date":"2014-02-07T00:38:34","date_gmt":"2014-02-07T00:38:34","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=4928"},"modified":"2014-02-07T00:45:55","modified_gmt":"2014-02-07T00:45:55","slug":"philippe-godard-contra-o-trabalho-e-o-nao-trabalho-e-um-modo-de-viver-a-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=4928","title":{"rendered":">> Philippe Godard: &#8220;Contra o trabalho&#8221; e &#8220;O n\u00e3o-trabalho \u00e9 um modo de viver a revolu\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Austeridade.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Austeridade.jpg\" alt=\"Austeridade\" width=\"500\" height=\"357\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4930\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Austeridade.jpg 500w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Austeridade-300x214.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Austeridade-77x55.jpg 77w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Contra o trabalho \u2013 v\u00eddeo-entrevista com Philippe Godard, e \u201cO n\u00e3o-trabalho \u00e9 um modo de viver a revolu\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 fragmentos de outra entrevista com o autor<\/p>\n<p>Contra o trabalho \u2013 v\u00eddeo-entrevista com Philippe Godard<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/tcKszSkGSJw\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de uma escolha ou de uma teoria \u2018radical chic\u2019, mas de uma verdadeira filosofia de vida que o escritor franc\u00eas, te\u00f3rico no novo anarquismo, explica em seu livro \u201cContra o trabalho\u201d. Entrevistado por Terra Nuova, por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento da vers\u00e3o italiana, publicada pela editora El\u00e8uthera.<\/p>\n<p>Transcri\u00e7\u00e3o traduzida: Mario S. Mieli<\/p>\n<p>Ser contra o trabalho, num mundo onde o trabalho parece ser uma coisa important\u00edssima pode parecer uma coisa totalmente louca. Para mim, a cr\u00edtica ao trabalho \u00e9 important\u00edssima porque se n\u00e3o a fizermos, o mundo vai morrer, de certa forma. Porque trabalhamos demais, oper\u00e1rios, camponeses, todo o mundo d\u00e1 uma grande parte de sua vida ao trabalho. N\u00e3o temos tempo de ficar com as crian\u00e7as, com os amigos, com os companheiros e companheiras, de fazer o que queremos, simplesmente. <\/p>\n<p>A outra coisa \u00e9 que trabalhamos para consumir, para destruir as coisas que fizemos. Produzimos carros, produzimos celulares, produzimos livros, e depois precisamos consumir, consumir cada vez mais. <\/p>\n<p>\u00c9 \u00fanica coisa que o sistema capitalista pode nos dar.<\/p>\n<p>H\u00e1 mercadorias mais \u00fateis que outras. Por exemplo, \u00e9 melhor fazer livros que fazer carros. Mas precisamos escolher. E as coisas que precisamos escolher, do meu ponto de vista, s\u00e3o aquelas mais pr\u00f3ximas da vida humana. Por exemplo, as coisas que precisamos fazer em conjunto. O capital faz fabricar coisas totalmente in\u00fateis, perigosas&#8230; as armas, por exemplo, ou trens e carros de alta velocidade, como a Ferrari, a Maserati. Essas produ\u00e7\u00f5es precisam ser paradas. E precisamos dar mais valor a outras. Coisas humanas que realizam a profunda liga\u00e7\u00e3o entre os humanos com a natureza.<\/p>\n<p>A natureza n\u00e3o \u00e9 algo reacion\u00e1rio, algo do passado, mas uma parte essencial do ser humano, onde podemos abolir as rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o, podemos abolir o machismo, a domina\u00e7\u00e3o de um sexo sobre o outro, dos adultos sobre as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Para podermos fazer tudo isso, precisamos abandonar a ideologia do trabalho, pois no trabalho se encontra todo o contr\u00e1rio disso: h\u00e1 domina\u00e7\u00e3o, h\u00e1 hierarquia, h\u00e1 a ideia de que precisamos produzir para depois consumir e destruir as coisas que fizemos antes. O trabalho \u00e9 o nosso tempo, que o capital nos rouba. E tamb\u00e9m toda uma ideologia que vai contra as nossas vidas, simplesmente.<\/p>\n<p>O que posso dizer, sobretudo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Fran\u00e7a, j\u00e1 que sou franc\u00eas e vivo na Fran\u00e7a, apesar de me sentir cidad\u00e3o do mundo, \u00e9 que constato que h\u00e1 muitos movimentos, ainda que pequenos no momento, mas que se posicionam contra o trabalho. Por exemplo, quando fazemos hortos, sobretudo hortos coletivos, ou quando fazemos cooperativas de coisas culturais: livros, filmes, CDs. Tamb\u00e9m quando organizamos debates. N\u00e3o precisamos de especialistas ou da televis\u00e3o que nos faz ouvir a voz do poder. Podemos n\u00f3s mesmos dar a nossa voz, construir a nossa cultura, e tudo isso sem esperar o financiamento do Estado. <\/p>\n<p>At\u00e9 agora esses movimentos s\u00e3o pequenos, mas s\u00e3o novos, porque at\u00e9 cinco anos atr\u00e1s n\u00e3o havia quase nada. Podemos ser um pouco mais otimistas porque precisamente a cr\u00edtica do trabalho e do sofrimento do trabalho, na Fran\u00e7a, \u00e9 \u00f3tima. H\u00e1 muitos livros sobre o sofrimento acarretado pelo trabalho e a Fran\u00e7a \u00e9 o pa\u00eds no mundo onde as pessoas tomam mais antidepressivos. Os m\u00e9dicos dizem que a causa disso \u00e9 a press\u00e3o do trabalho sobre os indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>De uns cinco anos para c\u00e1, essa consci\u00eancia est\u00e1 cada vez mais alta, mais forte. Acredito que precisamos continuar a lutar contra o trabalho.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/partaoxtrabalhador-20091022152824.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/partaoxtrabalhador-20091022152824.jpg\" alt=\"partaoxtrabalhador-20091022152824\" width=\"330\" height=\"290\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4931\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/partaoxtrabalhador-20091022152824.jpg 330w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/partaoxtrabalhador-20091022152824-300x263.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/partaoxtrabalhador-20091022152824-62x55.jpg 62w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O n\u00e3o-trabalho \u00e9 um modo de fazer a revolu\u00e7\u00e3o? N\u00e3o, de viv\u00ea-la.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/comune-info.net\/2012\/06\/il-non-lavoro-e-un-modo-di-fare-la-rivoluzione-no-di-viverla\/\">comune-info.net<\/a><br \/>\nVia: <a href=\"http:\/\/www.oltrelacoltre.com\/?p=17905\">oltrelacoltre<\/a> <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/42.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/42.jpg\" alt=\"42\" width=\"400\" height=\"325\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4937\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/42.jpg 400w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/42-300x243.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/42-67x55.jpg 67w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fragmentos de entrevista realizada por Claudia Benatti com Philippe Godard, ensa\u00edsta franc\u00eas, autor do livro \u201cContra o trabalho\u201d (publicado na It\u00e1lia pela editora: El\u00e8uthera). O artigo de onde foram retirados os fragmentos foi publicado pela revista mensal \u201cTerra Nuova\u201d. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/trabalho-imaterial.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/trabalho-imaterial.jpg\" alt=\"trabalho-imaterial\" width=\"477\" height=\"320\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4932\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/trabalho-imaterial.jpg 477w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/trabalho-imaterial-300x201.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/trabalho-imaterial-81x55.jpg 81w\" sizes=\"auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O trabalho impede a inven\u00e7\u00e3o e a experimenta\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es mais ricas e articuladas, nos priva da alegria do saber fazer tantas atividades diferentes, e de faz\u00ea-las n\u00e3o porque devemos, mas porque nos parecem justas e necess\u00e1rias (&#8230;). A maior parte dos homens n\u00e3o se dedicou espontaneamente ao trabalho entendido como produ\u00e7\u00e3o de bens destinados a mercados an\u00f4nimos e desconhecidos, ou seja, destinados a alimentar a economia monet\u00e1ria. Foi com a chegada dos Estados modernos e do capitalismo que os seres humanos foram transformados na mat\u00e9ria-prima destinada a uma m\u00e1quina que transforma o trabalho em dinheiro.<\/p>\n<p>A exalta\u00e7\u00e3o do trabalho apresenta, para quem tem o poder, a enorme vantagem ideol\u00f3gica de reunir sob a mesma bandeira os exploradores e os explorados. Acaba-se, assim, por considerar o trabalho com um valor; mas se for assim, ent\u00e3o quer dizer que essa sociedade considera tamb\u00e9m o processo de produ\u00e7\u00e3o-consumo como um valor fundamental, o que \u00e9, em si, uma perspectiva assustadora. Por outro lado, \u00e9 uma brincadeira que permite esmagar as liberdades, exceto aquelas necess\u00e1rias ao valor do trabalho: poder produzir e consumir livremente. O trabalho, portanto, tornou-se um modelo de sociedade na qual s\u00f3 sobra o consumo.<br \/>\nO sindicalismo para os direitos dos trabalhadores? Ele n\u00e3o libera do trabalho, quer simplesmente substituir o trabalho para os patr\u00f5es com o trabalho coletivo para a comunidade, em sentido abstrato. Todos, ningu\u00e9m exclu\u00eddo, negam a possibilidade de uma coopera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, humana e pac\u00edfica; o sistema capitalista faz de tudo para tornar essa coopera\u00e7\u00e3o cada vez menos realiz\u00e1vel (&#8230;).  <\/p>\n<p>Capitalistas, comunistas e at\u00e9 mesmo anarquistas sempre contaram que a t\u00e9cnica, conforme a dire\u00e7\u00e3o que teria sido dada, teria podido ser colocada a servi\u00e7o da emancipa\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s da opress\u00e3o. Iludidos s\u00e3o tamb\u00e9m os modernos ecologistas soft, que esperam e acreditam que a tecnologia, sin\u00f4nimo de milagrosa efic\u00e1cia, m\u00e1xima produtividade e m\u00ednimo consumo, possa nos salvar do mundo brutalizado, brutalizante e polu\u00eddo. E ainda a hist\u00f3ria nos ensinou que os saltos tecnol\u00f3gicos v\u00eam sempre acompanhados de um aumento da press\u00e3o sobre os seres humanos, uma maior limita\u00e7\u00e3o de suas liberdades, uma \u00eanfase do dom\u00ednio e da repress\u00e3o contra quem quer que conteste esses mecanismos (&#8230;). Agora \u00e9 preciso ir al\u00e9m do decrescimento tamb\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1ria uma cr\u00edtica radical contra tudo o que nos torna servos.  <\/p>\n<p>Aqueles que n\u00f3s consideramos \u201cselvagens\u201d dedicam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos, em m\u00e9dia, n\u00e3o mais que tr\u00eas, quatro, no m\u00e1ximo cinco horas por dia; a produ\u00e7\u00e3o, por outro lado, \u00e9 interrompida por pausas frequentes. O resto (do tempo) \u00e9 dedicado para as rela\u00e7\u00f5es, para si mesmo e para a comunidade. E eles n\u00e3o vivem na mis\u00e9ria, como gostariam de nos fazer acreditar, mas se encontram, pelo contr\u00e1rio, numa sociedade da abund\u00e2ncia. \u00c9 a nossa sociedade contempor\u00e2nea que criou carestias e pobreza em larga escala. E \u00e9 a nossa sociedade que interiorizou a tal ponto o trabalho, que n\u00e3o pode mais question\u00e1-lo, a n\u00e3o ser questionando-se o sentido mesmo da vida. Muito bem, est\u00e1 na hora de faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Para liberar-se \u00e9 preciso parar de produzir. A nossa \u00fanica escolha \u00e9 entre o trabalho e a libera\u00e7\u00e3o. Frente a um input t\u00e3o dr\u00e1stico, muitos se assustam. Mas n\u00e3o devemos nos assustar (&#8230;). Podemos inventar uma exist\u00eancia diferente, da qual o trabalho seria banido. O n\u00e3o-agir \u00e9 exatamente o oposto do n\u00e3o-intervir. N\u00e3o se trata de se retirar do mundo, mas de uma cr\u00edtica contra qualquer a\u00e7\u00e3o delet\u00e9ria contra o ambiente. N\u00e3o \u00e9 um modo para se fazer a revolu\u00e7\u00e3o, mas de viv\u00ea-la.   <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/03.jpg\" alt=\"03\" width=\"320\" height=\"179\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4933\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/03.jpg 320w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/03-300x167.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/03-98x55.jpg 98w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contra o trabalho \u2013 v\u00eddeo-entrevista com Philippe Godard, e \u201cO n\u00e3o-trabalho \u00e9 um modo de viver a revolu\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 fragmentos de outra entrevista com o autor Contra o trabalho \u2013 v\u00eddeo-entrevista com Philippe Godard N\u00e3o se trata de uma escolha ou de uma teoria \u2018radical chic\u2019, mas de uma verdadeira filosofia de vida que o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,9],"tags":[70,2749,2745,2747,95,2746,2748,2369],"class_list":["post-4928","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-anarcom","category-lance-de-dados","tag-capitalismo","tag-claudia-benatti","tag-contra-o-trabalho","tag-ideologia-do-trabalho","tag-mario-s-mieli","tag-philippe-godard","tag-roubo-do-tempo","tag-trabalho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4928"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4928\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4938,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4928\/revisions\/4938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}