{"id":4769,"date":"2014-01-17T04:21:12","date_gmt":"2014-01-17T04:21:12","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=4769"},"modified":"2014-01-17T04:22:47","modified_gmt":"2014-01-17T04:22:47","slug":"imundo-13-io-accetto-eu-aceito-video-e-texto-por-mason-massy-james-e-chiara-lyn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=4769","title":{"rendered":">> iMundo 13 &#8211; &#8220;Io accetto&#8221; (Eu aceito) &#8211; v\u00eddeo e texto por Mason Massy James e Chiara Lyn"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Io-Accetto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Io-Accetto.jpg\" alt=\"Io Accetto\" width=\"120\" height=\"90\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4771\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Io-Accetto.jpg 120w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Io-Accetto-73x55.jpg 73w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Io-Accetto-60x45.jpg 60w\" sizes=\"auto, (max-width: 120px) 100vw, 120px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>IO ACCETTO (EU ACEITO)<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/UA5jYUT_MEo\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Transcri\u00e7\u00e3o traduzida: Mario S. Mieli<\/p>\n<p>EU ACEITO<\/p>\n<p>Meus caros amigos<br \/>\nCada um de voc\u00eas se d\u00e1 conta da estranha sensa\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 algo profundamente errado no que v\u00ea.<br \/>\nMuitos, contudo, n\u00e3o sabem o porqu\u00ea. Nem o que seja.<br \/>\nIndependentemente das nossas posi\u00e7\u00f5es ou ideias pol\u00edticas, o sistema vigente no nosso mundo \u201clivre\u201d se baseia na t\u00e1cita aceita\u00e7\u00e3o de um contrato que liga cada um de n\u00f3s e que exponho, de modo geral. <\/p>\n<p>EU ACEITO<br \/>\n1.\tEu aceito a competitividade como a estrutura fundamental do sistema em que vivo, embora eu perceba que ela gere frustra\u00e7\u00e3o e raiva na maior parte dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>2.\tAceito o fato de que para viver, tenha que limitar a minha vida a um dia por semana, enquanto os outros seis precisam ser passados trabalhando para produzir, aniquilando uma inteira exist\u00eancia.<\/p>\n<p>3.\tEu aceito ser humilhado e explorado com a condi\u00e7\u00e3o de que me seja permitido humilhar e explorar outra pessoa que ocupe uma posi\u00e7\u00e3o inferior na pir\u00e2mide social. <\/p>\n<p>4.\tAceito que os indigentes, os doentes e aqueles que n\u00e3o conseguem se manter \u00e0 tona sejam exclu\u00eddos e postos \u00e0 margem da sociedade, e que lhe sejam negados cuidados e assist\u00eancia, porque esse custo social n\u00e3o pode incidir sobre o bem estar e o progresso dos ricos, dos abastados, dos sortudos. <\/p>\n<p>5.\tAceito pagar institutos privados para que gerenciem a minha renda segundo sua conveni\u00eancia e que n\u00e3o me deem qualquer dividendo de seus gigantescos lucros. Lucros que servir\u00e3o para agredir estados fracos, criando espirais de d\u00edvida infinita, fato este que aceito implicitamente.  Aceito que me sejam aplicadas altas taxas de juros para me emprestar dinheiro. Dinheiro que \u00e9 criado do nada.<\/p>\n<p>6.\tAceito que os bancos internacionais emprestem dinheiro aos pa\u00edses que queiram se armar e combater e, assim, escolher aqueles que far\u00e3o a guerra e aqueles que n\u00e3o a far\u00e3o. Sei que \u00e9 melhor financiar ambas as partes para ter certeza de ter lucros e de prolongar os conflitos o tempo mais longo poss\u00edvel, para enxugar completamente os recursos dos pa\u00edses que n\u00e3o conseguir\u00e3o pagar suas d\u00edvidas. Aceito pagar tributos obrigat\u00f3rios ao meu governo, retirando-os da minha renda, ainda que esses n\u00e3o sejam utilizados para melhorar a minha vida ou os servi\u00e7os para os cidad\u00e3os. Mas, principalmente, para pagar a d\u00edvida contra\u00edda pelos governos junto a banqueiros privados. Eu me empenho em nunca pretender que meus impostos sejam usados para investimentos maci\u00e7os na sa\u00fade, na pesquisa cient\u00edfica e na cultura. Cumprirei o meu dever contribuindo para o bom funcionamento da nossa economia.<\/p>\n<p>7.\tAceito que a d\u00edvida seja a principal forma de tratativa entre estados e para com os cidad\u00e3os. Mesmo que isso leve a uma \u00f3bvia forma de escravid\u00e3o e que isso seja economicamente insustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>8.\tAceito que se legalize o homic\u00eddio, quando a v\u00edtima seja indicada pelo meu governo como o \u201cinimigo\u201d. Nesse caso n\u00e3o pedirei provas de culpabilidade e eliminarei o alvo sem contestar. Aceito que a morte possa ser induzida lentamente pelos governos com o envenenamento de inteiras popula\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da inala\u00e7\u00e3o e da ingest\u00e3o quotidianas de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas autorizadas. <\/p>\n<p>9.\tAceito que se fa\u00e7a a guerra para obter a paz. Aceito, em nome desse princ\u00edpio, que o  principal item de despesa do estado seja para a defesa. Aceito que os conflitos sejam criados artificialmente, para alimentar o mercado das armas e o crescimento da economia mundial.<\/p>\n<p>10.\tAceito a hegemonia do petr\u00f3leo na nossa economia. E que toda forma de energia gratuita, n\u00e3o poluidora e livre seja suprimida e encoberta. Aceito porque cada forma de energia desse tipo representa um perigo para a humanidade, j\u00e1 que seria o fim do mundo, assim como o conhecemos.<\/p>\n<p>11.\tAceito que seja dividida a opini\u00e3o p\u00fablica criando-se partidos de direita e de esquerda que ter\u00e3o como \u00fanico objetivo lutar entre si, enquanto eu me empenharei em acreditar que a diatribe entre eles s\u00e3o fruto de um sadio enfrentamento democr\u00e1tico \u00fatil para o nosso futuro. Al\u00e9m disso, aceito todo o tipo de divis\u00e3o poss\u00edvel, desde que essas divis\u00f5es me permitam focalizar a raiva em inimigos escolhidos \u201cde cima\u201d, no momento em que me esfregar\u00e3o as caras deles diante dos meus olhos.<\/p>\n<p>12.\tAceito que os capit\u00e3es de ind\u00fastria, os militares e os chefes de estado se re\u00fanam regularmente sem que sejamos consultados, para tomarem decis\u00f5es que comprometem o futuro da nossa vida e a do planeta.<\/p>\n<p>13.\tAceito que o poder de manipular a opini\u00e3o p\u00fablica, antes ostentado pelas religi\u00f5es, esteja hoje nas m\u00e3os de homens de neg\u00f3cios n\u00e3o eleitos democraticamente e totalmente livres de controlar os estados. Aceito isso pois estou convencido do bom uso que eles far\u00e3o.<\/p>\n<p>14.\tAceito que a verdade sobre os fatos me seja dita por uma m\u00eddia controlada por poucos poderosos indiv\u00edduos. Essa ser\u00e1 chamada de \u201cverdade oficial\u201d.  E ainda que seja uma verdade manipulada e distorcida dos fatos, eu me empenharei em n\u00e3o duvidar dela e em n\u00e3o me informar de modo independente.<\/p>\n<p>15.\tAceito que me sejam apresentadas not\u00edcias negativas e assustadoras do mundo a cada dia, de modo que eu possa apreciar at\u00e9 que ponto eu esteja protegido pelo governo, pela pol\u00edcia e pelos militares. E para me dar conta da sorte que eu tenho de viver no Ocidente. Sei que manter o medo em nossos esp\u00edritos s\u00f3 pode ser um benef\u00edcio para n\u00f3s. <\/p>\n<p>16.\tAceito que a ideia de felicidade se reduza \u00e0 comodidade, o amor ao sexo, a liberdade \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de todos os desejos. Pois \u00e9 isso que a publicidade repete todos os dias. Aceito ser infeliz, pois mais infeliz sou, mais consumo. <\/p>\n<p>17.\tAceito que o valor de uma pessoa seja proporcional \u00e0quilo que ela possua. E que sua utilidade seja apreciada em fun\u00e7\u00e3o de sua produtividade, e n\u00e3o de suas qualidades. E que seja exclu\u00edda do sistema se n\u00e3o produzir suficientemente.<\/p>\n<p>18.\tAceito ter que pagar para ser entretido, no pouco tempo livre que me sobra, atrav\u00e9s de espet\u00e1culos esportivos e de shows vazios de conte\u00fado que geram quantias absurdas de dinheiro. Aceito isso pois a cultura \u00e9 chata e perigosa, enquanto saber-se divertir despreocupadamente \u00e9 a chave de uma vida feliz.<\/p>\n<p>19.\tAceito que a escola e o charlatanismo que passa por educa\u00e7\u00e3o seja a \u00fanica forma leg\u00edtima e reconhecida de forma\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de achatamento do senso cr\u00edtico e das consci\u00eancias. <\/p>\n<p>20.\tAceito sem discutir e considero verdade todas as teorias propostas para explicar os mist\u00e9rios das origens do ser humano. E considero indiscutivelmente verdadeiro que a natureza tenha dedicado milh\u00f5es de anos para criar um ser cujo \u00fanico passatempo seja a destrui\u00e7\u00e3o, em poucos instantes, de sua mesma esp\u00e9cie e do ambiente do qual depende.<\/p>\n<p>21.\tAceito que sejam exclu\u00eddos da sociedade os anci\u00e3os, porque s\u00e3o improdutivos, e experi\u00eancia deles, com todos os ensinamentos que poderia conter, pode ser sacrificada em nome do lucro. <\/p>\n<p>22.\tAceito a busca do lucro como fim supremo da humanidade, e o ac\u00famulo de riqueza como a realiza\u00e7\u00e3o da vida humana. <\/p>\n<p>23.\tAceito desperdi\u00e7ar e destruir toneladas de alimentos, com o objetivo de manter sob controle os pre\u00e7os das a\u00e7\u00f5es das multinacionais na bolsa, em vez de permitir uma justa distribui\u00e7\u00e3o dos recursos alimentares no planeta e evitar a morte pela fome ou pela sede de milh\u00f5es de pessoas, todos os anos. <\/p>\n<p>24.\tAceito o aumento da polui\u00e7\u00e3o industrial e a dispers\u00e3o de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e elementos radioativos na natureza. Aceito todo tipo de aditivo qu\u00edmico na minha alimenta\u00e7\u00e3o, pois estou convencido de que, se eles s\u00e3o adicionados, \u00e9 porque s\u00e3o \u00fateis e in\u00f3cuos. Aceito que os laborat\u00f3rios farmac\u00eauticos e as ind\u00fastrias agroalimentares vendam nos pa\u00edses do terceiro mundo produtos vencidos, ou utilizem subst\u00e2ncias cancer\u00edgenas proibidas no Ocidente. <\/p>\n<p>25.\tAceito a defloresta\u00e7\u00e3o selvagem de terras t\u00e3o grandes quanto inteiras na\u00e7\u00f5es. Aceito que seja poss\u00edvel expropriar a terra a inteiros povos pela viol\u00eancia, para entreg\u00e1-las a multinacionais que explorar\u00e3o aquela terra para se enriquecer, sem compartilhar nada com as popula\u00e7\u00f5es locais. <\/p>\n<p>26.\tAceito que os animais sejam abusados, torturados e, no melhor dos casos, extintos, porque aceito n\u00e3o reconhecer para eles um lugar como leg\u00edtimos habitantes deste planeta, igual ao dos seres humanos. Aceito acreditar que os animais n\u00e3o tenham emo\u00e7\u00f5es, n\u00e3o tenham consci\u00eancia nem formas de empatia. <\/p>\n<p>27.\tAceito que as multinacionais roubem os recursos dos pa\u00edses empobrecidos e escravizados pela pol\u00edtica mundial da d\u00edvida, em nome do progresso econ\u00f4mico. Aceito que existam leis que permitem explorar as crian\u00e7as em condi\u00e7\u00f5es desumanas e prec\u00e1rias. Em nome dos direitos humanos e do cidad\u00e3o, n\u00e3o temos nenhum direito de nos intrometer, especialmente se isso nos permitir adquirir mercadorias baratas.<\/p>\n<p>28.\tAceito que se possam denegrir, destruir e cancelar do planeta todo tipo de forma cultural diferente daquela ocidental. Porque poderia fazer vacilar as bases do bem estar econ\u00f4mico ocidental, ao qual anseio quotidianamente.<\/p>\n<p>29.\tAceito a ideia de que existem s\u00f3 duas possibilidades na natureza, ou seja: ca\u00e7ar ou ser ca\u00e7ado. E se formos dotados de uma consci\u00eancia e de uma linguagem, certamente n\u00e3o \u00e9 para fugir dessa dualidade, mas para encontrar sofisticadas justifica\u00e7\u00f5es do porque  agimos desse modo.<\/p>\n<p>30.\tAceito acreditar que o nosso passado hist\u00f3rico seja o resultado ininterrupto de conflitos casuais e n\u00e3o um projeto preciso perseguido no decorrer de s\u00e9culos por lobbies de poder. Estou certo de que estamos no \u00e1pice de nossa evolu\u00e7\u00e3o. E que as regras que governam o nosso mundo s\u00e3o a busca da felicidade e da liberdade para todos os povos, como escutamos continuamente nos discursos dos nossos pol\u00edticos. <\/p>\n<p>31.\tAceito acreditar que n\u00e3o posso fazer nada para mudar o atual estado de coisas. <\/p>\n<p>32.\tAceito n\u00e3o fazer qualquer pergunta. Fechar os olhos diante disso tudo e n\u00e3o fazer qualquer oposi\u00e7\u00e3o, pois estou demasiadamente ocupado com a minha vida e as minhas preocupa\u00e7\u00f5es. Aceito tamb\u00e9m defender com a vida as cl\u00e1usulas aceitas neste contrato, se assim me for pedido. <\/p>\n<p>33.\tAceito, assim, definitivamente, com  minha alma e consci\u00eancia, essa triste matriz que me \u00e9 colocada diante dos olhos. Empenho em me abster de enxergar a realidade das coisas. E me recuso de crer que um outro modo de exist\u00eancia seja poss\u00edvel. Aceito acreditar que voc\u00eas todos ajam pelo meu bem. E para o bem de todos. E, por isso, agrade\u00e7o a todos. <\/p>\n<p>Produzido por: Mason Massy James e Chiara Lyn<br \/>\nLivremente inspirado no v\u00eddeo \u201cIl Contratto\u201d (O Contrato) &#8211; vide abaixo<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Le Contrat (em franc\u00eas, com legendas em italiano, franc\u00eas e espanhol)<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/J4p0edCMhdA\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IO ACCETTO (EU ACEITO) Transcri\u00e7\u00e3o traduzida: Mario S. Mieli EU ACEITO Meus caros amigos Cada um de voc\u00eas se d\u00e1 conta da estranha sensa\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 algo profundamente errado no que v\u00ea. Muitos, contudo, n\u00e3o sabem o porqu\u00ea. Nem o que seja. 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