{"id":4171,"date":"2013-10-08T03:44:34","date_gmt":"2013-10-08T03:44:34","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=4171"},"modified":"2013-10-10T20:45:21","modified_gmt":"2013-10-10T20:45:21","slug":"a-tirania-do-mediocre-por-claudio-cabona","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=4171","title":{"rendered":">> A tirania do med\u00edocre, por Claudio Cabona"},"content":{"rendered":"<p><strong>A tirania do med\u00edocre<br \/>\n<\/br><br \/>\nPor: Claudio Cabona<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/coriintempesta.altervista.org\/blog\/la-tirannia-del-mediocre\/\">http:\/\/coriintempesta.altervista.org\/blog\/la-tirannia-del-mediocre\/<\/a><br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/?attachment_id=4173\" rel=\"attachment wp-att-4173\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/mediocrity_failure_0bwwvmvbg41.jpg\" alt=\"mediocrity_failure_0bwwvmvbg4\" width=\"450\" height=\"326\" class=\"alignright size-full wp-image-4173\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/mediocrity_failure_0bwwvmvbg41.jpg 450w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/mediocrity_failure_0bwwvmvbg41-300x217.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nEst\u00e1 na hora de se pegar nas m\u00e3os uma palheta de cores e pintar em cima desse cinza. Porque a nossa sociedade est\u00e1 sendo atravessada por uma revolu\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica que transcende as classes sociais, transborda os particulares e as ades\u00f5es, se alimenta e vive do lixo, da mediocridade.<br \/>\n<\/br><br \/>\nAgora, do ventre das mulheres nasce um homem med\u00edocre, est\u00e9ril, que tem a tarefa de arrastar a multid\u00e3o na homologa\u00e7\u00e3o. Ao chegar no mundo estamos nus, sem vestidos reais ou sociais, somos como uma folha em branco. Mas depois, por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias, precisamos nos cobrir. O homem de hoje se mancha de cores escuras, que o fa\u00e7am passar despercebido, que o tornem travessia de vida. Cores f\u00fanebres sugeridas por quem quer criar comportamentos contagiosos no interior do tecido social. O med\u00edocre est\u00e1 entre n\u00f3s. \u00c9 ele a nova evolu\u00e7\u00e3o humana.<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u00c9 ele que nasceu como um homem, mas alimentado por banalidades, falsidades, sombras, sonhos destru\u00eddos, invejas, ignor\u00e2ncia, tem a tarefa de eliminar a cor quente. De impor o cinza, de esmagar o voo da fantasia, de enjaular o ser. O sistema em que vivemos \u00e9 governado por med\u00edocres, se alimenta de mediocridade e quer colocar no mundo seus pr\u00f3prios similares.  Um homem reduzido a viver na sombra, a nunca levantar a voz em nome da \u201csacralidade\u201d do calmo viver, em dirigir-se a estradas j\u00e1 asfaltadas.<br \/>\n<\/br><br \/>\nIndiferente. Ser primitivo, incapaz de drenar seu pr\u00f3prio destino, que aspira ao \u201cmenos pior\u201d, que se contenta, que cerca e desestabiliza o cora\u00e7\u00e3o de quem vive, e n\u00e3o s\u00f3 existe. Cortam os fundos da cultura, da escola, eles, os med\u00edocres. Prosseguem com a institucionaliza\u00e7\u00e3o da precariedade, liquidam nossos patrim\u00f4nios, tornam a realidade inst\u00e1vel. Sempre eles, os med\u00edocres. Para que a mente de quem ainda n\u00e3o \u00e9 cinza apodre\u00e7a, se corrompa e se aflija. Os med\u00edocres querem a ignor\u00e2ncia, o desconhecimento, a falta de certezas. Fatores que levam o homem ainda sadio, n\u00e3o crescido, lentamente, a se transformar. Criam sonhos de relojoaria que se esmigalham na hora do vamos ver, compactam, amassam, fecham em pris\u00f5es mentais e tang\u00edveis.<br \/>\n<\/br><br \/>\nCriam n\u00fameros vestidos de indiv\u00edduos, recintados com o cartaz \u201cmed\u00edocres\u201d. Zombies sem esp\u00edrito cr\u00edtico, sem reivindica\u00e7\u00f5es. Querem que tudo seja a sua imagem e semelhan\u00e7a, eles que n\u00e3o sabem viver, que atuam no triste. Tudo isso para que possam governar.<br \/>\n <\/br><br \/>\nA mediocridade \u00e9 um modo de tra\u00e7ar a vida. Tornamo-nos med\u00edocres quando nos adaptamos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, sofrendo os condicionamentos e nos entregando. O cinza toma conta do homem no momento em que se abandona ao lugar comum, quando n\u00e3o se coloca mais perguntas, n\u00e3o experimenta interpretar os eventos. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de papel social. Um intelectual, ou um artista, poderiam se revelar muito mais med\u00edocres que uma pessoas \u201ccomum\u201d.<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u00c9 a profundidade com que nos aproximamos da vida que faz a diferen\u00e7a, a busca de uma verdade, o distanciamento dos medos. Um \u201can\u00f4nimo\u201d que valoriza cada instante e se conscientiza de uma qualquer coisa, j\u00e1 tra\u00e7ou uma linha colorida. O ser dono de suas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es, reivindicando o pr\u00f3prio espa\u00e7o vital, arranha o cinzento. \u00c9 preciso ter a coragem de brandir a pr\u00f3pria unicidade. O med\u00edocre espera escondido, golpeia pelas costas quando avan\u00e7amos, rasteja e infesta as mentes com sua perene derrota, a superficialidade, mas sobretudo com o limite. O que corta as pernas ao s\u00e3o \u00e9 o limite.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/?attachment_id=4177\" rel=\"attachment wp-att-4177\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/88e34-poets_are_a_menace_to_mediocrity.jpg\" alt=\"88e34-poets_are_a_menace_to_mediocrity\" width=\"369\" height=\"377\" class=\"alignright size-full wp-image-4177\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/88e34-poets_are_a_menace_to_mediocrity.jpg 369w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/88e34-poets_are_a_menace_to_mediocrity-293x300.jpg 293w\" sizes=\"auto, (max-width: 369px) 100vw, 369px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nAchar que tudo seja imposs\u00edvel \u00e9 mediocridade. Est\u00e1 na hora de pintar em cima desse cinza. Que se escreva, pelo menos uma vez na vida, uma poesia, que se persiga uma utopia mirando para al\u00e9m da barreira, que nos sintamos, de vez em quando, melhores. Est\u00e1 na hora de nos ferirmos caindo dos degraus mais altos, de ter um amigo imagin\u00e1rio, de sorrir sem motivo, de combater pelo futuro, de n\u00e3o ficar com as m\u00e3os no lugar, de gritar em uma pra\u00e7a, de mandar tomar no cu os pr\u00f3prios \u00eddolos e aqueles dos outros, de dar um passo maior que a perna. Est\u00e1 na hora de sofrer de vertigem.<br \/>\n<\/br><br \/>\nRecomendamos tamb\u00e9m:<br \/>\nMediocridade, por Giorgio Cattaneo<br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/?p=3185\">http:\/\/imediata.org\/?p=3185<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tirania do med\u00edocre Por: Claudio Cabona Fonte: http:\/\/coriintempesta.altervista.org\/blog\/la-tirannia-del-mediocre\/ Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli Est\u00e1 na hora de se pegar nas m\u00e3os uma palheta de cores e pintar em cima desse cinza. Porque a nossa sociedade est\u00e1 sendo atravessada por uma revolu\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica que transcende as classes sociais, transborda os particulares e as ades\u00f5es, se alimenta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4177,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[2303,2304,95,1849],"class_list":["post-4171","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lance-de-dados","tag-a-tirania-do-mediocre","tag-claudio-cabona","tag-mario-s-mieli","tag-mediocridade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4171"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4171\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4185,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4171\/revisions\/4185"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}