{"id":2936,"date":"2012-10-29T18:34:24","date_gmt":"2012-10-29T18:34:24","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=2936"},"modified":"2012-10-29T21:55:09","modified_gmt":"2012-10-29T21:55:09","slug":"geoengeharia-testando-as-aguas-por-naomi-klein","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=2936","title":{"rendered":">> Geoengenharia: testando as \u00e1guas, por Naomi Klein"},"content":{"rendered":"<p><\/br><br \/>\n<strong>Geoengenharia: testando as \u00e1guas<br \/>\nPor: Naomi Klein<br \/>\nFonte: The New York Times de 29\/10\/2012<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/28orcas-articlelarge.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/28orcas-articlelarge.jpg\" alt=\"\" title=\"28orcas-articlelarge\" width=\"600\" height=\"330\" class=\"alignright size-full wp-image-2937\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/28orcas-articlelarge.jpg 600w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/28orcas-articlelarge-300x165.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nNos \u00faltimos quase 20 anos, costumo passar temporadas numa regi\u00e3o escarpada da costa da British Columbia (Col\u00fambia Brit\u00e2nica), chamada Sunshine Coast. Neste ver\u00e3o, tive uma experi\u00eancia que me fez lembrar do porqu\u00ea amo este lugar e porqu\u00ea quis ter um filho nesta parte esparsamente povoada do mundo.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Eram 5 da manh\u00e3 e meu marido e eu est\u00e1vamos acordados, junto ao nosso filho de 3 semanas de idade. Olhando para o oceano, percebemos duas barbatanas gigantescas de dorso negro: orcas, ou \u2018baleias assassinas\u2019. Logo em seguida, avistamos outras duas. Nunca t\u00ednhamos visto uma orca perto da costa, e nunca t\u00ednhamos ouvido falar de que elas se aproximassem tanto da praia. Em nosso estado de priva\u00e7\u00e3o de sono, parecia um milagre, como se o beb\u00ea nos tivesse acordado para se certificar de que n\u00e3o perder\u00edamos essa rara visita.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>N\u00e3o me ocorreu a possibilidade de que essa vis\u00e3o fosse consequ\u00eancia de algo bem menos fortuito, isso at\u00e9 duas semanas atr\u00e1s, quando li relat\u00f3rios sobre um bizarro experimento oce\u00e2nico, pr\u00f3ximo das ilhas de Haida Gwaii, a v\u00e1rias centenas de milhas do local onde avistamos as orcas nadando.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Naquele experimento, um empreendedor estadunidense chamado Russ George despejou 120 toneladas de p\u00f3 de ferro do casco de um barco de pesca alugado; seu plano era promover o florescer de um tipo de alga que sequestraria carbono combatendo, assim, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<br \/>\n<\/br><br \/>\nO Sr. George \u00e9 apenas um dentre um crescente n\u00famero de aspirantes a geoengenheiros que apregoam a realiza\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es de alto risco e em grande escala que alterariam fundamentalmente c\u00e9us e oceanos para reduzir os efeitos do aquecimento global. Al\u00e9m desse esquema do Sr. George de fertilizar o oceano com ferro, outras estrat\u00e9gias da geoengenharia est\u00e3o sendo tomadas em considera\u00e7\u00e3o, inclusive bombear com sulfatos via aerossol a camada superior da atmosfera para imitar os efeitos de resfriamento de uma erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica e \u201cclarear\u201d as nuvens de modo que elas reflitam boa parte dos raios solares de volta ao espa\u00e7o.<br \/>\n<\/br><br \/>\nOs riscos s\u00e3o imensos. A fertiliza\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica poderia provocar o aparecimento de zonas mortas e ondas t\u00f3xicas. E simula\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas predisseram que a imita\u00e7\u00e3o dos efeitos de um vulc\u00e3o interferiria com as mon\u00e7\u00f5es na \u00c1sia e na \u00c1frica, com potencial de p\u00f4r em risco a seguran\u00e7a alimentar e a disponibilidade de \u00e1gua para bilh\u00f5es de pessoas.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Geoengenharia_Geoengineering.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Geoengenharia_Geoengineering.jpg\" alt=\"\" title=\"Geoengenharia_Geoengineering\" width=\"600\" height=\"354\" class=\"alignright size-full wp-image-2938\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Geoengenharia_Geoengineering.jpg 600w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Geoengenharia_Geoengineering-300x177.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>At\u00e9 agora, essas propostas t\u00eam servido sobretudo de forragem para modelos de computador e trabalhos cient\u00edficos. Mas no caso da aventura oce\u00e2nica do Sr. George, a geoengenharia decididamente escapou do laborat\u00f3rio. Se acreditarmos no relato da miss\u00e3o do Sr. George, suas a\u00e7\u00f5es criaram um florescer de algas numa \u00e1rea de tamanho equivalente \u00e0 metade do estado do Massachusetts, a qual teria passado a atrair uma ampla gama de formas de vida aqu\u00e1tica, inclusive um vast\u00edssimo n\u00famero de baleias.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Quando leio a respeito das baleias me pergunto: ser\u00e1 que as orcas que vi estavam se dirigindo a um buffet do tipo coma \u201ctodos os frutos do mar que voc\u00ea conseguir comer\u201d, patrocinado pela flora\u00e7\u00e3o de algas do Sr. George? A possibilidade, por mais improv\u00e1vel que seja, fornece um vislumbre de uma das mais preocupantes repercuss\u00f5es da geoengenharia, uma vez que come\u00e7amos a interferir deliberadamente nos sistemas clim\u00e1ticos da terra \u2013 seja reduzindo a incid\u00eancia dos raios solares, seja fertilizando os mares \u2013 todos os eventos naturais podem come\u00e7ar a adquirir um matiz antinatural. Uma aus\u00eancia, que poderia ter parecido uma mudan\u00e7a c\u00edclica nos padr\u00f5es migrat\u00f3rios, ou uma presen\u00e7a, que pareceria um presente miraculoso, de repente, adquirem uma conota\u00e7\u00e3o sinistra, como se toda a natureza estivesse sendo manipulada por tr\u00e1s das cenas.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A maioria dos relat\u00f3rios noticiosos caracteriza o Sr. George como um geoengenheiro \u201ctrapaceiro\u201d. Mas o que me preocupa mesmo, depois de pesquisar o assunto por dois anos  para um livro que estou finalizando sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica, \u00e9 que cientistas bem mais s\u00e9rios, patrocinados por bolsos bem mais fundos, parecem prontos a interferir ativamente nos complexos e imprevis\u00edveis sistemas naturais que sustentam a vida na Terra \u2013 com alto potencial de consequ\u00eancias inesperadas.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Em 2010, o presidente do House Committee on Science and Technology recomendou mais pesquisa em geoengenharia; o governo brit\u00e2nico j\u00e1 come\u00e7ou a gastar dinheiro p\u00fablico nesta \u00e1rea.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Bill Gates aplicou milh\u00f5es de d\u00f3lares em pesquisa de geoengenharia. E investiu numa empresa, a Intellectual Ventures, a qual est\u00e1 desenvolvendo pelo menos duas ferramentas de geoengenharia: o \u201cStratShield\u201d, uma mangueira de 19 milhas suspensa por bal\u00f5es de h\u00e9lio que vomitaria no c\u00e9u part\u00edculas de di\u00f3xido de enxofre cujo efeito seria bloquear os raios solares e um instrumento que poderia, supostamente, mitigar a for\u00e7a dos furac\u00f5es.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil entender o apelo. A geoengenharia oferece a promessa tentadora de \u201cajustar\u201d a mudan\u00e7a clim\u00e1tica de modo que possamos continuar indefinidamente o nosso estilo de vida baseado na exaust\u00e3o dos recursos. E h\u00e1 tamb\u00e9m o medo. Cada semana parece trazer novas not\u00edcias clim\u00e1ticas terrificantes, dos relat\u00f3rios sobre o derretimento das camadas de gelo, mais precoce do que se esperava, \u00e0 acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos, mais r\u00e1pida que o esperado. Ao mesmo tempo, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica tem sido t\u00e3o ignorada pela agenda pol\u00edtica que nem sequer foi mencionada durante os debates entre os candidatos presidenciais. De modo que n\u00e3o causa surpresa a ningu\u00e9m que muitos depositem sua esperan\u00e7a em op\u00e7\u00f5es do tipo \u201cquebre o vidro em caso de emerg\u00eancia\u201d que cientistas t\u00eam cozinhado em seus laborat\u00f3rios.<br \/>\n<\/br><br \/>\nMas com geoengenheiros canalhas \u00e0 solta, est\u00e1 na hora de fazermos uma pausa e nos perguntarmos, coletivamente, se queremos seguir esse caminho tra\u00e7ado pela geoengenharia. Porque a verdade \u00e9 que a geoengenharia \u00e9, em si, uma proposi\u00e7\u00e3o canalha. Por defini\u00e7\u00e3o, as tecnologias que interferem com a qu\u00edmica dos oceanos e da atmosfera afetam a todos. Ainda assim, \u00e9 imposs\u00edvel obter algo como um consenso un\u00e2nime para essas interven\u00e7\u00f5es. Nem um tal consenso poderia se basear em informa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que n\u00f3s n\u00e3o conhecemos e n\u00e3o podemos conhecer todos os riscos envolvidos, at\u00e9 que essas tecnologias de altera\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria sejam efetivamente implementadas.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Enquanto procedem as negocia\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas, com base na premissa de que os pa\u00edses t\u00eam que concordar com uma resposta conjunta a um problema inerentemente comum, a geoengenharia levanta um prospecto totalmente diferente. Por bem menos que um bilh\u00e3o de d\u00f3lares, uma \u201ccoalis\u00e3o de dispostos e voluntariosos\u201d, ou um \u00fanico pa\u00eds, ou mesmo um \u00fanico rico indiv\u00edduo poderia decidir tomar a quest\u00e3o clim\u00e1tica em suas pr\u00f3prias m\u00e3os. Jim Thomas, do Grupo ETC, organiza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, coloca o problema da seguinte forma: \u201cA geoengenharia diz \u2018bem, vamos simplesmente fazer o que achamos que deve ser feito e depois, voc\u00eas que vivam com os efeitos\u2019 \u201d.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>O aspecto mais assustador dessa proposi\u00e7\u00e3o \u00e9 que os modelos sugerem que muitas das pessoas que poderiam ser afetadas por essas tecnologias j\u00e1 est\u00e3o desproporcionalmente vulner\u00e1veis aos impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Imagine-se isso: A Am\u00e9rica do Norte decide enviar enxofre na estratosfera para reduzir a intensidade dos raios do sol com a esperan\u00e7a de salvar suas planta\u00e7\u00f5es de milho,  apesar da possibilidade real de provocar secas na \u00c1sia e na \u00c1frica. Em poucas palavras, a geoengenharia nos daria (para alguns de n\u00f3s) o poder de exilar grandes faixas da humanidade para zonas de sacrif\u00edcio, atrav\u00e9s de um simples toque de interruptor virtual.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>As ramifica\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas s\u00e3o assustadoras. A mudan\u00e7a clim\u00e1tica j\u00e1 est\u00e1 tornando dif\u00edcil saber se eventos meteorol\u00f3gicos previamente compreendidos como \u201cacts of God\u201d (atos de Deus) \u2013 como um calor absurdo em pleno m\u00eas de mar\u00e7o ou um \u2018Frankenstorm\u2019 durante o Halloween) ainda pertencem a essa categoria. Mas se come\u00e7armos a interferir com o termostato do planeta \u2013 transformando deliberadamente os oceanos em verde musgo para absorver carbono ou branqueando os c\u00e9us de branco fosco para defletir os raios do sol \u2013 estaremos levando a nossa influ\u00eancia a um novo n\u00edvel. Uma seca na \u00cdndia ser\u00e1 vista \u2013 acuradamente ou n\u00e3o \u2013 como resultado de uma decis\u00e3o consciente de engenheiros no outro lado do planeta. O que era m\u00e1 sorte, antigamente, poderia agora ser vista como compl\u00f4 mal\u00e9volo ou ataque imperialista.<br \/>\n<\/br><br \/>\nHaver\u00e1 outras consequ\u00eancias viscerais e alteradoras da vida. Um estudo publicado nesta primavera pelo Geophysical Research Letters  revelou que se injetamos aeross\u00f3is de enxofre na estratosfera para enfraquecer os raios solares, o c\u00e9u n\u00e3o s\u00f3 se tornaria mais esbranqui\u00e7ado e brilhante, como n\u00f3s tamb\u00e9m  ter\u00edamos pores-do-sol mais intensos e \u201cvulc\u00e2nicos\u201d. Mas que tipo de relacionamentos poder\u00edamos ter com esses c\u00e9us hiper-reais? Sentir\u00edamos temor \u2013 ou s\u00f3 um leve receio? Nos sentir\u00edamos os mesmos, quando belas criaturas atravessam nossos caminhos inesperadamente, como aconteceu com minha fam\u00edlia neste ver\u00e3o? Em um conhecido livro sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica, Bill McKibben nos advertiu de que nos defrontamos com \u201cO Fim da Natureza\u201d. Na era da geoengenharia, poder\u00edamos nos deparar com o fim dos milagres, tamb\u00e9m.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><\/br><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/geoengenharia_vulcoes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/geoengenharia_vulcoes.jpg\" alt=\"\" title=\"geoengenharia_vulcoes\" width=\"350\" height=\"232\" class=\"alignright size-full wp-image-2940\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/geoengenharia_vulcoes.jpg 350w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/geoengenharia_vulcoes-300x198.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Sr. George e seu experimento de altera\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica fornece uma oportunidade de debate p\u00fablico sobre uma quest\u00e3o essencialmente ausente do ciclo eleitoral: Quais s\u00e3o as solu\u00e7\u00f5es reais para a mudan\u00e7a clim\u00e1tica? N\u00e3o seria melhor mudarmos nosso comportamento \u2013 ou reduzir o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis \u2013 antes de brincar com os sistemas de suporte fundamentais da vida do planeta?<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A menos que mudemos de curso, podemos estar certos de que ouviremos muitos outros relat\u00f3rios sobre prote\u00e7\u00e3o contra raios solares e supostos manipuladores dos oceanos como o Sr. George, cujas explora\u00e7\u00f5es com despejos de ferro fizeram bem mais que testar uma tese sobre  fertiliza\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica: tamb\u00e9m testaram as \u00e1guas para futuros experimentos de geoengenharia. E a julgar pelo sil\u00eancio das respostas a esses \u2018experimentos\u2019, at\u00e9 o momento, os resultados do teste do Sr. George s\u00e3o claros: que procedam os geoengenheiros, e que se dane a cautela.<br \/>\n\u00a9 2012 The New York Times<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/geoengenharia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/geoengenharia.jpg\" alt=\"\" title=\"geoengenharia\" width=\"400\" height=\"278\" class=\"alignright size-full wp-image-2939\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/geoengenharia.jpg 400w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/geoengenharia-300x208.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geoengenharia: testando as \u00e1guas Por: Naomi Klein Fonte: The New York Times de 29\/10\/2012 Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. 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