{"id":2898,"date":"2012-10-22T16:58:44","date_gmt":"2012-10-22T16:58:44","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=2898"},"modified":"2012-10-22T16:58:44","modified_gmt":"2012-10-22T16:58:44","slug":"amores-insolitos-29-compartilhar-poesia-100-rublos-e-100-dolares-viagem-no-metro-de-moscou-por-giulietto-chiesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=2898","title":{"rendered":">> Amores Ins\u00f3litos 29 &#8211;  Compartilhar Poesia &#8211; 100 RUBLOS E 100 D\u00d3LARES (VIAGEM NO METR\u00d4 DE MOSCOU), por Giulietto Chiesa"},"content":{"rendered":"<p><\/br><br \/>\n<strong>Amores Ins\u00f3litos 29 &#8211;  Compartilhar Poesia &#8211; 100 RUBLOS E 100 D\u00d3LARES (VIAGEM NO METR\u00d4 DE MOSCOU), por Giulietto Chiesa<\/strong><\/p>\n<p><\/br><\/p>\n<p><strong>Por: GIULIETTO CHIESA<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/www.ilfattoquotidiano.it\/2012\/10\/22\/100-rubli-e-100-dollari-viaggio-in-metropolitana-a-mosca\/389286\/  \">ilfattoquotidiano.it<\/a> de 22.10.2012<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/080702-moscow-metro-hmed-10a.grid-6x2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/080702-moscow-metro-hmed-10a.grid-6x2.jpg\" alt=\"\" title=\"080702-moscow-metro-hmed-10a.grid-6x2\" width=\"474\" height=\"305\" class=\"alignright size-full wp-image-2899\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/080702-moscow-metro-hmed-10a.grid-6x2.jpg 474w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/080702-moscow-metro-hmed-10a.grid-6x2-300x193.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/a><br \/>\nEsta\u00e7\u00e3o Kropotkinskaja, metr\u00f4 de Moscou<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Estou na fila, na <strong>esta\u00e7\u00e3o Kropotkinskaja<\/strong> do <strong>metr\u00f4 de Moscou<\/strong>. Estou contando os rublos necess\u00e1rios para comprar um bilhete. <strong>Custa 28 rublos<\/strong>, mas eu sou bagun\u00e7ado e tenho sempre moedas e notas no mesmo bolso. Assim, tiro um punhado de dinheiro, ao acaso, com o resultado de que um bilhete de 100 rublos cai no ch\u00e3o.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/12895948483gh6z1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/12895948483gh6z1.jpg\" alt=\"\" title=\"12895948483gh6z1\" width=\"400\" height=\"267\" class=\"alignright size-full wp-image-2900\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/12895948483gh6z1.jpg 400w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/12895948483gh6z1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Nem bem me abaixo para cat\u00e1-lo. Um homem se precipita mais velozmente que eu. Agarra a nota e a estende com um gesto gentil e humilde, ao mesmo tempo.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Potemkin-still51.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Potemkin-still51-300x209.jpg\" alt=\"\" title=\"Potemkin-still5[1]\" width=\"300\" height=\"209\" class=\"alignright size-medium wp-image-2901\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Potemkin-still51-300x209.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Potemkin-still51.jpg 555w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Tem uma barba inculta, mas n\u00e3o longa, arrepiada, com algum fio branco. O rosto \u00e9 largo, escavado, russo como aquele dos <strong>marinheiros do Encoura\u00e7ado Potiomkin<\/strong>. Eu tinha notado isso distraidamente, do canto dos olhos, enquanto ele me olhava com inten\u00e7\u00e3o. Eu o tinha catalogado apressadamente como um candidato a mendigo. Isso \u00e9, como um mendigo que ainda n\u00e3o se explicitou como tal. Ou pior, como um daqueles que colhem a ocasi\u00e3o, procurando o \u201cfrango\u201d, estudando-o cuidadosamente para depois lhe aplicar o golpe. H\u00e1 desses tipos tamb\u00e9m em Moscou, e a Kropotkinskaja, bem pr\u00f3xima \u00e0 <strong>Igreja do Salvador<\/strong>, \u00e9 um lugar entre os mais adequados para os \u201cfrangos\u201d.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Fui eu que lhe ofereci a ocasi\u00e3o, mostrando-lhe aquele bolo de dinheiro. Penso que um tempo atr\u00e1s uma coisa desse tipo n\u00e3o teria sido simplesmente poss\u00edvel. Falo dos <strong>tempos sovi\u00e9ticos<\/strong>, j\u00e1 t\u00e3o distantes que ningu\u00e9m se lembra mais. Pelo menos no Ocidente. Agora a homogeneiza\u00e7\u00e3o, o am\u00e1lgama globalizante \u00e9 tal que os mendigos e os batedores de carteiras, os pobres diabos podem ser vistos com a mesma triste intensidade <strong>em cada capital do mundo<\/strong>. Moscou n\u00e3o \u00e9 mais exce\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 que naquela \u00e9poca n\u00e3o existissem os miser\u00e1veis. Existiam, mas n\u00e3o se viam. De todo jeito, existiam em menor n\u00famero, eram diferentes. Quando se viam, eram simplesmente e velozmente retirados de circula\u00e7\u00e3o, como se fazia com os b\u00eabados, sobretudo no inverno, para que n\u00e3o morressem congelados&#8230;<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Mas ele, este sujeito, recolocou os 100 rublos na minha m\u00e3o. E a anomalia precisa ser explicada.<br \/>\n<\/br><br \/>\nQuem responder\u00e1 \u00e0 interroga\u00e7\u00e3o de minha cabe\u00e7a ser\u00e1 ele mesmo. O meu bilhete faz apagar o sinal vermelho e me faz aceder \u00e0 grande escada rolante  e, rapid\u00edssimo, me faz despencar nas v\u00edsceras, nos trens que levam \u00e0 <strong>Biblioteca Lenin<\/strong>, e depois \u00e0 <strong>Tverskaja<\/strong>. E ele me segue. Ali\u00e1s, me escolta. N\u00e3o \u00e9 arrogante, continua a manter a cabe\u00e7a um pouco dobrada sobre o ombro esquerdo, o que lhe d\u00e1 um aspecto entre o curioso e o t\u00edmido. Mas teimoso.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>\u201c<strong>O senhor \u00e9 estrangeiro, n\u00e3o \u00e9?<\/strong>\u201d \u00d3bvio que me reconheceu. N\u00e3o conhe\u00e7o estrangeiro que possa mimetizar-se, na R\u00fassia, mesmo que fique calado. <strong>Basta um par de sapatos, uma gravata<\/strong>. Mil detalhes te traem. Posso dizer apenas que, com o tempo, eu mesmo me tornei como eles. No sentido de que sou capaz de reconhecer um russo \u2013 ou melhor ainda, uma russa \u2013 a trezentos metros de dist\u00e2ncia, quando estou em algum lugar fora da R\u00fassia. De modo que estamos quites, somos iguais. E \u00e9 o \u00fanico sentido em que podemos ser iguais. Fico na minha. Curioso, eu tamb\u00e9m. Mas o que ele quer?<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>\u201cFico contente de encontrar um italiano. Justo hoje eu compus <strong>uma poesia sobre o mar da Crimeia<\/strong>. Voc\u00eas t\u00eam um mar lind\u00edssimo. Isso eu posso dizer, embora o tenha visto s\u00f3 no cinema. Posso recit\u00e1-la?\u201d<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Agora penso que n\u00e3o somos iguais, <strong>iguais de jeito nenhum<\/strong>. Como poderia saber que sou tamb\u00e9m italiano, al\u00e9m de estrangeiro? Vou lhe contar. \u201cO senhor tem um rosto conhecido\u201d, responde lac\u00f4nico. E come\u00e7a a recitar sua poesia. Eu um degrau abaixo, ele um degrau acima, em voz baixa. <strong>Fala e canta, como fazem os russos quando recitam poesias.<\/strong> Os versos s\u00e3o respingantes, velozes, ir\u00f4nicos. N\u00e3o sei se entendi tudo, mas n\u00e3o importa: gostei deles. <strong>Gosto da maneira como ele os recita.<\/strong> A viagem ser\u00e1 longa, h\u00e1 uma mudan\u00e7a de esta\u00e7\u00e3o, um largo corredor lotado que procede como um rio escuro, que ignora a nossa presen\u00e7a. E ele recita, uma segunda poesia, depois uma terceira. Depois interrompe, por timidez, s\u00f3 quando tomamos o segundo trem. Est\u00e1 cheio de gente e, talvez, n\u00e3o queira que o escutem. De fato, recita s\u00f3 para mim, o estrangeiro, o italiano, que leva consigo o seu mar. <strong>\u00c9 um presente?<\/strong> E por que raios teria que me dar esse presente? N\u00e3o tenho resposta. Escuto. Desconfiado. Essa \u00e9 uma armadilha, ainda que eu n\u00e3o possa ver de onde poderia vir o perigo. Ou ent\u00e3o ele \u00e9 um louco que quer falar, comunicar, desabafar.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/esenin1925.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/esenin1925-192x300.jpg\" alt=\"\" title=\"esenin1925\" width=\"192\" height=\"300\" class=\"alignright size-medium wp-image-2902\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/esenin1925-192x300.jpg 192w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/esenin1925.jpg 256w\" sizes=\"auto, (max-width: 192px) 100vw, 192px\" \/><\/a><br \/>\nEsenin<br \/>\n<\/br><br \/>\nA <strong>Tverskaja<\/strong> com seus m\u00e1rmores luxuosos nos acompanha at\u00e9 a sa\u00edda. Dessa vez eu estou no degrau superior e ele no degrau de baixo, ainda me prop\u00f5e versos. \u201cEssa \u00e9 de <strong>Esenin<\/strong>, conhece? Shagan\u00e8, ty moj\u00e0, Shagan\u00e8, potomu, chto ja s severa, chto li\u2026\u201d. Faz um interrup\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o, deveria recitar versos de <strong>Pushkin<\/strong>. Aqui fora, na pra\u00e7a, fica o seu monumento.\u201d Pensa de novo. Retoma Esenin. Como ter\u00e1 feito para saber que \u00e9 uma das poucas poesias russas que eu conhe\u00e7o um pouco? Mist\u00e9rio, coincid\u00eancia.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Pushkin.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Pushkin.jpg\" alt=\"\" title=\"Pushkin\" width=\"250\" height=\"301\" class=\"alignright size-full wp-image-2903\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Pushkin.jpg 250w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Pushkin-249x300.jpg 249w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a><br \/>\nPushkin<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>\u201cO senhor como se chama?\u201d, lhe pergunto. \u201cBoris\u201d- responde \u2013 <strong>Boris Mikhailovic<\/strong>\u201d.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>E n\u00e3o acrescenta nada mais. A escada rolante ainda vai durar um bom peda\u00e7o. E eu ainda n\u00e3o entendi o que est\u00e1 acontecendo. Acho que deveria agradec\u00ea-lo. De fato, <strong>sinto-me em falta<\/strong>. Esse Boris, me presenteou com meia hora de m\u00fasica, que eu n\u00e3o tinha pedido.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>\u201cO senhor tem um telefone, Boris Mikhailovic? Quem sabe amanh\u00e3 poder\u00edamos almo\u00e7ar juntos, que tal?\u201d Sacode a cabe\u00e7a, sorri. \u201cO telefone est\u00e1 com minha mulher, mas eu n\u00e3o vivo mais com ela. Mas n\u00e3o importa, foi um prazer para mim\u201d.  Olho melhor para ele. <strong>O casaco est\u00e1 bem surrado<\/strong>. As bordas das mangas, apoiadas no corrim\u00e3o, est\u00e3o obviamente pu\u00eddas. Talvez lhe poderia dar um pequeno presente, assim, para retribuir.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/6895483-denaro-del-mondo-dollari-euro-rubli-russi-baht-tailandese-lira-turca-egitto-sterline.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/6895483-denaro-del-mondo-dollari-euro-rubli-russi-baht-tailandese-lira-turca-egitto-sterline.jpg\" alt=\"\" title=\"6895483-denaro-del-mondo--dollari-euro-rubli-russi-baht-tailandese-lira-turca-egitto-sterline\" width=\"400\" height=\"266\" class=\"alignright size-full wp-image-2904\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/6895483-denaro-del-mondo-dollari-euro-rubli-russi-baht-tailandese-lira-turca-egitto-sterline.jpg 400w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/6895483-denaro-del-mondo-dollari-euro-rubli-russi-baht-tailandese-lira-turca-egitto-sterline-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Enfio a m\u00e3o no mesmo bolso bagun\u00e7ado. L\u00e1 dentro, al\u00e9m dos rublos, t\u00eam tamb\u00e9m aqueles d\u00f3lares que se precisa levar, nunca se sabe. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 lhe dar 100 rublos. Acho que valer\u00e3o, talvez, o suficiente para comprar um <strong>hot dog na Pra\u00e7a Pushkin<\/strong>. S\u00e3o menos de tr\u00eas euros. Nos tempos que correm, talvez n\u00e3o d\u00ea nem para um hot dog. Melhor duzentos. Mas n\u00e3o saem duzentos rublos, <strong>saem cem rublos e cem d\u00f3lares<\/strong>. Estendo-lhe as notas, um pouco desolado. Mas n\u00e3o ouso segurar-lhe a m\u00e3o. Atr\u00e1s de mim tem o inteiro mar da It\u00e1lia. <strong>Estou diante da Poesia<\/strong>, n\u00e3o de Boris Mikhailovic. Maldi\u00e7\u00e3o! Cem d\u00f3lares s\u00e3o tantos para cinco poesias! Acabei me ferrando sozinho. Ele, sorrindo-me de baixo para cima, agarra-me a m\u00e3o, olha de pressa em volta, para ver que ningu\u00e9m estivesse olhando. E me fecha a m\u00e3o na sua. \u201c<strong>N\u00e3o preciso de nada. Era um presente.<\/strong>\u201d<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Depois desaparece no meio das pessoas, sem me dar nem o tempo de me recompor, de lhe dar o meu n\u00famero de telefone, de dizer-lhe adeus.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/metro2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/metro2.jpg\" alt=\"\" title=\"metro2\" width=\"180\" height=\"189\" class=\"alignright size-full wp-image-2905\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amores Ins\u00f3litos 29 &#8211; Compartilhar Poesia &#8211; 100 RUBLOS E 100 D\u00d3LARES (VIAGEM NO METR\u00d4 DE MOSCOU), por Giulietto Chiesa Por: GIULIETTO CHIESA Fonte: ilfattoquotidiano.it de 22.10.2012 Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli Esta\u00e7\u00e3o Kropotkinskaja, metr\u00f4 de Moscou Estou na fila, na esta\u00e7\u00e3o Kropotkinskaja do metr\u00f4 de Moscou. 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