{"id":255,"date":"2010-06-05T21:06:33","date_gmt":"2010-06-05T21:06:33","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=255"},"modified":"2010-06-05T21:07:36","modified_gmt":"2010-06-05T21:07:36","slug":"o-grotesco-sistema-financeiro-global-o-caso-da-grecia-por-john-pilger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=255","title":{"rendered":">>O Grotesco Sistema Financeiro Global: o caso da Gr\u00e9cia, por John Pilger"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/imagens\/logos\/logolance.jpg\" alt=\"null\" \/><br \/>\n<strong><em>Roubo econ\u00f4mico em escala sem precedentes.<br \/>\nA Gr\u00e9cia \u00e9 um microcosmo de uma guerra de classes moderna raramente reportada como tal. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte: Global Research , May 20, 2010 \/ NewStatesman <\/strong><\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Imediata<\/strong><\/p>\n<p>Embora a classe pol\u00edtica brit\u00e2nica pretenda que seu casamento de interesses entre partidos praticamente indistingu\u00edveis seja democracia, a inspira\u00e7\u00e3o para o restante de n\u00f3s \u00e9 a Gr\u00e9cia. N\u00e3o surpreende o fato de que a Gr\u00e9cia seja apresentada n\u00e3o como um farol, mas como um \u201cpa\u00eds esfarrapado\u201d, obtendo seu crescimento por meio do seu \u201csetor p\u00fablico inchado\u201d e sua \u201ccultura de aparar as arestas\u201d (Observer). A heresia da Gr\u00e9cia \u00e9 que o levante de seus cidad\u00e3os comuns fornece uma esperan\u00e7a aut\u00eantica, ao contr\u00e1rio daquela profusamente desperdi\u00e7ada pelo senhor da guerra na Casa Branca. <\/p>\n<p>A crise que levou ao \u201cresgate\u201d da Gr\u00e9cia pelos bancos europeus e pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional \u00e9 o produto de um grotesco sistema financeiro que est\u00e1, ele mesmo, em crise. A  Gr\u00e9cia \u00e9 um microcosmo de uma guerra de classes moderna, raramente reportada como tal, mas declarada com toda a urg\u00eancia do p\u00e2nico entre os ricos imperiais. <\/p>\n<p>O que torna a Gr\u00e9cia diferente \u00e9 que ela experimentou, num per\u00edodo que a mem\u00f3ria permite recordar, invas\u00e3o, ocupa\u00e7\u00e3o estrangeira, ditadura militar e resist\u00eancia popular. Os cidad\u00e3os comuns n\u00e3o se intimidaram com o corporativismo corrupto que domina a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. O governo de direita de Kostas Karamanlis que precedeu o governo Pasok (trabalhista) de George Papandreou foi descrito pelo soci\u00f3logo Jean Ziegler como \u201cuma m\u00e1quina de pilhagem sistem\u00e1tica dos recursos do pa\u00eds\u201d. <\/p>\n<p><strong>Roubo \u00e9pico <\/strong><\/p>\n<p>A m\u00e1quina tinha amigos infames. O conselho do US Federal Reserve est\u00e1 investigando o papel da Goldman Sachs, que apostou na bancarrota da Gr\u00e9cia, enquanto os ativos p\u00fablicos eram liquidaddos e os ricos evasores fiscais depositavam \u20ac 360 bilh\u00f5es em bancos su\u00ed\u00e7os. Esta hemorragia de capital continua, com aprova\u00e7\u00e3o dos bancos centrais e governos europeus. <\/p>\n<p>Ao n\u00edvel de 11 por cento, o d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio da Gr\u00e9cia n\u00e3o \u00e9 superior ao dos EUA. Entretanto, quando o governo Papandreou tentou obter empr\u00e9stimos no mercado de capitais internacional, foi eficazmente bloqueado pelas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco do EUA, que \u201crebaixaram\u201d a d\u00edvida grega \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de \u201cjunk\u201d &#8211; LIXO. Essas mesmas ag\u00eancias deram classifica\u00e7\u00f5es triple-A (A-tripla) para bilh\u00f5es de d\u00f3lares das chamadas obriga\u00e7\u00f5es hipotec\u00e1rias sub-prime, precipitando, assim, o colapso econ\u00f4mico de 2008. <\/p>\n<p>O que aconteceu na Gr\u00e9cia \u00e9 um roubo numa escala \u00e9pica, embora n\u00e3o de todo n\u00e3o familiar. Na Gr\u00e3-Bretanha, o \u201cresgate\u201d de bancos como o Northern Rock e o Royal Bank of Scotland custou bilh\u00f5es de libras. Gra\u00e7as a Gordon Brown e \u00e0 sua paix\u00e3o pelos instintos avaros da City, esses presentes de dinheiro p\u00fablico foram incondicionais, e os banqueiros continuaram a se remunerarem com a pilhagem que eles chamam de b\u00f4nuses, e a evadi-los para para\u00edsos fiscais. Sob a monocultura pol\u00edtica da Gr\u00e3-Bretanha, eles podem fazer como quiserem. Como foi reportado pelo jornalista investigativo David DeGraw,os principais bancos de Wall Street, que \u201cdestru\u00edram a economia\u201d, pagam zero de impostos e obt\u00eam US$ 33 bilh\u00f5es em reembolsos\u201d. <\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia, como nos EUA e na Gr\u00e3-Bretanha, foi dito aos cidad\u00e3os comuns que eles t\u00eam que pagar pela d\u00edvida dos ricos e poderosos que as contra\u00edram. Postos de trabalho, aposentadorias e servi\u00e7os p\u00fablicos devem ser eliminados e queimados, com os privatizadores no comando. Para a UE e o FMI, se apresenta a oportunidade de \u201cmudar a cultura\u201d e desmantelar a estrutura de bem-estar social da Gr\u00e9cia, da mesma forma como o FMI e o Banco Mundial aplicaram seus \u201cajustes estruturais\u201d a pa\u00edses (empobrecidos e controlados) em todo o mundo em desenvolvimento. <\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia \u00e9 odiada pela mesma raz\u00e3o que a Iugosl\u00e1via tinha que ser destru\u00edda fisicamente, sob a alega\u00e7\u00e3o de proteger o povo do Kosovo. A maioria dos gregos s\u00e3o empregados pelo estado, e os jovens e os sindicatos formam uma alian\u00e7a popular que n\u00e3o foi pacificada; os tanques dos coron\u00e9is no campus da Universidade de Atenas, em 1967, permanecem um espectro pol\u00edtico. Tal resist\u00eancia \u00e9 an\u00e1tema aos banqueiros centrais da Europa, que a consideram uma obstru\u00e7\u00e3o \u00e0 exig\u00eancia do capital alem\u00e3o de capturar mercados, depois da problem\u00e1tica reunifica\u00e7\u00e3o da Alemanha. <\/p>\n<p><strong>Terapia de choque <\/strong><\/p>\n<p>Na Gr\u00e3-Bretanha, essa tem sido a propaganda h\u00e1 30 anos de uma teoria econ\u00f4mica extrema conhecida antes como monetarismo, e depois, neoliberalismo, que o novo Primeiro Ministro pode, como seu antecessor, descrever suas demandas de que os cidad\u00e3os comuns paguem as d\u00edvidas dos escroques, como \u201cfiscalmente respons\u00e1veis\u201d. O que n\u00e3o se menciona \u00e9 a pobreza e a classe. <\/p>\n<p>Quase um ter\u00e7o das crian\u00e7as da Gr\u00e3-Bretanha est\u00e3o abaixo da linha de alimenta\u00e7\u00e3o m\u00ednima desej\u00e1vel. No bairro oper\u00e1rio de Kentish Town, em Londres, a expectativa de vida para os homens \u00e9 de 70 anos. J\u00e1 em Hampstead, distante somente duas milhas, \u00e9 de 80. Quando a R\u00fassia foi sujeitada a uma \u201cterapia de choque\u201d similar, nos anos 1990, a expectativa de vida despencou. Nos Estados Unidos, um n\u00famero recorde de 40 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o s\u00e3o capazes de se prover de alimentos.<\/p>\n<p>No mundo em desenvolvimento, um sistema de triagem imposto pelo Banco Mundial e pelo FMI determinou h\u00e1 muito tempo se as pessoas podem viver ou devem morrer. Sempre que se eliminam tarifas e subs\u00eddios alimentares e de combust\u00edveis, como imposi\u00e7\u00e3o do FMI, os pequenos cultivadores sabem que foram considerados descart\u00e1veis. O World Resources Institute estima que o custo se situa entre 13 e 18 milh\u00f5es de mortes, a cada ano. Isso, conforme escreveu o economista Lester C Thurow: \u201cn\u00e3o \u00e9 nem uma met\u00e1fora nem algo parecido com uma guerra, \u00e9 a pr\u00f3pria guerra\u201d. <\/p>\n<p>As mesmas for\u00e7as imperiais que t\u00eam usado armas monstruosas contra pa\u00edses atacados onde as crian\u00e7as s\u00e3o a maioria da popula\u00e7\u00e3o, e que aprovaram a tortura como um instrumento de pol\u00edtica de rela\u00e7\u00f5es exteriores. \u00c9 um fen\u00f4meno de puro estado de nega\u00e7\u00e3o que nenhum desses ataques contra a humanidade, nos quais a Gr\u00e3-Bretanha est\u00e1 ativamente engajada, tenha sido permitido de fazer parte integrante da elei\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica. <\/p>\n<p>O povo nas ruas de Atenas n\u00e3o sofre desse \u201cmalaise\u201d. Eles sabem muito bem quem \u00e9 o inimigo e se v\u00eaem, mais uma vez, sob ocupa\u00e7\u00e3o estrangeira. E mais uma vez, est\u00e3o se revoltando, com coragem. Quando David Cameron come\u00e7a com um corte de \u00a3 6 bilh\u00f5es nos servi\u00e7os p\u00fablicos da Gr\u00e3-Bretanha, ele logo estar\u00e1 regateando que o ocorrido na Gr\u00e9cia n\u00e3o acontecer\u00e1 na Gr\u00e3-Bretanha. Provaremos que ele est\u00e1 errado. <\/p>\n<p><strong>Grotesque Global Financial System: Greece. Economic Theft on an Unprecedented Scale<br \/>\nGreece is a microcosm of a modern class war rarely reported as such.<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>by John Pilger <\/strong><\/p>\n<p><strong>Global Research , May 20, 2010 <\/p>\n<p>NewStatesman <\/strong><\/p>\n<p>As Britain &#8216;s political class pretends that its arranged marriage of Tweedledee to Tweedledum is democracy, the inspiration for the rest of us is Greece . It is hardly surprising that Greece is presented not as a beacon, but as a &#8220;junk country&#8221; getting its comeuppance for its &#8220;bloated public sector&#8221; and &#8220;culture of cutting corners&#8221; (Observer). The heresy of Greece is that the uprising of its ordinary people provides an authentic hope unlike that lavished upon the warlord in the White House. <\/p>\n<p>The crisis that has led to Greece &#8216;s &#8220;rescue&#8221; by European banks and the International Monetary Fund is the product of a grotesque financial system that itself is in crisis. Greece is a microcosm of a modern class war rarely reported as such, but waged with all the urgency of panic among the imperial rich. <\/p>\n<p>What makes Greece different is that it has experienced, within living memory, invasion, foreign occupation, military dictatorship and popular resistance. Ordinary people are not cowed by the corrupt corporatism that dominates the European Union. The right-wing government of Kostas Karamanlis that preceded the present Pasok (Labour) government of George Papandreou was described by the sociologist Jean Ziegler as &#8220;a machine for systematically pillaging the country&#8217;s resources&#8221;. <\/p>\n<p><strong>Epic theft <\/strong><\/p>\n<p>The machine had infamous friends. The US Federal Reserve board is investigating the role of Goldman Sachs, which gambled on the bankruptcy of Greece as public assets were sold off and its tax-evading rich deposited \u20ac360bn in Swiss banks. This haemorrhaging of capital continues with the approval of Europe &#8216;s central banks and governments. <\/p>\n<p>At 11 per cent, Greece &#8216;s budget deficit is no higher than America &#8216;s. However, when the Papandreou government tried to borrow on the international capital market, it was effectively blocked by the US corporate ratings agencies, which &#8220;downgraded&#8221; Greek debt to &#8220;junk&#8221;. These same agencies gave triple-A ratings to billions of dollars in so-called sub-prime mortgage securities and so precipitated the economic collapse in 2008. <\/p>\n<p>What has happened in Greece is theft on an epic, though not unfamiliar, scale. In Britain , the &#8220;rescue&#8221; of banks such as Northern Rock and the Royal Bank of Scotland has cost billions of pounds. Thanks to Gordon Brown and his passion for the avaricious instincts of the City, these gifts of public money were unconditional, and the bankers have continued to pay each other the booty they call bonuses and to spirit it away to tax havens. Under Britain &#8216;s political monoculture, they can do as they wish. In the US , the situation is even more remarkable. As the investigative journalist David DeGraw has reported, the principal Wall Street banks that &#8220;destroyed the economy pay zero in taxes and get $33bn in refunds&#8221;. <\/p>\n<p>In Greece , as in America and Britain , the ordinary people have been told they must repay the debts of the rich and powerful who incurred them. Jobs, pensions and public services are to be slashed and burned, with privateers put in charge. For the EU and the IMF, the opportunity presents to &#8220;change the culture&#8221; and to dismantle the social welfare of Greece, just as the IMF and the World Bank have &#8220;structurally adjusted&#8221; (impoverished and controlled) countries across the developing world. <\/p>\n<p>Greece is hated for the same reason Yugoslavia had to be destroyed physically behind a pretence of protecting the people of Kosovo. Most Greeks are employed by the state, and the young and the trade unions comprise a popular alliance that has not been pacified; the colonels&#8217; tanks on the campus of Athens University in 1967 remain a political spectre. Such resistance is anathema to Europe &#8216;s central bankers and regarded as an obstruction to German capital&#8217;s need to capture markets in the aftermath of Germany &#8216;s troubled reunification. <\/p>\n<p><strong>Shock therapy <\/strong><\/p>\n<p>In Britain , such has been the 30-year propaganda of an extreme economic theory known first as monetarism, then as neoliberalism, that the new Prime Minister can, like his predecessor, describe his demands that ordinary people pay the debts of crooks as &#8220;fiscally responsible&#8221;. The unmentionables are poverty and class. <\/p>\n<p>Almost a third of British children remain below the breadline. In working-class Kentish Town in London , male life expectancy is 70. Two miles away, in Hampstead, it is 80. When Russia was subjected to similar &#8220;shock therapy&#8221; in the 1990s, life expectancy nosedived. In the United States , a record 40 million cannot afford to feed themselves. <\/p>\n<p>In the developing world, a system of triage imposed by the World Bank and the IMF has long determined whether people live or die. Whenever tariffs and food and fuel subsidies are eliminated by IMF diktat, small farmers know they have been declared expendable. The World Resources Institute estimates that the toll reaches between 13 and 18 million child deaths every year. This, wrote the economist Lester C Thurow, is &#8220;neither metaphor nor simile of war, but war itself&#8221;. <\/p>\n<p>The same imperial forces have used horrific weapons against stricken countries where children are the majority, and approved torture as an instrument of foreign policy. It is a phenomenon of denial that none of these assaults on humanity, in which Britain is actively engaged, was allowed to intrude on the British election. <\/p>\n<p>The people on the streets of Athens do not suffer this malaise. They are clear who the enemy is and regard themselves as once again under foreign occupation. And once again, they are rising up, with courage. When David Cameron begins to cleave \u00a36bn from public services in Britain , he will be bargaining that Greece will not happen in Britain . We should prove him wrong. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roubo econ\u00f4mico em escala sem precedentes. A Gr\u00e9cia \u00e9 um microcosmo de uma guerra de classes moderna raramente reportada como tal. Fonte: Global Research , May 20, 2010 \/ NewStatesman Tradu\u00e7\u00e3o: Imediata Embora a classe pol\u00edtica brit\u00e2nica pretenda que seu casamento de interesses entre partidos praticamente indistingu\u00edveis seja democracia, a inspira\u00e7\u00e3o para o restante de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-255","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-lance-de-dados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/255","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=255"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/255\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":257,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/255\/revisions\/257"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=255"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=255"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=255"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}