{"id":247,"date":"2010-05-20T18:52:34","date_gmt":"2010-05-20T18:52:34","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=247"},"modified":"2010-05-20T18:53:16","modified_gmt":"2010-05-20T18:53:16","slug":"%e2%80%9cnem-deus-nem-patrao-nem-marido%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=247","title":{"rendered":">>\u201cNem Deus, Nem Patr\u00e3o, Nem Marido\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/imagens\/logos\/logoanarcom.jpg\" alt=\"null\" \/><\/p>\n<p><strong>A hist\u00f3ria de 4 oper\u00e1rias que lan\u00e7aram um jornal anarcofeminista. Esta \u00e9 a base do filme \u201cNem Deus, Nem Patr\u00e3o, Nem Marido\u201d, de Laura Ma\u00f1\u00e1, que estr\u00e9ia na Argentina em 24 de junho de 2010.<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/imagens\/nidios.jpg\" alt=\"null\" \/><\/p>\n<p><strong>Sinopse<\/strong><\/p>\n<p>Quando a pol\u00edcia rosarina amea\u00e7a de morte Virg\u00ednia Bolten como repres\u00e1lia a seu discurso anarquista, esta se emigra para Buenos Aires. Uma vez ali, busca ref\u00fagio na casa de Rogelio, um homem de esp\u00edrito generoso e solid\u00e1rio que foi amigo de seu pai. Virg\u00ednia logo estabelece com Matilde, uma mulher tamb\u00e9m anarquista que leva a cabo sua milit\u00e2ncia em uma f\u00e1brica de fia\u00e7\u00e3o, propriedade de Genaro Volpone.<\/p>\n<p>Este encontro se produz quando na fia\u00e7\u00e3o estoura um conflito pela demiss\u00e3o de uma das oper\u00e1rias. \u00c9 nessa ocasi\u00e3o, a presen\u00e7a de Virg\u00ednia \u00e9 decisiva para levar adiante o protesto. Ainda que as medidas de for\u00e7a n\u00e3o alcancem seus objetivos, como conseq\u00fc\u00eancia da mesma se constitui um grupo que, junto a Virg\u00ednia, tentar\u00e1 tornar realidade um velho projeto desta: a edi\u00e7\u00e3o de um peri\u00f3dico anarquista em que a voz da mulher ressoe com uma firmeza e contund\u00eancia in\u00e9dita para a \u00e9poca.<\/p>\n<p>Depois de se salvar de v\u00e1rios rev\u00e9s, o peri\u00f3dico La Voz de la Mujer ganha as ruas, convertendo-se no primeiro na Am\u00e9rica Latina que englobou as id\u00e9ias comunistas-anarquistas e feministas.<\/p>\n<p>A fortaleza da personalidade de Bolten transcendeu os limites da cidade: ela encabe\u00e7ou a primeira comemora\u00e7\u00e3o e marcha pelo 1\u00ba de Maio, em 1890.<\/p>\n<p><strong>Ficha art\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>Maria Alche, Alejandra Darin, Ulises Dumont, Daniel Fanego, Ana Fernandez, Agatha Fresco, Joaquin Furriel, Esther Goris, Jorge Marrale, Laura Novoa, Eugenia Tobal.<\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p>Dirigida por Laura Ma\u00f1a; Roteiro: Graciela Maglie e Esther Goris; Diretor de produ\u00e7\u00e3o: Facundo Ramilo; Fotografia: Oscar Perez; Som: Jorge Stavropulos; M\u00fasica original: Mauro L\u00e1zzaro; Edi\u00e7\u00e3o: Frank Guti\u00e9rrez; Vestu\u00e1rio: Graciela Gaj\u00e1n; Produtor executivo: Alejandra Brandan (Arg), Maria Jose Poblador (Esp); Produ\u00e7\u00e3o Geral: Fernando Sokolowicz, Maria Jose Poblador, Claudio Corbelli.<\/p>\n<p>Uma produ\u00e7\u00e3o de San Luis Cine, Cinema Uno e Luna Films em co-produ\u00e7\u00e3o com FELEI Cooperativa Ltda., Fundaci\u00f3n C&#038;M e Aleph Media com apoio de INCAA, ICAA e Generalitat de Catalunha. Distribui\u00e7\u00e3o: Primer Plano Film Group S.A.<\/p>\n<p><strong>A respeito de Virginia Bolten<\/strong><\/p>\n<p>Era filha de um vendedor ambulante alem\u00e3o. Trabalhou em uma f\u00e1brica de sapatos e logo na empresa a\u00e7ucareira Refinaria Argentina de Ros\u00e1rio. Casou-se com um anarquista uruguaio de sobrenome M\u00e1rquez, ativista no gr\u00eamio de sapateiros.<\/p>\n<p>Em 1\u00b0 de Maio de 1890, encabe\u00e7ou a primeira manifesta\u00e7\u00e3o pelo 1\u00b0 de Maio em comemora\u00e7\u00e3o aos M\u00e1rtires de Chicago, levantando uma bandeira negra em letras vermelhas com os escritos: &#8220;1\u00b0 de Maio, Fraternidade Universal&#8221;. Logo depois de pronunciar um discurso revolucion\u00e1rio e difundir propaganda anarquista aos trabalhadores em frente da Refinaria Argentina, \u00e9 detida sob a acusa\u00e7\u00e3o de atentar contra a ordem social. Foi a primeira mulher oradora em uma concentra\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Durante 1896\/1897 editou o primeiro peri\u00f3dico anarcofeminista La Voz de la Mujer, cujo lema era &#8220;Nem Deus, nem patr\u00e3o, nem marido&#8221;. Neste peri\u00f3dico se divulgam os ideais do comunismo libert\u00e1rios, as injusti\u00e7as contra os trabalhadores e em especial contra as mulheres. Tamb\u00e9m colaborou nas p\u00e1ginas do jornal La Protesta.<\/p>\n<p>Participou como oradora em atos anarquistas em cidades como San Nicol\u00e1s de los Arroyos, Campana, Tandil y Mendoza. Em novembro de 1900 foi presa junto a Teresa Marchisio e outros quatro anarquistas por organizar uma contramarcha em rep\u00fadio \u00e0 prociss\u00e3o cat\u00f3lica da Virgen de la Roca, em Ros\u00e1rio. Tamb\u00e9m organizou a &#8220;Casa del Pueblo&#8221; junto a outros anarquistas, realizando eventos pol\u00edticos-culturais, debates, discuss\u00f5es, leitura de poesia e teatro para os oper\u00e1rios. Em 20 de outubro de 1901 foi presa por distribuir propaganda anarquista nas portas da Refinaria Argentina durante um conflito em que morreu pela repress\u00e3o policial o oper\u00e1rio Cosme Budislavich. Em 1902 participou de uma manifesta\u00e7\u00e3o em Montevid\u00e9u no 1\u00b0 de Maio, e como oradora denunciou a Lei de Resid\u00eancia Argentina e a repress\u00e3o ao movimento oper\u00e1rio. Este ano participou tamb\u00e9m de um ato do Sindicato Portu\u00e1rio no teatro San Mart\u00edn. Em 1904 voltou a Buenos Aires e formou parte do Comit\u00ea de Greve Feminino organizado pela Federa\u00e7\u00e3o Oper\u00e1ria Argentina, mobilizando aos trabalhadores do Mercado de Frutos de Buenos Aires. Essas febris atividades causaram em Virginia Bolten problemas de sa\u00fade; seus companheiros do grupo de teatro Germinal iniciaram uma coleta em seu benef\u00edcio. Em 1905 foi novamente presa e seu companheiro M\u00e1rquez foi deportado ao Uruguai, aplicando-se a Lei de Resid\u00eancia.<\/p>\n<p>Em 1907, participou na greve de inquilinos como parte do &#8220;Centro Feminino Anarquista&#8221;, raz\u00e3o pela qual se aplicou a Lei de Resid\u00eancia e foi expulsa para o Uruguai, sendo Montevid\u00e9u seu lugar de radica\u00e7\u00e3o definitiva. Sua casa se converteu em uma base de opera\u00e7\u00f5es dos anarquistas deportados da Argentina. No Uruguai se reuniu com sua fam\u00edlia, composta por M\u00e1rquez e seus filhos pequenos. Em 1909 colaborou com o peri\u00f3dico anarcofeminista dirigido por Juana Rouco Buela, La Nueva Senda (1909-1910). Em Montevid\u00e9u organizou protestos pela brutal repress\u00e3o ao 1\u00b0 de Maio de 1909 em Buenos Aires, onde as for\u00e7as policiais de Ram\u00f3n Falc\u00f3n assassinaram cerca de uma dezena de oper\u00e1rios. Tamb\u00e9m participou da campanha a favor do pedagogo Francisco Ferrer y Guardia, fusilado en Montjuich em 1911. Neste ano trabalhou na Associa\u00e7\u00e3o Feminina &#8211; Emancipaci\u00f3n, organizando as mulheres anticlericais, a operadoras telef\u00f4nicas (em sua maioria mulheres) e ativa contra as sufragistas femininas.<\/p>\n<p>Formou parte do grupo que apoiou o anarco-battlismo junto a Francisco Berri, Adrian Zamboni y Orsini Bertan (anarquistas que apoiavam ao regime do presidente reformista Battle y Ord\u00f3\u00f1ez, que laicizou o estado e a reparti\u00e7\u00e3o p\u00fablica, al\u00e9m de nacionalizar empresas de capitais estrangeiros). Durante este processo, o anarquismo perdeu apoio popular e ganhou preponder\u00e2ncia o Partido Socialista do Uruguai. Durante 1913 o peri\u00f3dico do partido, chamado El Socialista, atacou fortemente a Bolten e seu grupo, acusando-las de trair ao movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos de sua vida integrou o Centro Internacional de Estudos Sociais, uma associa\u00e7\u00e3o  libert\u00e1ria de Montevid\u00e9u durante 1923. Segundo se cr\u00ea, continuou vivendo no bairro de Manga, em Montevid\u00e9u at\u00e9 sua morte, ao redor de 1960.<\/p>\n<p>Virginia Bolten foi apelidada a &#8220;Louise Michel rosarina&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Virginia_Bolten  \">http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Virginia_Bolten  <\/a><\/p>\n<p><strong>Sobre a diretora<\/strong><\/p>\n<p>Laura Ma\u00f1a, nasceu em Barcelona, Catalunha, Espanha, em 12 de janeiro de 1968. \u00c9 atriz e diretora de cinema.<\/p>\n<p><strong>Biofilmografia<\/strong><\/p>\n<p>Como Diretora: La vida empieza hoy &#8211; A vida come\u00e7a hoje (2008); Ni Dios, ni patr\u00f3n ni marido &#8211; Nem Deus, nem patr\u00e3o, nem marido (2007); Morir en San Hilario &#8211; Morrer em San Hil\u00e1rio (2005); Palabras encadenadas &#8211; Palavras acorrentadas (2003); Sexo por compasi\u00f3n &#8211; Sexo por compaix\u00e3o (2000); Paraules (1997).<\/p>\n<p>Como Atriz: Romasanta (2004); Trece campanadas &#8211; Treze Badaladas; Nowhere; Libertarias (1996); Pizza Arrabbiata (1995); La Teta y la luna &#8211; A teta e a lua (1994); Lolita al desnudo &#8211; Lolita descoberta (1991).<\/p>\n<p><strong>ag\u00eancia de not\u00edcias anarquistas-ana<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de 4 oper\u00e1rias que lan\u00e7aram um jornal anarcofeminista. Esta \u00e9 a base do filme \u201cNem Deus, Nem Patr\u00e3o, Nem Marido\u201d, de Laura Ma\u00f1\u00e1, que estr\u00e9ia na Argentina em 24 de junho de 2010. 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