{"id":2384,"date":"2012-08-16T01:33:23","date_gmt":"2012-08-16T01:33:23","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=2384"},"modified":"2012-08-16T01:36:19","modified_gmt":"2012-08-16T01:36:19","slug":"cinco-minutos-com-john-holloway-para-%e2%80%9cver-brotar-nos-anti-mundos-das-lutas-quotidianas-o-mundo-alem-do-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=2384","title":{"rendered":">> Cinco minutos com John Holloway, para Ver brotar nos anti-mundos das lutas quotidianas, &#8220;O MUNDO AL\u00c9M DO CAPITALISMO&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><\/br><\/p>\n<p><strong>Cinco minutos com John Holloway, para Ver brotar nos anti-mundos das lutas quotidianas, &#8220;O MUNDO AL\u00c9M DO CAPITALISMO&#8221;<\/p>\n<p><\/br><\/p>\n<p>Ver brotar nos anti-mundos das lutas quotidianas, o MUNDO AL\u00c9M DO CAPITALISMO<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/player.vimeo.com\/video\/44351701?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=f20511\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen><\/iframe> <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/vimeo.com\/44351701\">ana luisa lolosidis, kelly cho, vittoria belli<\/a> from <a href=\"http:\/\/vimeo.com\/user7155230\">vittoria belli<\/a> on <a href=\"http:\/\/vimeo.com\">Vimeo<\/a>.<\/p>\n<p><\/br><\/p>\n<p>O mundo al\u00e9m do capitalismo<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Por: John Holloway<br \/>\nFonte: The Guardian via commondreams<br \/>\nTranscri\u00e7\u00e3o traduzida e formata\u00e7\u00e3o em poesia: Mario S. Mieli<br \/>\n<\/br><br \/>\nO mundo al\u00e9m do capitalismo<br \/>\nUm lugar engra\u00e7ado,<br \/>\num lugar divertido<br \/>\num mundo dan\u00e7ante<br \/>\nde cores resplandecentes<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Um mundo no qual borbulhamos<br \/>\ne transbordamos um no outro e para al\u00e9m<br \/>\num mundo sem linhas r\u00edgidas<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Um mundo no qual as identidades existem<br \/>\nsomente para serem transcendidas<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Um mundo no qual a base da exist\u00eancia humana<br \/>\nn\u00e3o \u00e9 a identidade, mas o reconhecimento m\u00fatuo<br \/>\nde nossas dignidades.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>N\u00e3o: \u2018Eu sou\u2019, \u2018Voc\u00ea \u00e9\u2019, mas<br \/>\nVoc\u00ea \u00e9 n\u00f3s? O criar se torna?<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Uma diferente forma de organiza\u00e7\u00e3o<br \/>\npara uma diferente forma de nos juntarmos<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>O reconhecimento m\u00fatuo dos humanos,<br \/>\nmas tamb\u00e9m, de uma maneira diferente,<br \/>\no reconhecimento m\u00fatuo entre as formas de vida humanas e n\u00e3o humanas<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Absurdo, \u00e9 claro&#8230;<br \/>\nN\u00e3o fosse pelo fato de que j\u00e1 existe esse potencial<br \/>\ncomo rebeli\u00e3o, como a for\u00e7a daquilo que ainda n\u00e3o \u00e9 presente<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Para encontrar o mundo que poderia existir<br \/>\ndepois do capitalismo<br \/>\nPrecisamos ver os anti-mundos que j\u00e1 est\u00e3o sendo criados<br \/>\nnas incont\u00e1veis lutas contra o capitalismo<br \/>\nIncont\u00e1veis rachaduras<br \/>\nna textura da domina\u00e7\u00e3o capitalista<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Um mundo al\u00e9m do capitalismo s\u00f3 pode ser<br \/>\na destila\u00e7\u00e3o dos sonhos sonhados contra as opress\u00f5es<br \/>\na reden\u00e7\u00e3o dos anseios de todos aqueles que t\u00eam lutado por um mundo melhor<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Vejam ent\u00e3o os anti-mundos experimentais<br \/>\nque t\u00eam sido criados nas lutas contra o capitalismo,<br \/>\nas assembleias que caracterizam os movimentos de Ocupa\u00e7\u00e3o<br \/>\ne sua rejei\u00e7\u00e3o da democracia representativa<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>[Vejam] os protestos contra as armas de fogo, a viol\u00eancia, a guerra<br \/>\ne os movimentos n\u00e3o s\u00f3 contra o dom\u00ednio masculino<br \/>\nmas pela supera\u00e7\u00e3o de toda classifica\u00e7\u00e3o das pessoas por sexo e sexualidade,<br \/>\nos milh\u00f5es que lutam contra a destrui\u00e7\u00e3o da terra, desenvolvendo uma diferente sociabilidade com todas as formas n\u00e3o humanas de vida<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>a constante instiga\u00e7\u00e3o a viver<br \/>\nnum tempo libertado do rel\u00f3gio<br \/>\nnum espa\u00e7o libertado da r\u00e9gua de medi\u00e7\u00e3o,<br \/>\no constante impulso,<br \/>\ninsepar\u00e1vel da nossa humanidade,<br \/>\nde determinar o nosso pr\u00f3prio fazer<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Nas rachaduras, nas recusas  e nas recria\u00e7\u00f5es<br \/>\ndos anti-mundos das lutas quotidianas<br \/>\n\u00e9 onde o poss\u00edvel, urgente e necess\u00e1rio<br \/>\nmundo al\u00e9m do capitalismo pode ser encontrado<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Pensem nessas duas imagens:<br \/>\nNa Revolu\u00e7\u00e3o de Julho de 1830,<br \/>\nsegundo Walter Benjamin,<br \/>\nna primeira noite de luta,<br \/>\nrel\u00f3gios e torres de rel\u00f3gios<br \/>\nforam derrubados simult\u00e2nea e independentemente<br \/>\nem v\u00e1rios lugares, em Paris&#8230;<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Em uma entrevista, quando perguntaram ao subcomandante Marcos qual seria o seu sonho de  sociedade futura, ele disse que<br \/>\na sociedade pela qual os zapatistas  lutam<br \/>\nseria como um programa de cinema,<br \/>\nonde se poderia escolher viver um filme diferente a cada dia<br \/>\nQue a raz\u00e3o pela qual eles pensaram e se revoltaram \u00e9 porque, nos \u00faltimos 500 anos,<br \/>\nforam for\u00e7ados a viver o mesmo filme<br \/>\nrepetid\u00edssimas vezes<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>De fato, no apogeu das lutas em Atenas,<br \/>\nem dezembro de 2008,<br \/>\no povo derrubou os muros de um estacionamento<br \/>\ne o converteu em um jardim comunit\u00e1rio<br \/>\nno meio da cidade: Navarino Park&#8230;<br \/>\num lugar para se aproveitar, para as crian\u00e7as brincarem<br \/>\num lugar para se cultivar legumes, fazer reuni\u00f5es, tocar m\u00fasica<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Isso \u00e9 comunismo<br \/>\nEsse \u00e9 o mundo que queremos<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Nas assembleias de bairro, durante a revolta na Argentina h\u00e1 dez anos<br \/>\numa senhora idosa levantou-se e disse que tinha perdido o seu cachorro<br \/>\nOs ativistas pol\u00edticos disseram que aquilo n\u00e3o fazia parte da agenda<br \/>\nMas a assembleia organizou uma busca do cachorro<br \/>\ne o encontraram.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Isso \u00e9 comunismo<br \/>\nEsse \u00e9 o poss\u00edvel mundo do futuro<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco minutos com John Holloway, para Ver brotar nos anti-mundos das lutas quotidianas, &#8220;O MUNDO AL\u00c9M DO CAPITALISMO&#8221; Ver brotar nos anti-mundos das lutas quotidianas, o MUNDO AL\u00c9M DO CAPITALISMO ana luisa lolosidis, kelly cho, vittoria belli from vittoria belli on Vimeo. 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