{"id":2348,"date":"2012-08-08T02:44:32","date_gmt":"2012-08-08T02:44:32","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=2348"},"modified":"2012-08-08T02:48:28","modified_gmt":"2012-08-08T02:48:28","slug":"sair-do-labirinto-dos-espelhos-e-cair-de-volta-na-realidade-a-humanidade-%e2%80%9cdesligada%e2%80%9d-na-era-da-internet-por-sonia-savioli","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=2348","title":{"rendered":">> Sair do labirinto dos espelhos e cair de volta na real(idade) &#8211; a humanidade \u201cdesligada\u201d na era da internet, por Sonia Savioli"},"content":{"rendered":"<p><\/br><br \/>\n<strong>Sair do labirinto dos espelhos e cair de volta na real(idade) &#8211; a humanidade \u201cdesligada\u201d na era da internet<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Por: Sonia Savioli<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/www.ilcambiamento.it\/culture_cambiamento\/tornare_reale_umanita_scollegata_internet.html\">ilcambiamento<\/a> de 7 de agosto de 2012<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/cavi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/cavi.jpg\" alt=\"\" title=\"cavi\" width=\"250\" height=\"187\" class=\"alignright size-full wp-image-2349\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Hoje vivemos quase sempre em ambientes artificiais e em isolamento, comunicando pouco e mal com quem habita nossos espa\u00e7os, passando muitas horas na frente da tela de um computador, todos ligados mas, ao mesmo tempo, \u201cdesligados\u201d. Mas a realidade \u00e9 outra; como voltar para ela?<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nQuando se come\u00e7ou a falar de organismos geneticamente modificados e, em consequ\u00eancia, <strong>dos torpes eventos relacionados com a multinacional Monsanto<\/strong>, perguntei-me quem seriam as pessoas que poderiam trabalhar para uma empresa dessas e o que elas sentiam, sabendo que elas tamb\u00e9m, ainda que mais ou menos involuntariamente, fossem respons\u00e1veis. N\u00e3o pensava nos diretores: quanto a eles n\u00e3o era preciso se fazer tantas perguntas. Pensava nos faxineiros, empregados, oper\u00e1rios.<br \/>\n<\/br><br \/>\nNa \u00e9poca em que eu trabalhava na C\u00e2mara do Trabalho de Mil\u00e3o, tive que fazer uma mat\u00e9ria fotogr\u00e1fica na f\u00e1brica da empresa <strong>Agusta. Aquela dos helic\u00f3pteros de guerra<\/strong>. Era uma f\u00e1brica de engenharia, obviamente. Fui acompanhada por um sindicalista da FIOM e recebida cordialmente por oper\u00e1rios e t\u00e9cnicos que me fizeram visitar os departamentos, explicando-me suas fun\u00e7\u00f5es e tarefas, facilitando o meu trabalho. <strong>Eram companheiros, lutavam pelos direitos dos oper\u00e1rios e por uma maior justi\u00e7a social.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Constru\u00edam m\u00e1quinas de guerra para um pa\u00eds \u201cdominador\u201d.<\/strong> Um pa\u00eds capitalista e imperialista, embora de \u201csegunda linha\u201d, e que demonstrou nesses anos querer us\u00e1-las para sujeitar outros povos, outros trabalhadores. <strong>E \u201csujeitar\u201d com as armas significa matar, mutilar, destruir.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nApesar disso, oper\u00e1rios, sindicalistas, companheiros continuavam trabalhando para a Agusta. Como para a Monsanto, a Coca Coca, a McDonald\u2019s&#8230;<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>General, seu tanque \u00e9 uma m\u00e1quina poderosa,<br \/>\naplaina um bosque e esmaga cem homens.<br \/>\nMas tem um defeito: precisa de um motorista.<br \/>\n<\/br><br \/>\nGeneral, seu bombardeiro \u00e9 poderoso.<br \/>\nVoa mais r\u00e1pido que uma tempestade e leva mais de um elefante.<br \/>\nMas tem um defeito: precisa de um mec\u00e2nico.<br \/>\n<\/br><br \/>\nGeneral, o homem faz de tudo.<br \/>\nPode voar e pode matar. Mas tem um defeito: pode pensar.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nAntes, eu gostava dessa poesia de <strong>Bertolt Brecht<\/strong>, ela me dava esperan\u00e7a. Nos \u00faltimos anos, por\u00e9m, quando trope\u00e7o nela, penso com inc\u00f4modo <strong>\u201ccaro poeta, desta vez voc\u00ea n\u00e3o matou a charada\u201d<\/strong>.<br \/>\n<\/br><br \/>\nVi num programa na tev\u00ea oper\u00e1rias que jogavam pintinhos vivos no triturador de carne (N.do T.: ver  Granjas da perversidade, filme \u201cFarm to Fridge\u201d <a href=\"http:\/\/imediata.org\/?p=2335\">http:\/\/imediata.org\/?p=2335<\/a> ]: mulheres e m\u00e3es de fam\u00edlia, gente que, por instinto e cultura, cria \u201cpintinhos\u201d, cuida deles, os protege, os mant\u00eam seguros. Vi, no meu trabalho de fot\u00f3grafa, mulheres que amarravam ratos supinos e com as patas abertas em mesas de madeira, como crucifixos, para injetar-lhes subst\u00e2ncias qu\u00edmicas; t\u00e9cnicos que injetavam c\u00e9lulas tumorais e que, em suas casas, tinham um cachorrinho que amavam como se fosse outra pessoa da fam\u00edlia.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/pc.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/pc.jpg\" alt=\"\" title=\"pc\" width=\"250\" height=\"150\" class=\"alignright size-full wp-image-2350\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nPor outro lado, n\u00e3o vemos todos os dias, pais amorosos que enchem os pr\u00f3prios filhos de venenos, s\u00f3cios do WWF com uma Land Rover em Mil\u00e3o, amantes de animais de casac\u00e3o com colarinho de pelo de cachorro?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Por qu\u00ea? Por qu\u00ea cresceu assim nos comportamentos humanos a ignor\u00e2ncia irrespons\u00e1vel, o \u201cdesligamento\u201d, a contradi\u00e7\u00e3o? <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nTalvez porque os seres humanos da atual sociedade industrial n\u00e3o t\u00eam quase mais nenhum contato com a realidade da vida, a n\u00e3o ser atrav\u00e9s de fragmentos. Por isso n\u00e3o sou capaz de avaliar as consequ\u00eancias e nem as causas dos pr\u00f3prios comportamentos.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>A realidade da vida \u00e9 o ambiente natural, <\/strong>terras e \u00e1guas, \u00e1rvores e animais, e \u00e9 o ambiente social, os outros seres humanos que fazem parte da fam\u00edlia, da comunidade, da humanidade.<br \/>\n<\/br><br \/>\nHoje vivemos quase sempre em ambientes artificiais e quase n\u00e3o comunicamos nem mesmo com os nossos parentes: com eles nos reunimos em volta da moderna  lareira, a televis\u00e3o. Sempre que cada um n\u00e3o esteja no pr\u00f3prio quarto em frente ao pr\u00f3prio computador. <\/br><br \/>\n<strong>Uma sociedade de dom\u00ednio e competi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma sociedade de isolamento, aliena\u00e7\u00e3o, divis\u00e3o. E especializa\u00e7\u00e3o. <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nVivemos no artif\u00edcio e na solid\u00e3o.<br \/>\n<\/br><br \/>\nVivemos cada vez menos ao ar livre. At\u00e9 o campon\u00eas \u201cintensivo\u201d trabalha, na maioria das vezes com e em m\u00e1quinas e, terminado o tempo de trabalho, se entucha na frente do <strong>televisor<\/strong> ou leva a mulher ao <strong>hipermercado<\/strong>. Os outros, os \u201ccidad\u00e3os\u201d, vivem dentro do  autom\u00f3vel, no televisor, na internet, dentro das vitrines das lojas, na academia; e isso vale ainda mais, tragicamente, para as crian\u00e7as. <\/br><br \/>\nN\u00e3o temos nenhuma rela\u00e7\u00e3o real nem mesmo com os ambientes onde passamos as f\u00e9rias ou os fins de semana, <strong>n\u00e3o os conhecemos, n\u00e3o os compreendemos, n\u00e3o sofremos as consequ\u00eancias dos estragos que neles provocamos.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nE o motivo porque os escolhemos, que com frequ\u00eancia \u00e9 s\u00f3 a publicidade paga em revistas especializadas ou em programas de televis\u00e3o especializados, com igual frequ\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m a competi\u00e7\u00e3o pelas f\u00e9rias que mais est\u00e3o na moda, o motivo nem o entendemos: parece-nos uma escolha livre e \u201cnatural\u201d.<br \/>\n<\/br><br \/>\nAssim \u00e9 com tudo. O diretor de empresa vampiresco e o oper\u00e1rio que fabrica as minas antipessoais, o vivisseccionador  e o transportador de lixo t\u00f3xico para os aterros da m\u00e1fia n\u00e3o \u201cveem\u201d as consequ\u00eancias, n\u00e3o s\u00e3o capazes de se identificarem, de imaginar, de <strong>ter comisera\u00e7\u00e3o<\/strong>.<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil, quando se vive em um apartamento de um condom\u00ednio, associar aquilo que acaba nos tubos de descarga da pr\u00f3pria casa com o c\u00e2ncer de um membro da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Assim como, quando se compra alimentos no supermercado, \u00e9 dif\u00edcil relacion\u00e1-los com os cru\u00e9is e infinitos sofrimentos dos animais nos laborat\u00f3rios qu\u00edmicos e nas unidades de cria\u00e7\u00e3o intensivas.<br \/>\n<\/br><br \/>\nPoder\u00edamos dar infinitos exemplos do \u201cdesligamento\u201d humano, da <strong>aliena\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>desresponsabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong> na adiantada sociedade industrial.<br \/>\n<\/br><br \/>\n Mas hoje h\u00e1 um novo instrumento de separa\u00e7\u00e3o da realidade e de isolamento do indiv\u00edduo: a <strong>internet<\/strong>.<br \/>\n<\/br><br \/>\nA internet nos \u201ctranca por dentro\u201d. Iludindo-nos de nos abrir espa\u00e7os imensos.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>A internet \u00e9 como o labirinto dos espelhos: nos d\u00e1 a impress\u00e3o de uma vastid\u00e3o e de uma infinita possibilidade de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.<\/strong> Ao contr\u00e1rio, como no labirinto dos espelhos, trata-se apenas do reflexo de n\u00f3s mesmos e do ambiente no qual vivemos; naquele reflexo continuamos a caminhar repercorrendo os nossos passos, sem encontrar uma sa\u00edda.<br \/>\n<\/br><br \/>\nComunicamos com pessoas que j\u00e1 t\u00eam, mais ou menos, as nossas mesmas ideias e cultura, nos iludimos, assim, de \u201cter feito a nossa parte\u201d, de ter dado impulso a um movimento ou a uma batalha. Mas n\u00e3o \u00e9 assim.<br \/>\n<\/br><br \/>\nE mesmo quando isso seja em parte verdade, <strong>mesmo quando a mobiliza\u00e7\u00e3o pela internet leva para a rua milhares de pessoas, trata-se de uma batalha que \u201cviaja no t\u00fanel\u201d: n\u00e3o atinge aqueles que n\u00e3o usam a internet ou n\u00e3o procuram na internet aquilo que n\u00f3s estamos procurando<\/strong>; n\u00e3o cresce, n\u00e3o muda os modos de pensar e de agir de quem n\u00e3o faz parte de tal movimento, n\u00e3o coloca em confronto.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Como numa panelinha, falamos entre n\u00f3s. Desabafamos. <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nConfirmamos nossas d\u00favidas sobre as not\u00edcias \u201coficiais\u201d procurando uma informa\u00e7\u00e3o alternativa ao contr\u00e1rio daqueles que n\u00e3o t\u00eam qualquer d\u00favidas sobre as informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelos donos do vapor, que n\u00e3o procurar\u00e3o e n\u00e3o achar\u00e3o na mir\u00edade de informa\u00e7\u00f5es que, tamb\u00e9m na Internet, os donos do vapor t\u00eam o tempo e a vontade de acumular.<br \/>\n<\/br><br \/>\nE n\u00f3s, depois que achamos aquelas informa\u00e7\u00f5es? No melhor dos casos, as enviamos \u00e0 nossa \u201cmailing list\u201d. Ou, num esfor\u00e7o supremo, organizaremos um encontro, uma confer\u00eancia, um debate sobre aquele argumento, avisando aqueles que constam da nossa mailing list ou aqueles com quem nos \u201ccomunicamos\u201d via facebook. Atirando contra os nossos reflexos.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>E n\u00e3o levamos nada, nem n\u00f3s mesmos, para aquela realidade que est\u00e1 fora do labirinto. <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nMas n\u00e3o seria dif\u00edcil.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Levo comigo o m\u00e1gico turquesa e me escondo sob as asas da \u00e1guia do amanhecer, entre as plumas do p\u00e1ssaro do c\u00e9u. E eis que meus inimigos n\u00e3o me veem. Eles creem ter um rem\u00e9dio poderoso mas eis que, eu me vou entre eles, n\u00e3o visto e mort\u00edfero.<\/strong><br \/>\n[Canto tradicional dos Navajo]<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u00c9 como um daqueles pequenos encantamentos dos contos de fada, basta a palavra certa ou o certo olhar para voltar \u00e0 realidade. <strong>Basta caminhar sobre uma estrada no campo ou mesmo num parque urbano, cultivar uma horta ou at\u00e9 algumas plantas num balc\u00e3o, preparar o p\u00e3o ou outros alimentos, costurar uma roupa, por exemplo, para recome\u00e7ar a tomar contato com a realidade material da vida.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/camminare1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/camminare1.jpg\" alt=\"\" title=\"camminare1\" width=\"250\" height=\"162\" class=\"alignright size-full wp-image-2351\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nE o \u201crem\u00e9dio poderoso\u201d, que nos torna invis\u00edveis aos inimigos porque n\u00e3o mais isolados, porque parte de uma comunidade em luta por uma mudan\u00e7a radical?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Bastaria colocar um folheto nas caixas postais de nossos vizinhos para dar uma informa\u00e7\u00e3o \u201calternativa\u201d ou convid\u00e1-los para um debate<\/strong>; fazer uma reuni\u00e3o de condom\u00ednio em que n\u00e3o se fale do condom\u00ednio, mas da <strong>reciclagem do lixo<\/strong> e do sistema capital\u00edstico-mafioso que est\u00e1 por tr\u00e1s dos incineradores; fazer um protesto sentados no mercado, na frente de uma f\u00e1brica ou de uma escola para informar e discutir sobre as despesas militares, sobre o que e como \u00e9 necess\u00e1rio produzir.<br \/>\n<\/br><br \/>\nBastaria usar a internet s\u00f3 como um ponto de partida, <strong>em pequenas doses<\/strong>, mantendo uma saud\u00e1vel desconfian\u00e7a para com um instrumento que, \u00e0s vezes, \u00e9 \u00fatil, mas que permanece amb\u00edguo, e usar a presen\u00e7a f\u00edsica, a palavra, o encontro, para sair do labirinto. Para retomar contato com a realidade humana e, como \u00e9 inevit\u00e1vel com qualquer contato, mud\u00e1-la e mudar.<br \/>\n<\/br><br \/>\nSe consegu\u00edssemos retornar \u00e0 realidade, e assim, fazer retornar \u00e0 realidade outros seres humanos, talvez o poeta ainda possa demonstrar sua pr\u00f3pria capacidade de (pre)vid\u00eancia de longo alcance.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Labirinto dos Espelhos ( Projeto 3D )<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Labirinto dos Espelhos ( Projeto 3D )\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f8dSuNvRLBM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>l&#8217;annee derniere a marienbad (sculpture scene &#8211; english subtitles)<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"l&#039;annee derniere a marienbad (sculpture scene - english subtitles)\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qYr27T-j_bE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sair do labirinto dos espelhos e cair de volta na real(idade) &#8211; a humanidade \u201cdesligada\u201d na era da internet Por: Sonia Savioli Fonte: ilcambiamento de 7 de agosto de 2012 Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli Hoje vivemos quase sempre em ambientes artificiais e em isolamento, comunicando pouco e mal com quem habita nossos espa\u00e7os, passando muitas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[1340,1338,1342,1341,95,1339],"class_list":["post-2348","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-lance-de-dados","tag-a-humanidade-desligada","tag-cair-na-real","tag-lannee-derniere-a-marienbad","tag-labirinto-dos-espelhos","tag-mario-s-mieli","tag-sonia-savioli"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2348","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2348"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2348\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2353,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2348\/revisions\/2353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imediata.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}