{"id":2344,"date":"2012-08-07T18:45:49","date_gmt":"2012-08-07T18:45:49","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=2344"},"modified":"2012-08-07T18:45:49","modified_gmt":"2012-08-07T18:45:49","slug":"a-ciencia-do-genocidio-por-chris-hedges","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=2344","title":{"rendered":">> A Ci\u00eancia do Genoc\u00eddio, por Chris Hedges"},"content":{"rendered":"<p><\/br><\/p>\n<p><strong>A Ci\u00eancia do Genoc\u00eddio<br \/>\npor Chris Hedges<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/www.truthdig.com\/report\/item\/the_science_of_genocide_20120806\/\">truthdig<\/a> de 6 de agosto de 2012<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/16-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/16-2.jpg\" alt=\"\" title=\"16-2\" width=\"316\" height=\"200\" class=\"alignright size-full wp-image-2345\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/16-2.jpg 316w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/16-2-300x189.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><\/a><br \/>\nA foto acima mostra o olho de uma v\u00edtima que olhou a explos\u00e3o. O olho ficou opaco pr\u00f3ximo \u00e0 pupila. Fonte: <a href=\"http:\/\/www.connectionworld.org\/hiroshima-como-voce-nunca-viu\/\">http:\/\/www.connectionworld.org\/hiroshima-como-voce-nunca-viu\/<\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/18.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/18.jpg\" alt=\"\" title=\"18\" width=\"331\" height=\"250\" class=\"alignright size-full wp-image-2346\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/18.jpg 331w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/18-300x226.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 331px) 100vw, 331px\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/br><br \/>\nNeste mesmo dia [6 de agosto], em 1945, os Estados Unidos demonstraram estar falidos em termos morais, como a m\u00e1quina nazista que tinha sido h\u00e1 pouco conquistada e o regime sovi\u00e9tico com o qual tinham sido aliados. Sobre Hiroshima, e tr\u00eas dias depois sobre Nagasaki, explodiram um dispositivo at\u00f4mico, a arma de genoc\u00eddio mais eficiente da hist\u00f3ria humana. A explos\u00e3o matou milhares de homens, mulheres e crian\u00e7as. Foi um ato de aniquila\u00e7\u00e3o em massa indesculp\u00e1vel tanto estrat\u00e9gica quanto militarmente. Os japoneses estavam \u00e0 beira de se renderem. Hiroshima e Nagasaki n\u00e3o tinham import\u00e2ncia militar. Foi um crime de guerra pelo qual ningu\u00e9m foi jamais julgado. As explos\u00f5es, que foram o ponto culminante de tr\u00eas s\u00e9culos de f\u00edsica, assinalaram a ascend\u00eancia do t\u00e9cnico e do cientista como os nossos mais potentes agentes de morte.<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u201cNa Segunda Guerra Mundial\u201d, Auschwitz e Hiroshima mostraram que o progresso atrav\u00e9s da tecnologia fez escalar os impulsos destrutivos do ser humano numa forma mais precisa e incrivelmente mais devastadora\u201d, disse Bruno Betttelheim. \u201cOs campos de concentra\u00e7\u00e3o com suas c\u00e2maras de g\u00e1s, a primeira bomba at\u00f4mica&#8230; nos confrontaram com a dura realidade da morte esmagadora, n\u00e3o tanto a pr\u00f3pria morte \u2013 esta, cada um de n\u00f3s deve enfrentar, mais cedo ou mais tarde e, por mais inquietante, a maioria entre n\u00f3s consegue manter sob controle seu pr\u00f3prio medo \u2013 mas a desnecess\u00e1ria e intempestiva morte de milh\u00f5es de pessoas&#8230; O progresso n\u00e3o somente fracassou em preservar a vida, como privou milh\u00f5es de pessoas de suas vidas, mais eficazmente que tinha sido poss\u00edvel antes. Quer reconhe\u00e7amos isso ou n\u00e3o, depois da Segunda Guerra Mundial, Auschwitz e Hiroshima se tornaram monumentos da incr\u00edvel devasta\u00e7\u00e3o que o homem e a tecnologia juntos produziram<br \/>\n<\/br><br \/>\nA explos\u00e3o at\u00f4mica, detonada para, em grande medida, enviar uma mensagem \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, era um lembrete de que a ci\u00eancia \u00e9 moralmente neutra. Ci\u00eancia e tecnologia servem as ambi\u00e7\u00f5es da humanidade. E poucos nas ci\u00eancias enxergam al\u00e9m das pequenas tarefas que lhes s\u00e3o estipuladas por corpora\u00e7\u00f5es ou governos. Eles empregam suas artes obscuras, com frequ\u00eancia cegamente quanto \u00e0s consequ\u00eancias, para cimentar sistemas de seguran\u00e7a e controle, assim como sistemas de destrui\u00e7\u00e3o ambiental que resultar\u00e3o em escraviza\u00e7\u00e3o coletiva e exterm\u00ednio em massa. Se quisermos nos desviar do colapso ambiental, devemos nos opor a muitos desses experts, cientistas e t\u00e9cnicos cuja lealdade \u00e9 para com institui\u00e7\u00f5es que lucram com a explora\u00e7\u00e3o e a morte.<br \/>\n<\/br><br \/>\nDurante as cinco \u00faltimas d\u00e9cadas, cientistas e t\u00e9cnicos nos Estados Unidos constru\u00edram 70.000 armas nucleares a um custo de US$5,5 trilh\u00f5es. (A Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica tinha um arsenal nuclear com capacidade similar.) At\u00e9 1963, segundo Seymour Melman, professor da Columbia University, os EUA tinham capacidade de aniquilar as 140 principais cidades da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica mais de 78 vezes. Ainda assim, continuamos a manufaturar ogivas nucleares. E aqueles que questionavam publicamente a racionalidade desse ac\u00famulo nuclear maci\u00e7o, como J. Robert Oppenheimer, que no laborat\u00f3rio do governo de Los Alamos, Novo M\u00e9xico, tinha supervisionado a constru\u00e7\u00e3o das duas bombas usadas no Jap\u00e3o, eram com frequ\u00eancia e zelosamente perseguidos, com o pretexto de serem comunistas ou simpatizantes do comunismo. Tratava-se um plano de guerra que pressupunha um ato calculado de enorme e criminoso genoc\u00eddio. Constru\u00edmos mais e mais bombas com o \u00fanico prop\u00f3sito de matar milh\u00f5es e milh\u00f5es de pessoas. E aqueles que as constru\u00edram, com poucas exce\u00e7\u00f5es, nunca pararam para pensar em suas cria\u00e7\u00f5es suicidas.<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u201cO que pensar de uma civiliza\u00e7\u00e3o que sempre considerou a \u00e9tica como uma parte essencial da vida humana [mas] que n\u00e3o foi capaz de falar sobre a perspectiva de matar quase todo mundo, exceto em termos prudenciais ou em termos te\u00f3ricos de jogo?\u201d Oppenheimer perguntou depois da Segunda Guerra Mundial.<br \/>\n<\/br><br \/>\nMax Born, o grande f\u00edsico e matem\u00e1tico brit\u00e2nico-alem\u00e3o que foi fundamental no desenvolvimento da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, em suas mem\u00f3rias deixou claro que desaprovava o trabalho de Oppenheimer e de outros f\u00edsicos que constru\u00edram as bombas at\u00f4micas. \u201c\u00c9 gratificante ter tido pupilos t\u00e3o espertos e eficientes\u201d, Born escreveu, \u201cmas eu gostaria que eles tivessem mostrado menos esperteza e mais sabedoria\u201d. Oppenheimer respondeu ao seu velho professor. \u201cNo decorrer dos anos, senti uma certa desaprova\u00e7\u00e3o de sua parte pelo meu trabalho. Isso sempre me pareceu bastante natural, j\u00e1 que se trata de um sentimento que compartilho.\u201d Mas, \u00e9 claro, era tarde demais.<br \/>\n<\/br><br \/>\nForam a ci\u00eancia, a ind\u00fastria e a tecnologia que tornaram poss\u00edvel a matan\u00e7a em escala industrial do s\u00e9culo XX. Essas for\u00e7as ampliaram a inata barb\u00e1rie humana. Elas serviram o imoral. E h\u00e1 muitos cientistas que continuam a trabalhar em laborat\u00f3rios em todo o pa\u00eds, em sistemas de armamentos que t\u00eam a capacidade de exterminar milh\u00f5es de seres humanos. Ser\u00e1 esse um empreendimento \u201cracional\u201d? Ser\u00e1 que \u00e9 moral? Ser\u00e1 que ele faz avan\u00e7ar a esp\u00e9cie humana? Ser\u00e1 que ele protege a vida?<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Para muitos de n\u00f3s, a ci\u00eancia suplantou a religi\u00e3o. Acalentamos uma f\u00e9 primitiva no poder divino da ci\u00eancia. Como o conhecimento cient\u00edfico \u00e9 cumulativo, embora moralmente neutro, isso d\u00e1 a ilus\u00e3o de que a hist\u00f3ria e o progresso humanos tamb\u00e9m sejam cumulativos. A ci\u00eancia \u00e9, para n\u00f3s, o que os totens e as f\u00f3rmulas encantat\u00f3rias eram para nossos ancestrais pr\u00e9-modernos. \u00c9 pensamento m\u00e1gico. Alimenta nossa arrog\u00e2ncia e senso de direito divino. E confiar no seu terr\u00edvel poder significar\u00e1 nossa extin\u00e7\u00e3o. <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nO mito do Iluminismo do s\u00e9culo XVII do progresso humano atrav\u00e9s da ci\u00eancia, raz\u00e3o e racionalidade deveria ter sido obliterado para sempre, com a carnificina da Primeira Guerra Mundial. Os europeus testemunharam o suic\u00eddio coletivo de uma gera\u00e7\u00e3o. As vis\u00f5es mais sombrias da natureza humana foram materializadas nas obras de  Fyodor Dostoevsky, Leo Tolstoy, Thomas Hardy, Joseph Conrad e Frederick Nietzsche, antes que a guerra encontrasse sua express\u00e3o moderna no trabalho de Sigmund Freud, James Joyce, Marcel Proust, Franz Kafka, D.H. Lawrence, Thomas Mann e Samuel Beckett, juntamente com os compositores atonais e dissonantes como Igor Stravinsky e pintores como  Otto Dix, George Grosz, Henri Matisse e Pablo Picasso. Esses artistas e escritores compreenderam que o progresso humano era uma piada. Mas houve muitos mais que adotaram entusiasticamente as novas vis\u00f5es ut\u00f3picas de progresso e gl\u00f3ria, propagadas por fascistas e comunistas. Esses sistemas de cren\u00e7a desafiavam a realidade. Fetichizaram a morte. Procuraram utopias inalcan\u00e7\u00e1veis por meio da viol\u00eancia. E capacitados pela ci\u00eancia e tecnologia, mataram milh\u00f5es de pessoas.<br \/>\n<\/br><br \/>\nOs motivos humanos s\u00e3o muitas vezes irracionais e, como notou Freud, cont\u00eam poderosos anseios de morte e autoimola\u00e7\u00e3o. A ci\u00eancia e a tecnologia potencializaram e ampliaram os desejos de guerra, viol\u00eancia e morte. O conhecimento n\u00e3o liberou a humanidade da barb\u00e1rie. O verniz civilizado apenas mascarou as \u00e2nsias sombrias e rudimentares que afligem todas as sociedades humanas, inclusive a nossa. Freud temia o poder destrutivo desses impulsos. Ele advertiu em \u201cA Civiliza\u00e7\u00e3o e seus Discontentes\u201d que se n\u00e3o consegu\u00edssemos regular ou conter esses impulsos, os seres humanos, assim como os estoicos previram, se consumiriam numa ampla conflagra\u00e7\u00e3o. O futuro da ra\u00e7a humana depende de nomear e controlar esses impulsos. Fingir que eles n\u00e3o existem \u00e9 cair na auto-ilus\u00e3o. <\/br><br \/>\nO colapso do controle social e pol\u00edtico durante os per\u00edodos de tumulto pol\u00edtico e econ\u00f4mico faz com que esses impulsos passem a reinar supremos. Nossa primeira inclina\u00e7\u00e3o, como Freud observou corretamente, \u00e9 n\u00e3o nos amarmos como irm\u00e3os e irm\u00e3s, mas \u201csatisfazer [nossa] agressividade contra [o nosso pr\u00f3ximo], para explorar sua capacidade de trabalhar sem recompensa, para us\u00e1-lo\/a sexualmente sem seu consentimento, agarrar suas posses, humilh\u00e1-lo\/a, causar-lhe dor, tortur\u00e1-lo\/a e mat\u00e1-lo\/a\u201d. A guerra na B\u00f3snia, com a viol\u00eancia das mil\u00edcias s\u00e9rvias, campos de estupro,  centros de tortura, campos de concentra\u00e7\u00e3o, cidades arrasadas e execu\u00e7\u00f5es em massa, foi um dos numerosos exemplos da sabedoria de Freud. Freud sabia que, na melhor das hip\u00f3teses, podemos aprender a conviver com isso, regular e controlar nossas tens\u00f5es e conflitos interiores. A estrutura das sociedades civilizadas estaria sempre repleta dessa tens\u00e3o interior, ele escreveu, porque \u201c&#8230; o instinto natural agressivo do homem, a hostilidade de cada um contra todos e de todos contra cada um, op\u00f5e este programa de civiliza\u00e7\u00e3o\u201d. O fardo da civiliza\u00e7\u00e3o vale a pena. A alternativa, como Freud sabia, \u00e9 a autodestrui\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/br><br \/>\nUm mundo racional, um mundo que proteger\u00e1 o ecossistema e construir\u00e1 economias que aprendam a distribuir a riqueza, em vez de permitir que uma elite predat\u00f3ria a concentre, nunca ser\u00e1 desenvolvido por cientistas ou t\u00e9cnicos. Quase todos eles trabalham para o inimigo. Mary Shelley nos advertiu quanto a nos tornarmos Prometeu, enquanto procuramos desafiar o fado e os deuses no dom\u00ednio da vida e da morte. Seu Victor Frankenstein, quando sua cria\u00e7\u00e3o de 8 p\u00e9s de altura, feito em parte de peda\u00e7os de corpos retirados de sepulturas, veio sinistramente \u00e0 vida, teve a mesma rea\u00e7\u00e3o que Oppenheimer, quando o cientista americano descobriu que sua bomba tinha incinerado escolares japoneses. O cientista Victor Frankenstein viu o \u201cenfadonho olho amarelo\u201d que sua criatura abriu e um \u201cesbaforido horror e repugn\u00e2ncia\u201d preencheu seu cora\u00e7\u00e3o\u201d. Oppenheimer disse, depois da primeira detona\u00e7\u00e3o da bomba at\u00f4mica no deserto do Novo M\u00e9xico: \u201cLembrei  dos versos da escritura hindu, o Bhagavad-Gita. Vishnu tentando persuadir o Pr\u00edncipe de que ele deveria fazer seu dever e, para impression\u00e1-lo, toma sua forma de m\u00faltiplos bra\u00e7os e diz: \u2018Agora me tornei a Morte, o destruidor dos mundos\u2019. Suponho que todos n\u00f3s pensamos nisso alguma vez\u201d. O cr\u00edtico Harold Bloom, com palavras que poderiam ser aplicadas a Oppenheimer, chamou Victor Frankenstein de \u201cum idiota moral\u201d.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Todas as tentativas de controlar o universo, de se fazer passar por Deus, de nos tornarmos os \u00e1rbitros da vida e da morte, t\u00eam sido executadas por idiotas morais. Eles incansavelmente fazem avan\u00e7ar, exploram e saqueiam, aperfei\u00e7oando suas terr\u00edveis ferramentas de tecnologia e ci\u00eancia, at\u00e9 que suas cria\u00e7\u00f5es os destroem e nos destroem. Eles fazem as bombas nucleares. Eles extraem petr\u00f3leo das areais betuminosas. Eles transformam as Apalaches em terrenos baldios para extrair carv\u00e3o. Eles servem os males do globalismo e das finan\u00e7as. Eles operam o setor dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Eles inundam a atmosfera com emiss\u00f5es de carbono, destroem os oceanos, derretem as calotas polares, fazem desencadear as secas e as enchentes, as ondas de calor, as tempestades an\u00f4malas e os furac\u00f5es. <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Agora me tornei a Morte, o destruidor de mundos.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Robert Oppenheimer &#8211; Eu me Tornei a Morte, o Destruidor de Mundos!<\/strong><br \/>\nhttp:\/\/youtu.be\/-yf1UuTpkuo<br \/>\n<\/br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ci\u00eancia do Genoc\u00eddio por Chris Hedges Fonte: truthdig de 6 de agosto de 2012 Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli A foto acima mostra o olho de uma v\u00edtima que olhou a explos\u00e3o. O olho ficou opaco pr\u00f3ximo \u00e0 pupila. 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