{"id":2153,"date":"2012-07-15T17:28:48","date_gmt":"2012-07-15T17:28:48","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=2153"},"modified":"2012-07-15T17:42:14","modified_gmt":"2012-07-15T17:42:14","slug":"cronica-de-uma-morte-anunciada-por-sandro-moiso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=2153","title":{"rendered":">> Cr\u00f4nica de uma morte anunciada, por Sandro Moiso"},"content":{"rendered":"<p><\/br><br \/>\n<strong>Cr\u00f4nica de uma morte anunciada<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Por: Sandro Moiso<br \/>\nFonte: <a href=\"carmillaonline\">carmillaonline<\/a> publicado em 28\/6\/2012<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/veglia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/veglia.jpg\" alt=\"\" title=\"veglia\" width=\"247\" height=\"188\" class=\"alignright size-full wp-image-2154\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Est\u00e3o sendo recolhidos em toda parte.<br \/>\nNo M\u00e9xico, em Roma, em Bruxelas.<br \/>\n\u00c0s vezes s\u00e3o dezenas, outras vezes apenas quatro, ou ent\u00e3o somente um que sofre e fala por todos.<br \/>\nA vig\u00edlia daquele que j\u00e1 entregou a alma a Deus mas que, de vez em quando parece acordar, j\u00e1 come\u00e7ou, enquanto m\u00e9dicos e especialistas ainda se apressam em volta do cad\u00e1ver para impedir pelo menos uma demasiada r\u00e1pida e desagrad\u00e1vel decomposi\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/br><br \/>\nComo em um drama elizabetano, o clima \u00e9 sombrio.<br \/>\nParece sentir-se o odor da morte no ar, mesmo se velas e incenso s\u00e3o acendidos em todas as partes para esconder o aroma ao mesmo tempo \u00e1cido e adocicado.<br \/>\nO p\u00fablico est\u00e1 envergonhado, assustado, confuso. As imagens roubadas das igrejas sicilianas, onde est\u00e3o conservadas as m\u00famias dos falecidos, lotam as mentes de cada um, como num pesadelo f\u00edlmico de Werner Herzog.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>\u201c\u00c9ramos como voc\u00eas, voc\u00eas ser\u00e3o como n\u00f3s\u201d, parecem advertir as imagens da televis\u00e3o, os jornalistas canalhas e homens pol\u00edticos dedicados ao latroc\u00ednio e \u00e0 trai\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de palavras amea\u00e7adoras e, ao mesmo tempo, desesperadas.<br \/>\n<strong>N\u00e3o se sabe se a peste que causou o fim precoce e inesperado do caro falecido chegou do oeste com o v\u00edrus de Lehman ou do oriente, com um v\u00edrus grego. <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/mummie.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/mummie.jpg\" alt=\"\" title=\"mummie\" width=\"240\" height=\"180\" class=\"alignright size-full wp-image-2155\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nEntretanto, ao redor da coluna infame, procuram-se os ungidores, preparam-se as estacas para o sacrif\u00edcio, enquanto os poupadores encarregados de transportar e enterrar o doente <strong>se agitam pela cidade procurando retirar dos bancos moedas putrefatas e capitais j\u00e1 volatizados.<\/strong><br \/>\nOs camel\u00f4s gritam que o euro morreu e que \u00e9 preciso abandon\u00e1-lo, outros anunciam que, ainda que morto, precisa ser ressuscitado de qualquer jeito.<br \/>\n<\/br><br \/>\nOs exorcistas no governo declaram ter curas formid\u00e1veis: lixo de papel multiplicado por centenas de bilh\u00f5es para os cofres transformados em c\u00e2maras mortu\u00e1rias e cortes, tantos, aos funcion\u00e1rios p\u00fablicos, aos trabalhadores e seus sal\u00e1rios. Enquanto o sangue jovem deveria ser ainda um medicamento milagroso para <strong>a retomada do L\u00e1zaro monet\u00e1rio<\/strong>.<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u201cLevanta e anda\u201d, obstinam-se a dizer, sem parar de brigar entre si, em seus sepulcros embrancados, os senhores das finan\u00e7as, do poder e da guerra. <strong>Mas o brinquedo quebrou, n\u00e3o funciona mais.<\/strong> Entre molas e engrenagens dispersas no ch\u00e3o do quarto de uma crian\u00e7a curiosa e rancorosa, choram e se apressam fingindo saber como ter um rem\u00e9dio para tudo. <strong>O importante \u00e9 que o p\u00fablico esteja assustado, mas, ao mesmo tempo, que creia nos sacerdotes e bruxos da religi\u00e3o do capital, da poupan\u00e7a e do sal\u00e1rio.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nAqueles que gritam a morte do velho deus monet\u00e1rio europeu vagueiam desbandeirando novos \u00eddolos: a lira, a ameixa, moedas locais e comunais. Outro lixo de papel, \u00fatil somente para n\u00e3o fazer perder a confian\u00e7a no dinheiro e no mercado. Podemos nos insultar, nos bater, atirar uns contra os outros, <strong>mas n\u00e3o renunciemos \u00e0 \u00fanica verdadeira f\u00e9: aquela do capital e de seu fetiche universal<\/strong>.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/sepolti.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/sepolti.jpg\" alt=\"\" title=\"sepolti\" width=\"184\" height=\"268\" class=\"alignright size-full wp-image-2156\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nTodavia, \u00e9 justamente ele que morreu definitivamente. Morto e sepultado que, como num velho livro de horror de <a href=\"http:\/\/www.chelseaquinnyarbro.net\/\">Chelsea Quinn Yarbo<\/a>, n\u00e3o quer e n\u00e3o sabe ser isso mesmo. Que se fa\u00e7a refer\u00eancia ao euro, ao d\u00f3lar, ao yen ou ao yuan, o sistema baseado na troca mercantil acabou. <strong>Chega, stop, fim dos jogos.<br \/>\nAinda assim, jogadores compulsivos se precipitam \u00e0 mesa de jogo, esperando num \u00faltimo lance de sorte. <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>As fichinhas s\u00e3o os sal\u00e1rios dos trabalhadores, suas aposentadorias, seus filhos, suas esperan\u00e7as. <\/strong><br \/>\nParafraseando Marx: <strong>a classe oper\u00e1ria ou luta ou \u00e9 uma fichinha. Nas m\u00e3os de v\u00e1rios jogadores: os financistas de ataque, os banqueiros de estado, os governos, os sindicatos e os pol\u00edticos cinza, todos esfomeados de suor oper\u00e1rio como zombies.<br \/>\nQue se recusam a morrer junto com seu deus cego e idiota que, como num conto de <a href=\"http:\/\/www.sitelovecraft.com\/\">Lovecraft<\/a>, dan\u00e7a nu no centro do mundo ao som de uma cacofonia de m\u00eddias enlouquecidas.<\/strong><br \/>\n<br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/poker.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/poker.jpg\" alt=\"\" title=\"poker\" width=\"200\" height=\"150\" class=\"alignright size-full wp-image-2157\" \/><\/a><br \/>\n<br \/>\nO tempo do fim do capital e de seus cantores n\u00e3o s\u00f3 chegou, mas j\u00e1 est\u00e1 superado e s\u00f3 uma gigantesco encantamento midi\u00e1tico pode fazer com que milh\u00f5es de pessoas continuem a se preocupar com aquilo que j\u00e1 perderam, sem verem tudo aquilo que poderiam ganhar.<br \/>\nE n\u00e3o estamos falando do fracasso eleitoral de Syriza na Gr\u00e9cia, cujos medos cuidadosamente dosados e difundidos pela UE e pela m\u00eddia contribu\u00edram a derrotar.<br \/>\n<br \/>\nEm tempo de campeonatos europeus, e n\u00e3o s\u00f3 futebol\u00edsticos, a bola est\u00e1 murcha e nenhum sopro poder\u00e1 torn\u00e1-la redonda e adapta ao jogo. O problema \u00e9 que se continua a jogar, \u201cdando pontap\u00e9s ao vento\u201d como numa balada de <a href=\"http:\/\/www.fondazionedeandre.it\/index.html\">De Andr\u00e9<\/a>. Talvez uma guerra europeia ou mundial poderia trazer de volta a bola \u00e0 sua justa press\u00e3o, mas se analisamos <strong>os ciclos hist\u00f3ricos de acumula\u00e7\u00e3o e dom\u00ednio imperialistas percebemos que est\u00e3o fadados a ser progressivamente sempre mais breves.<\/strong><br \/>\n<\/p>\n<p><strong>Quantos s\u00e9culos a Europa empregou para se tornar o centro do mundo?<br \/>\nE em quanto tempo desabaram suas fortunas? E quanto durou \u201co s\u00e9culo americano\u201d? Cinquenta, setenta?<br \/>\nE quanto durar\u00e1 o predom\u00ednio chin\u00eas?<br \/>\nE a Alemanha, quando entender\u00e1 que sua posi\u00e7\u00e3o, na encruzilhada da Eur\u00e1sia, a condena ao desenvolvimento e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o antes de poder se sobressair, ainda que por uns quinze minutos hist\u00f3ricos, sobre o resto do mundo? &#8230; Imagine-se ent\u00e3o \u201cin saecula saeculorum&#8230;\u201d<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/cimitero-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/cimitero-2.jpg\" alt=\"\" title=\"cimitero 2\" width=\"240\" height=\"164\" class=\"alignright size-full wp-image-2158\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nInclu\u00eddas as igrejas e as religi\u00f5es cujo \u00f3pio televisivo, h\u00e1 tempo, no Ocidente, arrancaram o poder de media\u00e7\u00e3o entre o alto e o baixo, entre terra e c\u00e9u, entre frustra\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a, entre males terrenos e justi\u00e7a divina. A esperan\u00e7a no al\u00e9m foi substitu\u00edda pelas promessas das publicidades.<br \/>\nGuy Debord, demasiadamente cedo suicida, hoje n\u00e3o acreditaria no que estariam vendo os seus olhos.<br \/>\n<strong>Espet\u00e1culo e publicidade tornaram-se a \u00fanica forma de comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social.<\/strong> Dessa forma, milh\u00f5es de pessoas ainda podem acreditar que a d\u00edvida p\u00fablica seja o problema e que ela seja constitu\u00edda das despesas correntes do estado: administra\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os, sa\u00fade, instru\u00e7\u00e3o&#8230; Todos com a inten\u00e7\u00e3o de discutir onde se poderiam ainda efetuar cortes. Imbecis? Ao quadrado!! Ao cubo!!!<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u201cO sistema de cr\u00e9dito p\u00fablico, ou seja, das d\u00edvidas estatais, cujas origens podem ser encontradas na Idade M\u00e9dia, em G\u00eanova e Veneza, estendeu-se no per\u00edodo da manufatura para toda a Europa [&#8230;] A d\u00edvida p\u00fablica \u2013 ou seja, a aliena\u00e7\u00e3o do estado \u2013 desp\u00f3tico, constitucional ou republicano \u2013 imprime a sua marca \u00e0 era capitalista.<br \/>\n<strong>A d\u00edvida p\u00fablica se transforma em uma das mais poderosas alavancas da acumula\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria. Como por magia, ela confere ao dinheiro, improdutivo, a capacidade de procriar e assim o converte em capital, sem que tenha que enfrentar o risco e o cansa\u00e7o que, necessariamente, comportam o investimento industrial ou aquele usur\u00e1rio\u201d. <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nQuem diz isso? Ora&#8230; Marx, no cap\u00edtulo XXIV do primeiro livro do Capital, no ano de 1867. Recomendo que seja removido, j\u00e1 que somos modernos, precisamos de multid\u00f5es, de c\u00f4micos bagaceiros, de economistas presun\u00e7osos, e de sindicalistas fervidos&#8230; a teoria n\u00e3o serve, n\u00e3o \u00e9? Assim, em vez de negar qualquer futuro a um modo de produ\u00e7\u00e3o falimentar e indolente, preferimos ser corpos sem cabe\u00e7a, classes sem hist\u00f3ria e esp\u00e9cies sem futuro.<br \/>\n<\/br><br \/>\nOnze meses antes de sua morte, Friedrich Engels escreveu a Karl Kautsky: \u201cA guerra entre China e Jap\u00e3o assinala o fim da velha China, a completa, embora gradual, revolu\u00e7\u00e3o dos fundamentos de sua inteira economia, inclusive a aboli\u00e7\u00e3o dos velhos v\u00ednculos entre agricultura e ind\u00fastria nos campos a favor das grandes ind\u00fastrias, das ferrovias, etc. e portanto, o \u00eaxodo em massa dos coolies chineses para a Europa: como consequ\u00eancia, uma acelera\u00e7\u00e3o, para n\u00f3s, da debacle e o agravamento dos antagonismos em uma crise.  <strong>\u00c9, de novo, a maravilhosa ironia da hist\u00f3ria. Somente a China deve ainda ser conquistada pela produ\u00e7\u00e3o capitalista, mas tal processo levar\u00e1 \u00e0 impossibilidade de exist\u00eancia dessa \u00faltima tamb\u00e9m em nossa p\u00e1tria&#8230;\u201d <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/funerale-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/funerale-1.jpg\" alt=\"\" title=\"funerale 1\" width=\"300\" height=\"241\" class=\"alignright size-full wp-image-2159\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nSeis semanas depois, Adolf Sorge escrevia: \u201cA guerra na China deu o golpe de miseric\u00f3rdia \u00e0 velha China. O isolamento tornou-se imposs\u00edvel; a introdu\u00e7\u00e3o de ferrovias, m\u00e1quinas a vapor, eletricidade e de ind\u00fastrias modernas em grande escala tornou-se uma necessidade, pelo menos por motivos de defesa militar. Mas, com ela, tamb\u00e9m o velho sistema econ\u00f4mico da pequena agricultura camponesa, onde a fam\u00edlia produzia por si mesma tamb\u00e9m os pr\u00f3prios produtos industriais, est\u00e1 se despeda\u00e7ando, e com ele, o inteiro sistema social que tinha permitido existir uma popula\u00e7\u00e3o relativamente homog\u00eanea. Milh\u00f5es de pessoas ser\u00e3o obrigadas a mudar de vida e a emigrar; esses milh\u00f5es ir\u00e3o para outros pa\u00edses, entre os quais a Europa, e o far\u00e3o em massa. <strong>Mas assim que a competi\u00e7\u00e3o chinesa se impor\u00e1 em grande escala, levar\u00e1 as coisas a um ponto limite seja em nossa na\u00e7\u00e3o [a Alemanha] seja nas na\u00e7\u00f5es vizinhas [a Inglaterra], e assim a conquista da China por parte do capitalismo fornecer\u00e1, ao mesmo tempo, o impulso para a derrubada do pr\u00f3prio capitalismo na Europa e na Am\u00e9rica\u201d<\/strong> (10 de novembro de 1894).<br \/>\n<\/br><br \/>\nMuito bem, havia tamb\u00e9m o outro louco, um s\u00f3 n\u00e3o era suficiente.<br \/>\nMas o que ser\u00e1 que eles fumavam para ter essas vis\u00f5es? Albert Hofmann ainda n\u00e3o tinha nascido e o \u00e1cido lis\u00e9rgico n\u00e3o tinha sido sintetizado&#8230; e ent\u00e3o o \u00f3pio, a coca\u00edna&#8230; ou talvez s\u00f3 uma dedica\u00e7\u00e3o absoluta \u00e0 causa da revolu\u00e7\u00e3o e do capotamento do mais odioso dos modos de produ\u00e7\u00e3o? Se voltassem a viver por um momento, seria inevit\u00e1vel reencontr\u00e1-los, na mesa de uma cervejaria, rindo, zoando e brindando ao fim do monstro.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Porque isso n\u00e3o merecer\u00e1 mais que um funeral de terceira classe, enquanto milh\u00f5es de despertados poder\u00e3o bailar e dan\u00e7ar, tocar e cantar como em um funeral de New Orleans ou ao som da m\u00fasica dos Area e de Demetrio Stratos.<br \/>\nA n\u00f3s, finalmente, a felicidade e a revolu\u00e7\u00e3o&#8230; aos senhores de hoje o medo, o cansa\u00e7o e o suor! <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Jazz-a-New-Orleans.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Jazz-a-New-Orleans.jpg\" alt=\"\" title=\"Jazz-a-New-Orleans\" width=\"358\" height=\"260\" class=\"alignright size-full wp-image-2160\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Jazz-a-New-Orleans.jpg 358w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Jazz-a-New-Orleans-300x217.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>&#8220;Canto para ti que vens escutar-me<br \/>\ntoco para ti que n\u00e3o queres entender-me<br \/>\nrio para ti que n\u00e3o sabes sonhar<br \/>\ntoco para ti que n\u00e3o queres entender-me<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\nMinha metralhadora \u00e9 um contrabaixo<br \/>\nque te dispara na cara<br \/>\nque te dispara na cara<br \/>\naquilo que penso da vida.&#8221;<br \/>\n<\/br><br \/>\n(Felicidade e revolu\u00e7\u00e3o \u2013 1975)<\/strong><\/p>\n<p><\/br><br \/>\n<strong>AREA Demetrio Stratos GIOIA E RIVOLUZIONE<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"AREA Demetrio Stratos GIOIA E RIVOLUZIONE\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C44KOlTh37o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/br><br \/>\nCanto per te che mi vieni a sentire<br \/>\nsuono per te che non mi vuoi capire<br \/>\nrido per te che non sai sognare<br \/>\nsuono per te che non mi vuoi capire [\u2026]<br \/>\nIl mio mitra \u00e8 un contrabbasso<br \/>\nche ti spara sulla faccia<br \/>\nche ti spara sulla faccia<br \/>\nci\u00f2 che penso della vita<br \/>\n(Gioia e rivoluzione &#8211; 1975)<br \/>\n<\/br><br \/>\nNota: Imediata manteve as ilustra\u00e7\u00f5es publicadas no post original.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00f4nica de uma morte anunciada Por: Sandro Moiso Fonte: carmillaonline publicado em 28\/6\/2012 Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli Est\u00e3o sendo recolhidos em toda parte. No M\u00e9xico, em Roma, em Bruxelas. \u00c0s vezes s\u00e3o dezenas, outras vezes apenas quatro, ou ent\u00e3o somente um que sofre e fala por todos. 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