{"id":1551,"date":"2012-05-19T23:05:13","date_gmt":"2012-05-19T23:05:13","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=1551"},"modified":"2012-05-19T23:22:25","modified_gmt":"2012-05-19T23:22:25","slug":"a-licao-de-economia-de-chavez-para-a-europa-por-richard-gott","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=1551","title":{"rendered":">> A LI\u00c7\u00c3O DE ECONOMIA DE CHAVEZ PARA  A EUROPA por Richard Gott"},"content":{"rendered":"<p><strong>A LI\u00c7\u00c3O DE ECONOMIA DE CHAVEZ PARA  A EUROPA<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>A rejei\u00e7\u00e3o, por parte de Hugo Chavez, das pol\u00edticas neoliberais que est\u00e3o arrastando para baixo a Europa constitui um \u00f3timo exemplo para a Gr\u00e9cia, e n\u00e3o s\u00f3 para ela&#8230;<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Por: Richard Gott<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/commentisfree\/2012\/may\/16\/hugo-chavez-lessons-europe-greece\">guardian.co.uk<\/a>   de 16 de maio de 2012<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/hugo-chavez280211.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/hugo-chavez280211-300x200.jpg\" alt=\"\" title=\"hugo chavez280211\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignright size-medium wp-image-1552\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/hugo-chavez280211-300x200.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/hugo-chavez280211.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Hugo Ch\u00e1vez<\/strong><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, viajando no avi\u00e3o presidencial de Hugo Ch\u00e1vez, com um amigo franc\u00eas do Le Monde Diplomatique, pediram-nos o que ach\u00e1vamos que estava acontecendo na Europa. Havia alguma possibilidade de virada para a esquerda? Respondemos com o tom deprimido e pessimista t\u00edpico dos primeiros anos do s\u00e9culo XXI. N\u00e3o v\u00edamos, nem na Inglaterra nem na Fran\u00e7a, nem em nenhuma outra parte da eurozona uma grande oportunidade para uma virada pol\u00edtica.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, talvez, disse Ch\u00e1vez, com uma cintila\u00e7\u00e3o nos olhos, poder\u00edamos vir ao vosso socorro, e mencionou quando, em 1830, as massas revolucion\u00e1rias tomaram as ruas de Paris, agitando o chap\u00e9u de Sim\u00f3n Bol\u00edvar (1), o libertador da Am\u00e9rica do Sul que teria morrido no fim daquele ano. Combatendo pela liberdade, o estilo latino-americano foi mantido pela Europa como o caminho a ser seguido.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/bolivar_retrato.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/bolivar_retrato-300x257.jpg\" alt=\"\" title=\"bolivar_retrato\" width=\"300\" height=\"257\" class=\"alignright size-medium wp-image-1553\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/bolivar_retrato-300x257.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/bolivar_retrato.jpg 340w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Sim\u00f3n Bol\u00edvar<\/strong><\/p>\n<p><\/br><\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, o otimismo de Ch\u00e1vez me encorajou, mas n\u00e3o me persuadiu. Mas agora, creio que ele tinha raz\u00e3o; foi \u00fatil lembrar que Alexis Tsipras (2), o l\u00edder do partido de esquerda radical grego Syriza, tinha visitado Caracas em 2007 e tinha se informado sobre a possibilidade futura de receber o petr\u00f3leo venezuelano a um custo baixo, como Cuba e outros pa\u00edses caribenhos e da Am\u00e9rica Central. Houve um breve momento em que Ken Livingstone e Ch\u00e1vez (3) tinham feito aparecer, magicamente, um acordo petrol\u00edfero entre Londres e Caracas que parecia promissor, at\u00e9 ter sido rejeitado por  Boris Johnson.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Alexis-Tsipras-Greek-lea-008.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Alexis-Tsipras-Greek-lea-008-300x180.jpg\" alt=\"\" title=\"Alexis Tsipras , Greek leader of Coalition of the Radical Left party (SYRIZA).\" width=\"300\" height=\"180\" class=\"alignright size-medium wp-image-1554\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Alexis-Tsipras-Greek-lea-008-300x180.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Alexis-Tsipras-Greek-lea-008.jpg 460w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Alexis Tsipras<\/strong><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Mais importante que a perspectiva de obter petr\u00f3leo barato \u00e9 o poder deste exemplo. Ch\u00e1vez se empenhou, muito antes do in\u00edcio do s\u00e9culo, num projeto que rejeitava a economia neoliberal que aflige a Europa e grande parte do mundo ocidental. Ele se op\u00f4s \u00e0s receitar do Banco Mundial e do FMI e tinha combatido contra as pol\u00edticas de privatiza\u00e7\u00e3o que tinham prejudicado o tecido social e econ\u00f4mico da Am\u00e9rica Latina, as mesmas pol\u00edticas com as quais a UE est\u00e1 agora amea\u00e7ando destruir a economia da Gr\u00e9cia. Ch\u00e1vez renacionalizou muitas ind\u00fastrias, inclusive as de petr\u00f3leo e g\u00e1s, que tinham sido privatizadas nos anos 90.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>As palavras e o est\u00edmulo de Ch\u00e1vez tiveram um efeito muito al\u00e9m da Venezuela. Encorajaram a Argentina a n\u00e3o cumprir sua d\u00edvida, reorganizar sua economia desde ent\u00e3o e renacionalizar seu setor petrol\u00edfero. Ch\u00e1vez ajudou Evo Morales na Bol\u00edvia a gerenciar seu setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s para o benef\u00edcio do pa\u00eds, em vez de beneficiar os acionistas estrangeiros, e, mais recentemente, p\u00f4s um freio ao roubo dos lucros de sua companhia el\u00e9trica, por parte da Espanha (4). Acima de tudo, ele mostrou aos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que h\u00e1 uma alternativa \u00e0 mensagem \u00fanica neoliberal que tem sido incessantemente transmitida h\u00e1 d\u00e9cadas por governos e m\u00eddia, empenhados com esta ideologia obsoleta.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/090821_morales2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/090821_morales2-300x222.jpg\" alt=\"\" title=\"090821_morales2\" width=\"300\" height=\"222\" class=\"alignright size-medium wp-image-1555\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/090821_morales2-300x222.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/090821_morales2.jpg 525w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Evo Morales<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nAgora chegou o momento de fazer ouvir aquela mensagem alternativa ainda mais longe, por eleitores da Europa. Na Am\u00e9rica Latina, os governos que seguem uma estrat\u00e9gia alternativa t\u00eam sido repetidamente reeleitos, o que sugere sua popularidade e efic\u00e1cia. Na Europa, os governos de qualquer tend\u00eancia que seguem o padr\u00e3o neoliberal parecem cair ao primeiro obst\u00e1culo, o que sugere a falta de engajamento da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/byron.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/byron-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"byron\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignright size-medium wp-image-1556\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/byron-300x300.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/byron-150x150.jpg 150w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/byron.jpg 340w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Lord Byron<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/carbonari.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/carbonari.jpg\" alt=\"\" title=\"carbonari\" width=\"199\" height=\"218\" class=\"alignright size-full wp-image-1557\" \/><\/a><br \/>\n<strong>&#8220;Carbonari&#8221; italianos<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nCh\u00e1vez e seus correligion\u00e1rios da nova \u201crevolu\u00e7\u00e3o bolivariana\u201d clamaram por uma \u201csocialismo do s\u00e9culo XXI\u201d, e n\u00e3o uma volta ao estilo econ\u00f4mico sovi\u00e9tico ou a uma continua\u00e7\u00e3o da adapta\u00e7\u00e3o social-democr\u00e1tica do capitalismo, mas, como o descreveu o presidente do Equador, Rafael Correa, a retomada da planifica\u00e7\u00e3o nacional pelo estado \u201cpara o desenvolvimento da maioria da popula\u00e7\u00e3o\u201d. (5) A Gr\u00e9cia tem \u00f3timas chances de mudar a hist\u00f3ria da Europa e de lan\u00e7ar seus chap\u00e9us de Bol\u00edvar ao ar, como fizeram os \u201ccarbonari\u201d italianos em Paris tantos anos atr\u00e1s. Lord Byron, que planejava ir morar na Venezuela de Bol\u00edvar, antes de zarpar para ajudar a libertar a Gr\u00e9cia, chamou seu iate de Bol\u00edvar; ele certamente se alegraria com os desenvolvimentos contempor\u00e2neos.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>NOTAS:<\/strong><br \/>\n1) http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sim\u00f3n_Bol%C3%ADvar<br \/>\n2) http:\/\/www.guardian.co.uk\/world\/2012\/may\/08\/erozone-crisis-greek-bailout-deal<br \/>\n3) http:\/\/www.guardian.co.uk\/commentisfree\/2008\/aug\/29\/venezuela.livingstone<br \/>\n4) http:\/\/www.guardian.co.uk\/business\/2012\/may\/02\/bolivia-nationalises-spanish-power-grid<br \/>\n5) http:\/\/www.guardian.co.uk\/commentisfree\/2009\/feb\/01\/brazil-venezuela<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A LI\u00c7\u00c3O DE ECONOMIA DE CHAVEZ PARA A EUROPA A rejei\u00e7\u00e3o, por parte de Hugo Chavez, das pol\u00edticas neoliberais que est\u00e3o arrastando para baixo a Europa constitui um \u00f3timo exemplo para a Gr\u00e9cia, e n\u00e3o s\u00f3 para ela&#8230; Por: Richard Gott Fonte: guardian.co.uk de 16 de maio de 2012 Tradu\u00e7\u00e3o: Mario S. 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