{"id":1456,"date":"2012-05-03T13:46:36","date_gmt":"2012-05-03T13:46:36","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=1456"},"modified":"2012-05-03T14:20:05","modified_gmt":"2012-05-03T14:20:05","slug":"alem-dos-paradigmas-fossilizados-a-futura-economia-alimentar-por-vandana-shiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=1456","title":{"rendered":">> Al\u00e9m dos paradigmas fossilizados: a futura economia alimentar, por Vandana Shiva"},"content":{"rendered":"<p><strong>Al\u00e9m dos paradigmas fossilizados: a futura economia alimentar<br \/>\n<\/br><br \/>\nA economia do futuro estar\u00e1 baseada em pessoas e na biodiversidade \u2013 n\u00e3o em combust\u00edveis  f\u00f3sseis, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas t\u00f3xicas e monoculturas.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Por: Vandana Shiva<br \/>\nFonte: The Asian Age de 2 de maio de 2012<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mario S. Mieli<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/financiamento_dinheiro_001_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/financiamento_dinheiro_001_jpg-300x225.jpg\" alt=\"\" title=\"financiamento_dinheiro_001_jpg\" width=\"300\" height=\"225\" class=\"alignright size-medium wp-image-1457\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/financiamento_dinheiro_001_jpg-300x225.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/financiamento_dinheiro_001_jpg.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Nova D\u00e9li, \u00cdndia \u2013<br \/>\nA crise econ\u00f4mica, a crise ecol\u00f3gica e a crise alimentar s\u00e3o um reflexo do paradigma econ\u00f4mico ultrapassado e fossilizado \u2013 paradigma que se desenvolveu a partir da mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos para a guerra, por meio da cria\u00e7\u00e3o da categoria \u201ccrescimento\u201d econ\u00f4mico e que est\u00e1 enraizado na era dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e do petr\u00f3leo. Precisamos sair desse paradigma fossilizado se quisermos resolver as crises econ\u00f4mica e ecol\u00f3gica.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Economia e ecologia t\u00eam a mesma raiz \u201coikos\u201d \u2013 que quer dizer (em grego) \u2018lar\u2019, \u2018casa\u2019\u2013 tanto nosso lar planet\u00e1rio, a Terra, quanto nossa casa, onde vivemos nossas vidas diariamente com nossa fam\u00edlia e comunidade.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Mas a economia se extraviou da ecologia, esqueceu a casa e se focalizou no mercado. Um \u201climite de produ\u00e7\u00e3o\u201d artificial foi criado para se medir o Produto Interno Bruto (PIB). O limite de produ\u00e7\u00e3o definiu o trabalho e a produ\u00e7\u00e3o para o sustento como n\u00e3o-produ\u00e7\u00e3o e n\u00e3o-trabalho. \u201cSe voc\u00ea produz o que consome, ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o produz\u201d. Num golpe brusco, o trabalho da natureza de produzir mercadoria e servi\u00e7os desapareceu. A produ\u00e7\u00e3o e o trabalho das economias de sustento desapareceu, o trabalho de centenas de milh\u00f5es de mulheres desapareceu.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/monocultura-trigo.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/monocultura-trigo-300x217.gif\" alt=\"\" title=\"monocultura-trigo\" width=\"300\" height=\"217\" class=\"alignright size-medium wp-image-1458\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/monocultura-trigo-300x217.gif 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/monocultura-trigo.gif 402w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A essa falsa medida de crescimento, \u00e9 adicionada uma falsa medida de \u201cprodutividade\u201d. A produtividade \u00e9 o output produzido por unidade de input. Na agricultura, isso deveria envolver todos os outputs dos agro-ecossistemas biodiversos \u2013 o composto, a energia e os produtos derivados do leite do gado, o combust\u00edvel e a forragem e as frutas da agro-silvicultura e as \u00e1rvores das planta\u00e7\u00f5es, os diversos outputs das diversas colheitas. Quando medido honestamente em termos de output total, pequenas fazendas biodiversas produzem mais e s\u00e3o mais produtivas.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/PB387organicos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/PB387organicos.jpg\" alt=\"\" title=\"PB387organicos\" width=\"250\" height=\"175\" class=\"alignright size-full wp-image-1459\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nOs inputs deveriam incluir todos os inputs \u2013 capital, sementes, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, maquinaria, combust\u00edveis f\u00f3sseis, trabalho, terra e \u00e1gua. A falsa medida de produtividade seleciona um output entre a gama de diferentes outputs \u2013 uma \u00fanica commodity para ser produzida para o mercado, e um input entre todos os diferentes outputs \u2013 a m\u00e3o-de-obra.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Dessa forma, as monoculturas industriais, de baixo output e alto input qu\u00edmico que, de fato, t\u00eam uma produtividade negativa, s\u00e3o artificialmente apresentadas como mais produtivas que os plantios pequenos, biodiversos e ecol\u00f3gicos. E isso est\u00e1 na base da falsa suposi\u00e7\u00e3o de que pequenos plantios devem ser destru\u00eddos e substitu\u00eddos por grandes fazendas industriais.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Essa medida de produtividade falsa e fossilizada est\u00e1 na base das m\u00faltiplas crises que enfrentamos quanto a alimentos e agricultura. Est\u00e1 na base da fome e subnutri\u00e7\u00e3o porque, enquanto as commodities crescem, a fome e nutri\u00e7\u00e3o desapareceram do sistema agr\u00edcola. O lucro ou  \u201crendimento\u201d mede o output de uma \u00fanica commodity, n\u00e3o o output dos alimentos e nutri\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/natureza-morta.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/natureza-morta-300x297.jpg\" alt=\"\" title=\"natureza-morta\" width=\"300\" height=\"297\" class=\"alignright size-medium wp-image-1460\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/natureza-morta-300x297.jpg 300w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/natureza-morta-150x150.jpg 150w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/natureza-morta.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nEssa \u00e9 a causa raiz da crise agr\u00e1ria.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Quando os custos do input continuam aumentando, mas n\u00e3o s\u00e3o contados na medida da produtividade, os pequenos e marginais agricultores s\u00e3o for\u00e7ados aos modelo agr\u00edcola de alto custo, o qual resulta em endividamento \u2013 e em casos extremos, na epidemia de suic\u00eddios de cultivadores.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Isso est\u00e1 na base da crise do desemprego.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Quando as pessoas s\u00e3o substitu\u00eddas por escravos energ\u00e9ticos devido a uma falsa medida de produtividade baseada nos inputs de m\u00e3o-de-obra somente, a destrui\u00e7\u00e3o de vidas e trabalho \u00e9 um resultado inevit\u00e1vel.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m est\u00e1 na base da crise ecol\u00f3gica.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Quando os inputs em termos de recursos naturais, combust\u00edvel f\u00f3ssil e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas s\u00e3o aumentados mas n\u00e3o contabilizados, mais \u00e1gua e terra s\u00e3o perdidas, mais veneno t\u00f3xico \u00e9 usado, mais combust\u00edveis f\u00f3sseis s\u00e3o requeridos. Em termos de produtividade dos recursos, a agricultura industrial qu\u00edmica \u00e9 altamente ineficiente. Ela utiliza dez unidades de energia para produzir uma unidade de alimento. Ela \u00e9 respons\u00e1vel por 75 por cento do uso da \u00e1gua, 75 por cento do desaparecimento da diversidade das esp\u00e9cies, 75 por cento da degrada\u00e7\u00e3o do solo e da terra e 40 por cento de todas as emiss\u00f5es de Gases de Efeito Serra, que est\u00e3o desestabilizando o clima.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Em termos de alimentos e agricultura, quando transcendemos a falsa produtividade de um paradigma fossilizado, e mudamos de um enfoque bitolado em rendimentos da monocultura como \u00fanico output, e m\u00e3o-de-obra como o \u00fanico input, em vez de destruir as pequenas unidades agr\u00edcolas e cultivadores, passamos a proteg\u00ea-los \u2013 porque eles s\u00e3o mais produtivos em termos reais. Em vez de destruir a biodiversidade, passamos a intensific\u00e1-la, porque ela d\u00e1 mais alimentos e nutri\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A economia do futuro est\u00e1 baseada no ser humano e na biodiversidade \u2013 e n\u00e3o em combust\u00edveis f\u00f3sseis, escravos energ\u00e9ticos, qu\u00edmicos t\u00f3xicos e monoculturas. O paradigma fossilizado de alimentos e agricultura nos d\u00e1 deslocamento, desapropria\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as e destrui\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Deu-nos a epidemia de suic\u00eddio de cultivadores e a epidemia de fome e subnutri\u00e7\u00e3o. Um paradigma que rouba a vida de 250.000 cultivadores e rouba a forma de sustento de milh\u00f5es de pessoas, que rouba os meios de vida de metade de nossas gera\u00e7\u00f5es futuras, negando-lhes alimentos e nutri\u00e7\u00e3o, \u00e9 evidentemente disfuncional.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Isso tem levado ao crescimento do fluxo de dinheiro e de lucros corporativos, mas tem diminu\u00eddo a vida e o bem-estar de nossas popula\u00e7\u00f5es. O novo paradigma que estamos criando no ch\u00e3o \u2013 e em nossas mentes \u2013 enriquece as formas de sustento, a sa\u00fade dos povos e ecossistemas, e das culturas.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Em 2 de abril de 2012, as Na\u00e7\u00f5es Unidas organizaram uma Reuni\u00e3o de Alto N\u00edvel sobre Bem-Estar e Felicidade: Definindo um novo Paradigma Econ\u00f4mico para Implementar a resolu\u00e7\u00e3o 65\/309 <a href=\"http:\/\/www.stwr.org\/economic-sharing-alternatives\/happiness-and-well-being-defining-a-new-economic-paradigm.html\">(Wellbeing and Happiness: Defining a new Economic Paradigm to implement resolution 65\/309 [PDF])<\/a>, adotado unanimemente pela Assembl\u00e9ia Geral em julho de 2011 \u2013 consciente de que a busca da felicidade \u00e9 um objetivo humano fundamental e \u201creconhecendo que o produto interno bruto n\u00e3o reflete adequadamente a felicidade e o bem-estar das pessoas\u201d.<br \/>\n<\/br><br \/>\nFui convidada a falar nesta confer\u00eancia da ONU. A reuni\u00e3o teve lugar no pequeno reinado do But\u00e3o, no Himalaia. O But\u00e3o abandonou as falsas categorias do PNB e PIB, substituindo-os com a categoria de \u201cfelicidade nacional bruta\u201d, a qual mede o bem-estar da natureza e da sociedade.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Jigmi Thinley, primeiro-ministro do But\u00e3o, reconheceu que o \u201ccultivo org\u00e2nico\u201d e o \u201ccultivo da felicidade e do bem-estar\u201d v\u00e3o de m\u00e3os dadas. Por isso ele pediu \u00e0 Navdanya e a mim para ajud\u00e1-lo a fazer essa transi\u00e7\u00e3o para 100 por cento de cultivos org\u00e2nicos no But\u00e3o.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Na \u00cdndia, a Navdanya est\u00e1 trabalhando com os estados de Uttarakhand, Kerala, Madhya Pradesh, Jharkhand e Bihar para uma transi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. Nosso alvo \u00e9 termos uma \u00cdndia org\u00e2nica at\u00e9 2050, para acabar com a epidemia de suic\u00eddios de cultivadores, a fome e a subnutri\u00e7\u00e3o, para parar com a eros\u00e3o de nosso solo, nossa biodiversidade, nossa \u00e1gua; para criar formas de vida sustent\u00e1veis e acabar com a pobreza.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Essa \u00e9 a \u201cfutureconomics \u201c, a economia do futuro.  <\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/sustentabilidade2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/sustentabilidade2-297x300.jpg\" alt=\"\" title=\"sustentabilidade2\" width=\"297\" height=\"300\" class=\"alignright size-medium wp-image-1461\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/sustentabilidade2-297x300.jpg 297w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/sustentabilidade2.jpg 355w\" sizes=\"auto, (max-width: 297px) 100vw, 297px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m dos paradigmas fossilizados: a futura economia alimentar A economia do futuro estar\u00e1 baseada em pessoas e na biodiversidade \u2013 n\u00e3o em combust\u00edveis f\u00f3sseis, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas t\u00f3xicas e monoculturas. 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