{"id":1009,"date":"2012-01-10T11:57:44","date_gmt":"2012-01-10T11:57:44","guid":{"rendered":"http:\/\/imediata.org\/?p=1009"},"modified":"2012-01-10T12:04:25","modified_gmt":"2012-01-10T12:04:25","slug":"os-velhos-novos-caes-de-guarda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imediata.org\/?p=1009","title":{"rendered":">> Novos (velhos) C\u00c3ES DE GUARDA e totalitarismo financeiro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Novos (velhos) C\u00c3ES DE GUARDA e totalitarismo financeiro<\/strong><\/p>\n<p><\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/LNCDG_vign-debats-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/LNCDG_vign-debats-2.jpg\" alt=\"\" title=\"LNCDG_vign-debats-2\" width=\"150\" height=\"213\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1010\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Sai amanh\u00e3, 11 de janeiro de 2012 na Fran\u00e7a o filme LES NOUVEAUX CHIENS DE GARDE \u2013 Os novos c\u00e3es de guarda. Para a ficha t\u00e9cnica, videos, fotos, montagens e desmontagens, clicar aqui:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.lesnouveauxchiensdegarde.com\/\">http:\/\/www.lesnouveauxchiensdegarde.com\/<\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Les Nouveaux Chiens de Garde (2012)<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Les Nouveaux Chiens de Garde (Documentaire Politique - 2012)\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lszB9lFNcHI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/br><br \/>\n<a href=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/rage.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/rage.jpg\" alt=\"\" title=\"rage\" width=\"436\" height=\"465\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1011\" srcset=\"https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/rage.jpg 436w, https:\/\/imediata.org\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/rage-281x300.jpg 281w\" sizes=\"auto, (max-width: 436px) 100vw, 436px\" \/><\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nTudo a ver com o tema do filme, mas aplicado ao caso brasileiro, o artigo de <strong>Gilson Caroni Filho \u201cO que move o partido-imprensa\u201d<\/strong>, postado em 8 de janeiro 2012 na <a href=\"http:\/\/www.cartamaior.com.br\/templates\/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5396\">cartamaior<\/a><br \/>\ne reproduzido abaixo:<br \/>\n <\/br><br \/>\n<strong>O que move o partido-imprensa<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nMerval Pereira, Miriam Leit\u00e3o, Sardenberg, Eliane Catanhede, Dora Kramer e outros mais necessitam ser analisados pelo que s\u00e3o: intelectuais org\u00e2nicos do totalitarismo financeiro. O conte\u00fado de suas colunas representa a tradu\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica dos interesses do capital financeiro.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Gilson Caroni Filho<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nA leitura di\u00e1ria dos jornais pode ser um interessante exerc\u00edcio de sociologia pol\u00edtica se tomarmos os conte\u00fados dos editoriais e das principais colunas pelo que de fato s\u00e3o: a tradu\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica dos interesses do capital financeiro, a partitura das prioridades do mercado. O que lemos \u00e9 a propaga\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s dos principais \u00f3rg\u00e3os de imprensa, das pol\u00edticas neoliberais recomendadas pelas grandes organiza\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas internacionais que usam e abusam do cr\u00e9dito, das estat\u00edsticas e da autoridade que ainda lhes resta: o Banco Mundial (BIrd), o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC). \u00c9 a eles, al\u00e9m das simplifica\u00e7\u00f5es elaboradas pelas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco, que prestam vassalagem as editorias de pol\u00edtica e economia da grande m\u00eddia corporativa.<br \/>\n<\/br><br \/>\nClaramente partidarizado, o jornalismo brasileiro pratica a legitima\u00e7\u00e3o adulat\u00f3ria de uma nova ditadura, onde a pol\u00edtica n\u00e3o deve ser nada al\u00e9m do palco de um pseudo-debate entre partidos que exageram a dimens\u00e3o das pequenas diferen\u00e7as que os distinguem para melhor dissimular a enormidade das proibi\u00e7\u00f5es e submiss\u00f5es que os une. \u00c9 neste contexto, que visa \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do desencanto pol\u00edtico-eleitoral, que deve ser visto o exerc\u00edcio da desqualifica\u00e7\u00e3o dos atores pol\u00edticos e do Estado. At\u00e9 2002, era fina a sintonia entre essa pr\u00e1tica editorial e o cons\u00f3rcio encastelado nas estruturas de poder. O discurso &#8220;modernizante&#8221; pretendia &#8211; e ainda pretende &#8211; substituir o &#8220;arca\u00edsmo&#8221; do fazer pol\u00edtico pela &#8220;efici\u00eancia&#8221; do economicamente correto. Mas qual o perigo do Estado para o partido-imprensa? Em que ele amea\u00e7a suas formula\u00e7\u00f5es program\u00e1ticas e seus interesses econ\u00f4micos.<br \/>\n<\/br><br \/>\nO Estado n\u00e3o \u00e9 uma realidade externa ao homem, alheia \u00e0 sua vida, apartada do seu destino. E n\u00e3o o pode ser porque ele \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o humana, um produto da sociedade em que os homens se congregam. Mesmo quando ele agencia os interesses de uma s\u00f3 classe, como nas sociedades capitalistas, ainda a\u00ed o Estado n\u00e3o se aliena dos interesses das demais categorias sociais.<br \/>\n<\/br><br \/>\nO reconhecimento dos direitos humanos, embora seja um reconhecimento formal pelo Estado burgu\u00eas, prova que ele n\u00e3o pode ser uma institui\u00e7\u00e3o inteiramente ligada aos membros da classe dominante. O grau maior ou menor da sensibilidade social do Estado depende da consci\u00eancia humana de quem o encarna. \u00c9 vista nesta perspectiva que se trava a luta pela hegemonia. De um lado os que querem um Estado ampliado no curso de uma democracia progressiva. De outro os que s\u00f3 o concebem na sua dimens\u00e3o meramente repressiva; bra\u00e7o armado da seguran\u00e7a e da propriedade.<br \/>\n<\/br><br \/>\nO partido-imprensa abomina os movimentos sociais os sindicatos (que n\u00e3o devem ter sen\u00e3o uma representatividade corporativa), a na\u00e7\u00e3o, antevista como ante-c\u00e2mara do nacionalismo, e o povo sempre embriagado de populismo. Repele tudo que represente um obst\u00e1culo \u00e0 livre-iniciativa, \u00e0 desregulamenta\u00e7\u00e3o e \u00e0s privatiza\u00e7\u00f5es. Aprendeu que a expans\u00e3o capitalista s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel baseada em &#8220;ganhos de efici\u00eancia&#8221;, com desemprego em grande escala e com redu\u00e7\u00e3o dos custos indiretos de seguran\u00e7a social, atrav\u00e9s de redu\u00e7\u00f5es fiscais.<br \/>\n<\/br><br \/>\nQuando lemos os vitup\u00e9rios dos seus principais articulistas contra pol\u00edticas p\u00fablicas como Bolsa Fam\u00edlia, ProUni e Plano de Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza, dentre outros, temos que levar em conta que trabalham como quadros org\u00e2nicos de uma pol\u00edtica fundamentalista que, de 1994 a 2002, implementou radical mecanismo de decad\u00eancia auto-sustentada, caracterizada por crescentes d\u00edvidas, desemprego e anemia da atividade econ\u00f4mica.<br \/>\n<\/br><br \/>\nComo arautos de uma ordem excludente e ventr\u00edloquos da injusti\u00e7a, em nome de um suposto discurso da compet\u00eancia , endossaram a aliena\u00e7\u00e3o de quase todo patrim\u00f4nio p\u00fablico, propagando a mais desmoralizante e sistem\u00e1tica ofensiva contra a cultura c\u00edvica do pa\u00eds. N\u00e3o fizeram- e fazem- apenas o servi\u00e7o sujo para os que assinam os cheques, reestruturam e demitem. S\u00e3o intelectuais org\u00e2nicos do totalitarismo financeiro, t\u00eam com ele uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica. E \u00e9 assim que devem ser compreendidos: como agentes de uma l\u00f3gica transversa.<br \/>\n<\/br><br \/>\nMerval Pereira, Miriam Leit\u00e3o, Sardenberg, Eliane Catanhede, Dora Kramer e outros mais necessitam ser analisados sob essa perspectiva. \u00c9 ela que molda a \u00e9tica e o profissionalismo de todos eles. Sem mais nem menos.<br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>E aqui um curto trecho de entrevista de Pasolini a Enzo Biagi, com di\u00e1logo traduzido:<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Pasolini e i media<\/strong><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Pasolini e i media\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qNVmY9vtb2Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/br><br \/>\nA televis\u00e3o \u00e9 um meio de massas. E um meio de massas s\u00f3 pode nos massificar e alienar.<br \/>\n&#8211; Mas n\u00f3s estamos discutindo com uma grande liberdade, sem qualquer inibi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 verdade?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 verdade.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o posso dizer tudo o que eu quero.<br \/>\n&#8211; Mas diga!<br \/>\n&#8211; N\u00e3o posso, pois seria acusado de vilip\u00eandio\u2026 (&#8230;)&#8230;na realidade n\u00e3o posso dizer tudo. Al\u00e9m disso, objetivamente, frente \u00e0 ingenuidade e \u00e0 falta de preparo de um certo tipo de espectadores, eu mesmo n\u00e3o gostaria de dizer certas coisas. Assim, eu me autocensuro. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. \u00c9 em parte isso. \u00c9 o meio de massas em si. A partir do momento que algu\u00e9m nos escuta em v\u00eddeo, estabelece-se uma rela\u00e7\u00e3o de inferior a superior, o que \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o assustadoramente antidemocr\u00e1tica. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos (velhos) C\u00c3ES DE GUARDA e totalitarismo financeiro Sai amanh\u00e3, 11 de janeiro de 2012 na Fran\u00e7a o filme LES NOUVEAUX CHIENS DE GARDE \u2013 Os novos c\u00e3es de guarda. 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