Todos nós temos dúvidas sobre formas de prevenção e contaminação do vírus da AIDS. Aqui você poderá encontrar algumas respostas para as perguntas mais freqüentes. Para questões mais específicas, desde que ligadas ao tema, envie uma mensagem:

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>>>A sigla "Aids" quer dizer o quê ?

>>>Como o vírus da Aids é transmitido ?

>>>Como o HIV causa a doença ?

>>>Quais são os primeiros sintomas ou manifestações da doença ?

>>>Como fico sabendo se estou com Aids ?

>>>Quantas pessoas estão infectadas no mundo ?

>>>Qual é a origem do vírus da Aids ?

>>>Sexo oral é seguro ?

>>>Sexo anal é seguro ?

>>>A camisinha funciona mesmo ?

>>>Quais são os testes que detectam o vírus da Aids ?

>>>Quais são e como funcionam os remédios que combatem os efeitos do vírus da Aids ?

>>>Por que o símbolo da luta contra a Aids é uma fita vermelha ?

A sigla "Aids" quer dizer o quê ?

AIDS é uma sigla de origem inglesa que quer dizer Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida. Adquirida porque não é hereditária, não passa de pai para filho; só se pega ao entrar em contato com o vírus, que está em grandes quantidades no sangue, na secreção vaginal, no esperma e no leite materno das pessoas contaminadas. Imunológica porque se refere ao Sistema Imunológico, o sistema de defesa do organismo, que protege a pessoa de vírus, bactérias, fungos e outros microorganismos. Por causa do vírus o sistema de defesa acaba não funcionando bem, fica fraco e sem forças. Daí a palavra deficiência. E Síndrome é o conjunto de sinais e sintomas que podem ter várias causas. No Brasil utilizamos a forma Aids, mas no países de língua latina a forma Sida é mais habitual.

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Como o vírus da Aids é transmitido ?

O vírus da AIDS se chama HIV, outra sigla que quer dizer Virus da Imunodeficiência Humana, porque é o vírus que diminui as defesas do organismo. O mecanismo de infecção pelo HIV funciona, de uma forma simplificada, por duas condições básicas: a existência de uma porta de saída e de uma porta de entrada. No caso do sangue, é necessário que o vírus saia de circulação (por um ferimento, afta, cortes - mesmo que minúsculos) de uma pessoa contaminada (porta de saída) e se introduza no corpo de uma pessoa sadia (porta de entrada, também por meio de um ferimento, afta, cortes — mesmo que minúsculos). O mecanismo funciona da mesma forma, no caso do contato com o esperma (sexo oral, vaginal ou anal), secreções dos rgãos sexuais (da vagina e também aquela secreção que sai antes da ejaculação, o líquido pré-seminal) e finalmente, do leite materno (trasmissão vertical: da mãe para bebê). A quantidade de vírus que existe na saliva, suor, lágrimas, urina e fezes é tão pequena que não apresenta risco de transmissão do vírus. No entanto, no caso do beijo, por exemplo, h uma remota possibilidade de abertura das duas portas (entrada e sada), isto , se duas pessoas que se beijam estiverem AMBAS com cortes na boca ou sangramento de gengiva (ou mesmo se isso acontecer no momento de um beijo angustiado) e uma delas estiver contaminada; teremos aí uma porta de saída e outra porta de entrada - assim a possibilidade de contaminação. Pelo mesmo processo, provar o esperma (inclusive o líquido pré-seminal) ou secreção vaginal, é possível correr-se o mesmo risco.

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Como o HIV causa a doença ?

O vrus da AIDS aumentado mais de 1000.000 vezes

Há 40 anos os cientistas perceberam que os vírus, ao contrário das bactérias, não vivem fora das células. Os vírus pegam emprestado uma parte dessas células para se reproduzir. Você já deve ter ouvido falar do DNA, uma molécula importante encontrada no núcleo da células, que armazena dados sobre as características do indivíduo, regula as atividades e funções da célula e é responsável pela sua reprodução. O vírus da AIDS é da família dos retrovirus, que ao invés de ter DNA, tem RNA. Só que ele precisa do DNA das células para se reproduzir. Então quando o vírus da Aids, o HIV, entra no corpo de uma pessoa, ele também vai atacar células em busca do DNA para poder se reproduzir. Mas que células são estas? O HIV ataca vários tipos de células importantes. Uma das mais estudadas e uma das células que o HIV mais gosta se chama linfócito T4. Os linfócitos T4 são os glóbulos brancos do sangue. Só que calha desses linfócitos T4 serem justamente as principais células de defesa do organismo. Os glóbulos brancos T4 é que reconhem o tipo de microorganismo que entram no nosso corpo: se é um micróbio, um fungo, uma bactéria, ou um vírus. Pode ser vírus da gripe, da hepatite ou da Aids. Quando o vírus da Aids penetra no organismo, ele se aproxima do linfócito T4, gruda nele, empurra a sua capa externa e entra dentro do linfócito. Aque ele se multiplica em milhares de outros vírus. Só que isso não ocorre em segundos, pode demorar meses ou anos. São tantos vírus da Aids que o linfócito fica completamente destruído. E um bando de novos vírus saem pelo sangue para atacar outros linfócitos e começar tudo de novo. É claro que se as células que deveriam defender o organismo, como os linfócitos T4, são lentamente destruídas, os micróbios que vivem em nosso meio sem causar nenhum problema, já que são neutralizados quando o nosso sistema imunológico funciona normalmente, atacam o organismo, aproveitando-se da oportunidade criada pela ausência de defesa. Surgem assim várias doenças chamadas de oportunistas: peneumonia, tuberculose, meningite, herpes, sapinho e alguns tipos de cancer raros, como o sarcoma de Kaposi.

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Quais são os primeiros sintomas ou manifestações da doença ?

(explicação fornecida pelo Dr. Antônio A. Barone, professor livre-docente de doenças infecciosas e parasitárias da Universidade de São Paulo)

A Aids instala-se lenta e progessivamente no ser humano, mas a doença se manifesta somente alguns anos após a infecção inicial. Depois que se aloja no organismo, o HIV se multiplica nos linfócitos chamados de T, destruindo-os. Os vírus do HIV ficam então livres na circulação sanguínea e, a partir daí, penetram em outros linfócitos ou células, como monócitos e macrófagos. Dessa forma, a doença se mantém indefinidamente, até que os linfócitos T, principais responsáveis pelo sistema imunológico, diminuam abaixo do necessário para cumprir suas funções. Um número considerado crítico, a partir do qual podem começar a aparecer as infecções oportunistas, é o de 400 linfócitos T por milímetro cúbico de sangue. As manifestações da Aids são classificadas da seguinte forma: Primárias: decorrem da ação do próprio HIV e dependem das alterações dos linfócitos e macrófagos que se localizam, por exemplo, no sistema nervoso central, nos pulmões ou no intestino; Secundárias: dependem do grau de deficiência do sistema imunológico e das consequentes infecções oportunistas. Mais de 80% das pessoas não apresentam nenhum sintoma quando ocorre a infecção inicial pelo HIV (também chamada de priminfecção ou ainda de infecção assintomática ou inaparente). Alguns pacientes, entretanto, revelam um estado caracterizado pela fadiga, febre, aparecimento e aumento de gânglios (caroços) ao longo do corpo e surgimento de erupções (feridas) na pele. Também são observadas alterações do sistema nervoso central, que podem variar de simples dores de cabeça a verdadeiras encefalites (inflamação do tecido nervoso do cérebro). Em geral até três meses depois da infecção inicial surgem no sangue do paciente os anticorpos específicos contra o HIV. Nessa fase, embora não apresentem sintomas, as pessoas são consideradas soropositivas, ou seja, capazes de transmitir a doença. A duração dessa etapa de infecção inaparente é variável e ainda não completamente conhecida. De qualquer modo, trata-se de um período longo, a ser medido em anos. Em continuação imediata ao período inicial, ou ainda meses ou anos depois, o paciente pode apresentar gânglios com mais de um centímetro de diâmetro, em locais diferentes do corpo (menos na região da virilha). Os sintomas devem ter duração maior que três meses e não se relacionar a outras doenças ou fatores, além do HIV, que possam determinar esse tipo de alteração. A partir daí, o indivíduo contaminado evolui para o período da Aids propriamente dito. Passam a ocorrer manifestacões gerais como febre e diarréia, que duram mais de um mês, sem outra explicação, a não ser a própria infecção pelo HIV. Acontece ainda a perda de peso involuntária e superior em 10% ao peso normal da pessoa. Nessa fase também podem ocorrer outras infecções, como o herpes-zoster (cobreiro), a candidíase oral (sapinho) e a leucoplasia (placas brancas e opacas) na língua. Em alguns pacientes, aparecem manifestacões neurológicas, que vão de perturbações mentais à loucura. A seguir, surgem as infecções oportunistas e os tumores, associados às deficiências da imunidade celular e a outras alterações do sistema imunológico.

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Como fico sabendo se estou com Aids?

Em primeiro lugar, é importante entender a diferença entre ser portador do vírus HIV (quando o vírus ainda está na fase de reprodução e não há comprometimento suficiente do sistema imunológico para o aparecimento das doenças oportunistas) e estar doente de Aids (já na fase da doença manifesta e suas conseqüentes repercussões na saúde do indivíduo). Quando uma pessoa suspeita que pode estar contaminada, ela deve submeter-se a testes de sangue específicos. Por eles poderão ser detectados os anticorpos produzidos pelo seu corpo contra o vírus, o que denuncia que a pessoa foi infectada. O mais comum é o teste ELISA. Antes de submeter-se a um exame anti-HIV, deve-se considerar o período da janela imunológica, que é o período decorrente entre o ato de infecção até o aparecimento dos primeiros anticorpos ao vírus em nível detectável pelo exame. O prazo mínimo recomendado para um resultado seguro e confiável na sorologia anti-HIV é de 3 meses, variável entre 91 e 92 dias. Mesmo em posse de um resultado negativo, é interessante que este exame seja repetido num prazo de seis meses, justamente em virtude da janela imunológica. Este exame poderá ser realizado em serviços públicos de saúde do Programa Estadual ou Municipal de sua cidade. Para localizar o endereço mais adequado do serviço mais próximo, é possível utilizar-se da página do Ministério da Saúde .

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Quantas pessoas estão infectadas no mundo?

Mais de 30 milhões de pessoas estão infectadas no mundo. Para maiores informações, entre aqui

 

Qual é a origem do vírus da AIDS ?

Não há uma comprovação científica sobre a origem do vírus da Aids, somente algumas hipóteses foram formuladas nesses longos vinte anos de epidemia, cujos primeiros casos ocorreram nos EUA, mais precisamente nas cidades de São Francisco e Nova Iorque. A teoria mais consistente sobre a origem do HIV considera que ele existe há muito tempo e, acreditam os pesquisadores, originou-se no continente africano, provavelmente do SIV (Vírus da Imunodeficiência de Símios) ancestral genético do HIV. O primeiro grupo social mais atingido pela epidemia foi o de homossexuais masculinos, mas logo surgiram casos entre usuários de drogas injetáveis, receptores de sangue, heterossexuais de ambos os sexos, crianças, idosos até que se deixou de falar em grupos de risco. A ação do HIV poderia ser resumida no seguinte: nosso corpo é formado por células que funcionam em grupos cujas funções são bastante definidas. Os glóbulos brancos, por exemplo, têm a função de defender nosso organismos contra infecções. O vírus do HIV se fixa num tipo muito especial dessas células, os linfócitos CD4 que são responsáveis pela regulação e manutenção da capacidade imunológica do organismo humano. Uma vez internalizado, o HIV atinge o núcleo do CD4 onde se reproduz continuamente até a destruição do linfócito. Os vírus reproduzidos procuram novos linfócitos numa cadeia progressiva de destruição até o comprometimento severo do sistema imunológico. Como conseqüência, microrganismos que vivem sob controle em nosso corpo ou fora dele, "aproveitam-se" desse estado de deficiência e se manifestam como doenças oportunistas (tuberculose, herpes, monilíase oral, tumores etc) que caracterizam a Aids enquanto doença.

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Sexo oral é seguro ?

Esta talvez seja a pergunta mais freqüente e difícil de ser respondida que surge quando se fala em prevenção de aids, especialmente porque não há evidências conclusivas sobre seus riscos (embora já exista uma pesquisa realizada em São Francisco-EUA que tenta dar conta disso, mas que tem provocado polêmica). Não podemos deixar de considerar, no entanto, como funciona o mecanismo de infecção pelo HIV (veja questão sobre isso acima). Embora esse mecanismo não seja infalível, teoricamente o risco existe e deve sempre ser lembrado quando avaliamos se uma prática sexual nos expõe ao risco ou não. É possível que você não pegue HIV por causa de uma "chupadinha rápida", mas você deve considerar que pode estar obtendo um pouco mais do que isso, pois até aquele "inocente" líquido que sai antes da ejaculação (líquido pré-seminal) pode conter o vírus HIV e/ou algumas das doenças sexualmente transmissíveis.

Diante de tantas recomendações sobre a prática de sexo seguro (que na verdade não são tantas assim!), muitas pessoas, por diversos motivos, acabam dando um jeito de tentar "driblar o vírus": algumas simplesmente negam sua existência (consequentemente negam respeito ao parceiro, especialmente se aquele está envolvido emocionalmente) ou então, desenvolvem tecnologias próprias sobre como evitar o HIV, em geral, sem qualquer fundamento científico, como por exemplo:

  • não chupar o pênis de quem solta muita secreção. Esse é um procedimento que tem algum fundamento pela quantidade menor de vírus que a pessoa pode entrar em contato, mas é quase raro alguém que não solte um mínimo de secreção, além do risco de uma ejaculação inesperada
  • fazer um exame geral no aspecto físico do parceiro e em particular em sua genitália para identificar alguma "coisa errada", Esse é um procedimento válido para algumas DST, mas não para todas e muito menos para o HIV
  • decidir chupar, mas cospir freqüentemente, quando há ejaculação cospir exaustivamente para eliminar qualquer possibilidade de microorganismos alienígenas. Este decididamente não tem nenhum fundamento, ninguém cospe 100% do que colocou na boca
  • proteger-se o ano inteiro, mas resolver tirar um dia de folga. "Afinal é carnaval!". Um ponto está absolutamente determinado no conhecimento que se tem sobre o vírus HIV: ele não tem agenda eletrônica, não tem julgamento moral, nem faz filantropia. Sexo seguro não é regime alimentar, não é como abandonar o hábito do fumo do qual sempre se pode dar uma "fugidinha".
  • Apaixonar-se, abandonar-se aos enlevos do amor, relegar ao mundo material desprezo, pois o amor é sagrado. Mesmo nos rituais mais elevados em espiritualidade, o mundo material se manifesta nos objetos de adoração, nas imagens, nas escrituras. No amor, é interessante considerar a camisinha como objeto de adoração e de sua própria perpetuação.

Finalmente, deve-se considerar também que sempre quando se fala em risco pensa-se somente em infecção pelo HIV. Isso não é suficiente. Sexo oral (inclusive o beijo) pode passar muitas DST (doenças sexualmente transmissíveis), como sífilis, herpes, gonorréia, hepatite, algumas uretrites (infecção da uretra), mesmo que não haja ejaculação.

Estamos sempre expostos a riscos em nossa vida diária, proteger-se deles é uma forma de minimizá-los e uma forma de viver mais feliz e saudável.

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Sexo anal é seguro ?

Como você sabe, a Aids não é uma doença de gays e pode pegar em qualquer pessoa. Depois, a Aids só se transmite através do sangue, do esperma e dos líquidos da vagina, quando eles entram no próprio corpo ou no do parceiro. A região do ânus — tanto do homem quanto da mulher— é muito vascularizada, ou seja, tem muitos vasos sangüíneos. No vai e vem da transa , no movimento do pênis entrando e saindo do ânus, um desses vasos pode se romper. Então pode acontecer um ferimento no ânus, mas também no pênis que está entrando no ânus. O vírus da aids pode passar através do sangue ou do esperma, se a pessoa gozar dentro do ânus e estiver sem camisinha. Se você fizer sexo anal sem camisinha com uma pessoa contaminada com o vírus da Aids fique sabendo que a chance é muito grande de você pegar o vírus.

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A camisinha funciona mesmo ?

Ilustração Laerte

 

A camisinha é uma capa de látex bem fina e resistente usada para proteger o pênis antes da relação sexual, protegendo-o de entrar em contato direto com partes do corpo do parceiro e suas secreções e/ou sangue. O preservativo masculino mostra-se bastante eficaz se utilizado corretamente. Em primeiro lugar, observe cuidadosamente a qualidade e integridade do material, sua procedência, seu prazo de validade, lubrificação correta (sempre com produtos a base de água como o KY e Preserv) e, principalmente, a forma de colocação (aponte a camisinha na glande, segure-a pela ponta, desenrole-a por todo o corpo do pênis, lubrifique-a. Após a ejaculação, retire-a com cuidado para não derramar o esperma, com o pênis ainda ereto). ATENÇÃO: na ponta da camisinha não deve haver ar depois de colocada no pênis — isso é fundamental. O USO DO PRESERVATIVO É A FORMA MAIS SEGURA DE EVITAR A AIDS NAS RELAÇÕES SEXUAIS COM PENETRAÇÃO.

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Quais são os testes anti-HIV, que detectam o vírus da Aids ?

 

 

(Informações fornecidas pelo Ministério da Saúde/ Secretaria de Assistência à Saúde/ Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS e Coordenacão Nacional de DST e AIDS)
Se uma pessoa suspeita que pode estar contaminada, poderá submeter-se a testes específicos. O teste usado de rotina detecta a presença de anticorpos contra o vírus no sangue. É o teste Elisa (teste imunoenzimático, técnica desenvolvida originalmente para utilização em bancos de sangue). Em muitas situações há necessidade de confirmação do resultado do exame realizado por essa técnica.
Nesse caso pode ser utilizada, por exemplo, a técnica de Western Blot, um dos testes confirmatórios. Quando este exame der resultado positivo, será considerado como definitivo, com possibilidade de erro muitíssimo reduzida.
Resultados do teste anti-HIV:
Positivo: indica a presença de anticorpos contra o vírus, ou seja, a pessoa foi infectada. Este resultado não significa que a pessoa está ou ficará doente de AIDS.
Negativo: significa que no momento do exame não foram detectados anticorpos contra o vírus. Devemos considerar aqui o fenômeno da "janela imunológica", ou seja, período de tempo que o organismo demora para produzir anticorpos contra o vírus em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Portanto, quando o resultado for negativo, não podemos afirmar com certeza a ausência da infecção.
Importante: é absolutamente necessário que antes e após a realização do teste o indivíduo passe
pelo aconselhamento, uma conversa com um profissional.
Lembrar que:
-não se pode obrigar ninguém a fazer o teste anti-HIV;
-é obrigatória a guarda do sigilo do resultado;
-o parceiro ou parceira deverá tomar conhecimento do resultado pela própria pessoa que realizou o exame
.

Onde fazer o teste:

-Nos CTAs (Centros de Testagem e Aconselhamento) do Ministério da Saúde. Para informações sobre CTAs do municípo, disque 0/xx/11/239-1627 ou pelo telefone 0800-611997, do Ministério da Saúde.

-Nas unidades da rede pública de saúde (postos e centros) e em hospitais conveniados com a Coordenação Nacional de DST/Aids. Para informações sobre os serviços públicos do Estado, disque 0800-162550

-Nos bancos de sangue (para quem for doar sangue)

-Em laboratórios particulares conveniados com planos de saúde (o exame é coberto pelos planos, se for solicitado por um médico). Nos laboratórios particulares, a pessoa não precisa apresentar pedido médico para fazer o teste, que custa em média de R$ 100 a R$150 e fica pronto em 24 horas. Nos serviços públicos demora de 10 a 15 dias.

 

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Quais são e como funcionam os remédios que combatem os efeitos do vírus da Aids ?

 

 

(Informações fornecidas pelo Ministério da Saúde/ Secretaria de Assistência à Saúde/ Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS e Coordenacão Nacional de DST e AIDS)

Depois de revirar o vírus da AIDS pelo avesso para descobrir como ele é por dentro, os cientistas perceberam que ele tem duas enzimas muito importantes para a sua reprodução: uma delas é a transcriptase reversa e a outra se chama protease. As armas químicas disponíveis para atacar o vírus da AIDS tentam bloquear a ação destas enzimas para impedir a reprodução do vírus em duas etapas diferentes. O AZT, o primeiro remédio ativo no combate ao vírus HIV, nasceu exatamente para inibir a de nome complicado, a transcriptase reversa. Os remédios que inibem a transcriptase reversa tentam impedir que o Rna do vírus da AIDS se transforme em uma molécula de DNA. Caso esses inibidores não resolvam o problema , o RNA do vírus da AIDS vira DNA e se apossa do núcleo da célula, obrigando-a a produzir pedaços de filhotes de vírus. Quando as partes começam a se juntar para formar novos virus inteiros, entra em campo um outro remédio que vai bloquear a enzima responsável por esse processo: a protease. Esses remédios se chamam inibidores de protease, e agem no último estágio da formação do HIV. O doutor chinês David Ho e equipe descobriram, entre 1994 e 1995 que utilizando uma bateria pesada de remédios combinados, ao invés de usar um único tipo de inibidor, era possível aumentar a resistência dos pacientes e dimuir a taxa de vírus no sangue. Esta foi uma das melhores notícias no combate ao vírus da AIDS dos últimos anos. A terapia do Dr.Ho ficou conhecida como coquetel anti-HIV, permitiu melhorar muito a qualidade de vida das pessoas que estão com o HIV. Existem, até o momento, dois tipos de remédios liberados para o tratamento do vírus HIV:

1-Inibidores da transcriptase reversa: São drogas que inibem a replicação do HIV bloqueando a ação da enzima transcriptase reversa, que age convertendo o RNA do vírus em DNA: Zidovudina (AZT) cápsula; Zidovudina (AZT) injetável; Zidovudina (AZT) solução oral; Didanosina (ddI) comprimido; Zalcitabina (ddC) comprimido; Lamivudina (3TC) comprimido; Estavudina (d4T) cápsula; e Abacavir comprimidos. Não-nucleosídeos: Nevirapina comprimido; Delavirdina comprimido; e Efavirenz comprimido. Nucleotídeo: Adefovir dipivoxil: comprimido.

2-Inibidores da protease: Estas drogas agem no último estágio da formação do HIV, impedindo a ação da enzima protease que é fundamental para a fragmentação das cadeias de proteínass produzidas pela célula infectada em proteínas virais estruturais e enzimas que formarão cada partícula do HIV. Indinavir cápsula; Ritonavir cápsula; Saquinavir cápsula; Nelfinavir cápsula; Amprenavir cápsula

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>>>Por que o símbolo da luta contra a Aids é uma fita vermelha ?

O símbolo da luta contra a Aids é um fitinha vermelha retorcida, formando um pequeno "A". A idéia partiu do grupo Visual Aids, de Nova York, em 1991. Um dos artistas do grupo sugeriu a criação de um símbolo único, de domínio público, que exprimisse a solidariedade em relação aos portadores do HIV. Nos EUA, as fitas amarelas já têm a conotação de dar as boas vindas aos soldados que voltam para casa. Trocou-se o amarelo pelo vermelho, além do desenho mais funcional. Quando no início de 1991 o ator Jeremy Irons recebeu o prêmio "Tony Awards" com uma fita vermelha presa à camisa, o sucesso foi imediato e duradouro. Em 1992 nascia em Londres a Red Ribbon International, entidade não governamental responsável pelo controle dos usos (e abusos) do símbolo internacional de luta contra a Aids. A Red Ribbon não quer ver o símbolo sendo usado por quem não tem nada a ver com a luta contra a Aids.

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