Singelas PROFANA-ações 18 LÍNGU(AGIOT)AGEM OU QUEM PROFANA A LÍNGUA: Neolíngua, por Luis Britto Garcia

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Neolíngua

Singelas PROFANA-ações 18 LÍNGU(AGIOT)AGEM OU QUEM PROFANA A LÍNGUA:
por Luis Britto Garcia

Em nome do imperialismo humanitário, da atrocidade bondosa e do holocausto benfeitor, intensificamos a agressão pacífica, o bombardeio filantrópico, o extermínio vivificante e o genocídio benévolo para assegurar o arrebatamento honrado, o saqueio generoso e a pilhagem altruísta. Multiplicando as guerras preventivas, expandimos o assassinato profiláctico, o extermínio saudável, a hecatombe caritativa e a matança benfeitora para impor a barbárie progressista, a democracia oligárquica, o racismo tolerante, o encarceramento libertador, a tortura compassiva e a opressão redentora. Tão elevados fins justificam os meios da fraude informativa, da notícia inventada e a tergiversação verídica que, apoiadas na ocultação transparente, na ignorância ilustrada e na mentira confiável evidenciam a elevada baixeza do nosso oportunismo ético, etapa superior da prostituição moralista que nos assegura a verdadeira mentira da eternidade efémera da omnipotência impotente.

SHOW BUSINESS Para impedir que continue uma repressão inventada pelos media, os bombardeiros calcinam o país até conseguir a conquista da sua Praça Central representada por actores extra em maqueta edificada no outro extremo do mundo, para proclamar a vitória da Junta de Sediciosos cujo presidente não aparece porque foi assassinado pelos próprios sediciosos enquanto Judas Iscariote apresenta o genocídio como vitória de um movimento social composto por financeiros que rapinam reservas internacionais, abutres que repartem entre si seus recursos, alianças militares que só atacam países mais débeis e mercenários idealistas que triunfam definitivamente numa guerra que não acabará nunca mais.

COVIL Todos os caminhos levam a Covil, capital do Império. Em Covil foram parar as Maravilhas do Mundo, devidamente saqueadas aos povos que as criaram. Não há uma pedra de calçamento em Covil que não tenha sido arrancada do trabalho escravo, nem um muro que não provenha do preço de aldeias arrasadas. No engaste de todas as jóias está inscrito o custo em sangue dos mineiros mortos nas galerias. Os caminhos dos jardins ostentam as ossadas dos imolados nas guerras coloniais. Covil consome as frutas mais deliciosas e com elas vêm as mãos cortadas dos colectores que não completaram a quota fixada. Pelo subsolo de Covil correm as cloacas de suor e de sangue da miséria de onde surge sua deslumbrante riqueza. Covil ilumina o mundo com luminárias acesas na medula dos explorados. Nos monumentos dos grandes homens de Covil figuram os números exactos das suas hecatombes. Covil tem academias onde se demonstram as subtilezas alcançáveis com o ócio pago pelos consumidos por esgotamento. Em todas as suas escolas ensina-se o extermínio e a destruição em todas as suas universidades. Não é que Covil seja sublime, mas destrói toda obra humana que possa empaná-la. Sua sabedoria é sinónima de botim e sua filosofia um eufemismo do latrocínio. Covil é capital da moda e as elegantes disputam entre si os exclusivos modelos de pele humana bronzeada. Muito filosofa Covil sobre como aperfeiçoar e dissimular os silogismos do saqueio. Os deliciosos vinhos de Covil têm poços de sangue. Causam assombro as catedrais de Covil, onde comparecem os fiéis a serem devorados. Véus subtis tecem os artistas de Covil para atenuar o clamor dos sacrificados. O mais supremo êxito de Covil é provar que todo humanismo se alimenta devorando humanos. Após cada assalto de Covil proliferam sicofantas empenhados em demonstrar que o único desejo das vítimas era serem assaltadas. Tantas mortes quanto provocou Covil financiam o laboratório onde se prepara a Morte Absoluta de tudo. Covil devora o mundo e seus habitantes devoram-se entre si até que nada reste.
[*] Escritor, venezuelano.

O original encontra-se em http://luisbrittogarcia.blogspot.com

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Original español;

NEOLINGUA

En nombre del imperialismo humanitario, la atrocidad bondadosa y el holocausto bienhechor, intensificamos la agresión pacífica, el bombardeo filantrópico, el exterminio vivificante y el genocidio benévolo para asegurar la rebatiña honrada, el saqueo generoso y el pillaje altruista. Multiplicando las guerras preventivas, expandimos el asesinato profiláctico, el exterminio saludable, la hecatombe caritativa y la matanza bienhechora para imponer la barbarie progresista, la democracia oligárquica, el racismo tolerante, el encarcelamiento liberador, la tortura compasiva y la opresión redentora. Tan elevados fines justifican los medios del fraude informativo, la noticia inventada y la tergiversación verídica, que apoyadas en la ocultación transparente, la ignorancia ilustrada y la mentira fehaciente evidencian la elevada bajeza de nuestro oportunismo ético, etapa superior de la prostitución moralista que nos asegura la verdadera mentira de la eternidad efímera de la omnipotencia impotente.

SHOW BUSSINESS
Para impedir que continúe una represión inventada por los medios, los bombarderos calcinan el país hasta lograr la conquista de su Plaza Central representada por extras en maqueta edificada en el otro extremo del mundo, para proclamar la victoria de la Junta de Sediciosos cuyo presidente no aparece porque ha sido asesinado por los sediciosos mismos mientras Judas Iscariote presenta el genocidio como victoria de un movimiento social compuesto por financistas que rapiñan reservas internacionales, buitres que se reparten sus recursos, alianzas militares que sólo atacan países más débiles y mercenarios idealistas que triunfan definitivamente en una guerra que no acabará más nunca.

GUARIDA
Todos los caminos llevan a Guarida, capital del Imperio.
En Guarida han ido a parar las Maravillas del Mundo, debidamente saqueadas a los pueblos que las crearon.
No hay un adoquín en Guarida que no haya sido arrancado del trabajo esclavo, ni un muro que no provenga del precio de aldeas arrasadas.
En el engaste de todas las joyas está inscrito el costo de sangre de los mineros muertos en los socavones.
Las veredas de los jardines lucen las osamentas de los inmolados en las guerras coloniales.
Guarida consume las frutas más exquisitas, y con ellos vienen las manos cortadas de los colectores que no completaron la cuota fijada.
Por el subsuelo de Guarida corren las cloacas de sudor y de sangre de la miseria de donde que surge su deslumbrante riqueza.
Guarida ilumina al mundo con luminarias encendidas en la médula de los explotados.
En los monumentos de los próceres de Guarida figuran las cifras exactas de sus hecatombes.
Guarida tiene academias donde se demuestran las sutilezas alcanzables con el ocio pagado por los consumidos por el agotamiento.
En todas sus escuelas se enseña el exterminio y la destrucción en todas sus universidades.
No es que sea excelsa Guarida, pero destruye toda obra humana que pudiera opacarla.
Su sabiduría es sinónimo de botín y su filosofía eufemismo del latrocinio.
Guarida es capital de la moda y se disputan las elegantes los exclusivos modelos de piel humana desollada.
Mucho filosofa Guarida cómo perfeccionar y disimular los silogismos del saqueo.
Los exquisitos vinos de Guarida tienen posos de sangre.
Asombro causan las catedrales de Guarida donde acuden los fieles a ser devorados.
Sutiles velos tejen los artistas de Guarida para atenuar el clamor de los sacrificados.
El más supremo logro de Guarida es probar que todo humanismo se alimenta devorando humanos.
Tras cada asalto de Guarida pululan sicofantes empeñados en demostrar que el único deseo de las víctimas era ser asaltadas.
Tantas muertes como ha causado Guarida financian el laboratorio donde se prepara la Muerte Absoluta de todo.
Guarida devora el mundo y sus habitantes se entredevoran hasta que no queda nada.

 

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