Elogio de Maduro e do patriotismo anti-EUA, por Diego Fusaro

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Elogio de Maduro e do patriotismo anti-EUA

Por Diego Fusaro

Tradução: Mario S. Mieli

Fonte: http://www.ilfattoquotidiano.it/2017/08/01/venezuela-elogio-di-maduro-e-del-patriottismo-anti-usa/3769460/

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Agora estamos acostumados. É uma história cuja duração é igualada apenas pela miséria. Um roteiro que, em retrospectiva, repete-se sempre igual a si mesmo. É a triste história de como, ainda mais depois de 1989, a monarquia do dólar – o novo Leviatã atlântico – deslegitima, desestabiliza, difama, derruba e até mesmo bombardeia todos os governos e povos não-alinhadas cadavericamente com o consenso de Washington e a nova ordem mundial ultra classista.

Para fazer isso, recorre ao poder soft das revoluções coloridas ou ao poder duro do imperialismo ético propriamente dito (bombas humanitárias, mísseis democráticos, granadas inteligentes, minas pacíficas, etc.). Para fazer isso, mais uma vez, doma as opiniões públicas graças ao trabalho diligente do clero jornalístico, cuja simbólica “missão especial” é a glorificação eterna da missão especial neocolonialista da talassocracia de estrelas e listras. Para que as massas manipuladas estejam sempre prontas para jubilar em face de golpes de Estado, massacres humanitários, bombardeios implacáveis: através da midiatização do real da “logotomização” das massas defraudadas do logos como capacidade do livre pensar raciocinante, esses crimes são recebidos com alegria e como os criminosos são condenados ao ostracismo os que resistem. Os opressores são amados, e os adversários são os oprimidos.

O que está acontecendo na Venezuela de Maduro, um dos heroicos Estados de socialismo patriótico que constelam a América Latina, da Cuba do falecido Fidel Morales à Bolívia do heroico Morales. A monarquia do dólar pôs em cena sua patética comédia destinada a deslegitimar a Venezuela para, em seguida, poder atacá-la militarmente. A temporada de chavismo também pode ser lida sob essa luz: um governo socialista submetido às tentativas vis e sempre repetidas de desestabilização, sob a força do dólar.

A Itália, de colônia do Império, como sempre, com um ímpeto de apoio servil, posta a serviço dos EUA: “Na Venezuela há uma situação que beira a guerra civil e um regime ditatorial. Uma realidade que não reconheceremos: não reconheceremos a Assembleia Constituinte desejada por Maduro.” Palavra de Paolo Gentiloni (31.7.2017). Em nome de um pluriverso multipolar, resistente à sombria lógica da globalização listas-e-estrelas, é correto apoiar os Estados que resistem e que mantêm vivo o sentido da resistência e da luta contra os crimes do imperialismo made in USA. Nas palavras de Che Guevara: “Pátria ou Morte”.

tio-sam

 

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