>> Essa maldita energia, por Gianni Tirelli

2DFD3C

Essa maldita energia
Por: Gianni Tirelli
Fonte: stampalibera, 8/2/2014
Tradução: Mario S. Mieli

mi_2772600756664466

Petróleo, gás, carvão e minerais/ materiais radioativos os quais, como que tomados por um calor escaldante neurótico, subtraímos sem trégua do subsolo terrestre, são a representação iconográfica do “esterco do Diabo”, em troca do qual escambamos a nossa alma e o futuro das novas gerações.

Revolução-Induistriual

Destampamos a “caixa de Pandora” e liberamos aquela maldita energia, que a Vontade criadora tinha, desde sempre, enterrado e mantida presa sob nossos pés. Assim, todas as coisas foram contaminadas e violadas; todas as águas, todas as terras e todo ar. O coração do homem se incinerou sob a luz abrasadora da modernidade e as paixões, os sonhos, os sentimentos, atmosferas e emoções se dissolveram como fumaça no vento. Devíamos ter dirigido o nosso olhar ao céu, conforme o exemplo das grandes e iluminadas civilizações do passado, e ter seguido o seu caminho, com a necessária humildade, deferência e o devido temor. A Revolução Industrial logo se transformou em uma tórrida forja, onde Satã em pessoa forjou, em sua imagem e semelhança, a originária natureza humana, despotencializando-a de todo impulso criativo e passional. Essa “maldita energia” que tanto exaltamos, e que contra toda lógica e razão gostaríamos de emprisionar, arrear, para satisfazer fraquezas, perversões e dependências, é o paradigma do fim da humanidade desnaturada, esvaziada de sua originária essência de Deus.

A única energia de que necessitamos deve ser procurada em nossa vontade, na força dos nossos braços, no espírito de solidariedade e no comum bom senso. Estamos isentos daquela paixão que desde sempre motivou e distinguiu cada ação humana; a única capaz de nos liberar do medo, para nos reconciliar com o mistério da vida. O futuro dos nossos filhos não se encontra nos ínferos do subsolo terrestre, mas está ali, sobre as nossas cabeças, no alto dos céus, no vento que acaricia as folhas das árvores e na surpreendente luz do sol que esquenta nossos corações.

Portanto, afirmar que o homem deste século seja um ser evoluído, progredido e civilizado é a mais colossal impostura desde o nascer dos tempos. Uma confusão arquitetada com maestria pela Besta Sistema Satã que, depois do fracasso do projeto nazista, no qual tinha investido uma grande parte de seu potencial destrutivo, hoje, com o Liberalismo Relativista, implementa o seu mais estratégico e silencioso projeto de escravização de massas, para desfechar o ataque final ao planeta Terra. Banqueiros e bancos, Nova Ordem Mundial, política, finanças, indústria, lobbies, mídia e afins não devem ser vistos como os sujeitos relativos a uma degeneração da consciência humana, mas são a representação mais eloquente daquele desenho perverso através do qual o MALIGNO atua a sua vingança contra o Grande Sonhador Celeste. A nossa luta virtual de internautas no ciberespaço, em virtude da qual imaginamos contrastar e combater as monstruosidades dessa sociedade, é uma batalha perdida desde o início! Tempo improdutivo que, de modo diferente, deveríamos empregar para nos libertarmos de tudo aquilo que, de alguma forma, tenha qualquer correlação, interação e dependência com relação ao Sistema Besta. É justamente em virtude da manutenção do impacto ético que as iluminadas civilizações do passado conservaram sua grandeza e evitaram que o MALIGNO se insinuasse residindo no coração dos seres humanos, de onde ditaria suas condições. Aqueles princípios e valores fundamentais, inatos e arraigados, que monitoravam e harmonizavam os comportamentos humanos, preservando-os de toda degeneração, fascinação e dependência.

Todas as descobertas de que a ciência moderna se vangloria hoje, e que exibe como conquistas de progresso e civilização, não teriam nunca visto a luz do dia em um mundo do passado, onde a espiritualidade, a transcendência, o rito mágico, o valor, a coragem, a honra, a dignidade e a aceitação da morte como ato supremo de justiça e porta de trânsito para a felicidade eterna, eram todas condições fundamentais e inopináveis nas quais se baseavam as razões imperecíveis de toda a humanidade. Nossas sociedades, pelo contrário, cancelaram qualquer vestígio do senso humano e assim, liberaram o MALIGNO de suas cadeias, que desde tempo imemorial o emprisionavam nos confins do universo antimatérico.

Não há nada, portanto, de que se ter orgulho – absolutamente nada em que creditar os hipotéticos benefícios dessa época insana. Não há palavras para nos desculparmos, nem atenuantes para todos os horrendos crimes consumados neste século bastardo, onde o mal, antigamente reconhecível e imputável, assumiu os traços da normalidade, expropriando o espírito do homem, privando-o, assim da consciência, do discernimento e do impulso pessoal.

bikemask

 

0 Comments

You can be the first one to leave a comment.

Leave a Comment

 
 

You must be logged in to post a comment.

 

Arquivos Recentes